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Diário da Região

14/12/2015 - 20h20min

Nova York

Bolsas de NY oscilam com preços do petróleo e fecham em alta, à espera do Fed

Nova York

As bolsas dos EUA fecharam em alta nesta segunda-feira, 14, em dia marcado pela volatilidade. As ações caíram pela manhã, acompanhando a nova baixa dos preços do petróleo, e o índice Dow Jones chegou a cair 126 pontos; o S&P-500, que havia caído 3,8% na semana passada, chegou a cair abaixo do nível psicologicamente importante dos 2 mil pontos. A recuperação do mercado de ações aconteceu à tarde, depois de os preços do petróleo passarem a subir. Na Chicago Board Options Exchange (CBOE), índice de volatilidade VIX caiu 6,8%, depois de ter chegado a subir 9,9% pela manhã. Traders disseram que os investidores também estão se posicionando para a reunião de dois dias do Federal Reserve (Fed), com a expectativa de que a autoridade monetária anuncie uma elevação das taxas de juro de curto prazo na quarta-feira, e também mostram preocupação com as condições do mercado de bônus corporativos com grau especulativo, cujos preços vêm caindo nos últimos dias em reação ao noticiário sobre fundos de investimento que não estariam conseguindo negociar esses instrumentos. "Operar de lado por alguns dias, até a decisão do Fed, não seria uma má ideia para o mercado de ações, mas existe muito medo, tendo em vista a volatilidade dos preços do petróleo e o que está acontecendo no mercado de bônus corporativos 'junk'", disse a estrategista Quinct Krosby, da Prudential Financial. Nenhum indicador foi divulgado nos EUA. Na Europa saíram os dados da produção industrial da zona do euro em outubro: crescimento de 0,6% em relação a setembro e de 1,9% em comparação com outubro do ano passado; economistas previam expansão de 0,2% no mês. Mesmo assim, as bolsas europeias, que fecharam quando os preços do petróleo ainda estavam em baixa, registraram queda pela quinta sessão consecutiva. Na China, a bolsa de Xangai fechou em alta de 2,51%, em reação ao informe de que a produção industrial do país cresceu 6,2% em novembro, em relação ao mesmo mês de 2014, após uma expansão de 5,6% em outubro; economistas previam um crescimento anual de 5,7%. Os investimentos em ativos fixos cresceram 10,2% no período janeiro/novembro, em comparação com o mesmo período do ano passado. As vendas no varejo cresceram 11,2% em novembro, em relação ao mesmo mês de 2014, após um crescimento anual de 11,0% em outubro. As vendas de imóveis residenciais cresceram 23,5% em novembro, em relação ao mesmo mês de 2014; nos primeiros 11 meses de 2015, as vendas de moradias cresceram 18% em relação ao período janeiro/novembro do ano passado; o investimento em novas construções de moradias, porém, caiu 1,3% em comparação com os primeiros meses de 2014. "Esse tipo de temor sobre liquidez, o Fed, os preços do petróleo... Essas questões são transitórias e não relacionadas com os fundamentos. Eventualmente elas vão passar. Não vejo nada que realmente esteja minando as fontes do crescimento da economia dos EUA neste momento, que são o mercado de moradias, o mercado de mão de obra e os gastos do consumidor", disse o estrategista Paul Christopher, do Wells Fargo Investment Institute Ele também observou que os investidores "ainda estão nervosos" sobre a reunião do Fed - não tanto com a perspectiva da primeira elevação das taxas de juro de curto prazo desde 2006, que já estaria nos preços, mas sobre a linguagem do comunicado a ser divulgado pelo Fed e o que ele pode indicar sobre os planos da autoridade monetária para a política monetária em 2016. Dirigentes do Fed têm dito que o aperto monetário será lento e gradual. "O mercado está na expectativa de um aperto monetário 'dovish'. A premissa é a de que qualquer coisa diferente disso poderá causar turbulências em um mercado que tem mostrado sinais de baixa liquidez", comentou o estrategista David Keeble, do Crédit Agricole. Na Chicago Mercantile Exchange (CME), os contratos futuros de Fed Funds projetavam hoje à tarde uma probabilidade de 83,3% de que a taxa dos Fed Funds seja elevada para 0,50% nesta quarta-feira; na sexta-feira passada, essa probabilidade estava em 79,4%. Dos dez componentes setoriais do S&P-500, nove fecharam em alta, com destaque para os de telecomunicações (+1,08%), bens de consumo essenciais (+0,94%) e energia (+0,81%). O único a cair foi o de materiais (-1,41%). Entre as componentes do Dow, os destaques foram as ações de energia (Chevron. +3,34%, e ExxonMobil. +2,27%). As ações da DuPont caíram 3,58%, ainda em reação ao anúncio dos planos para sua fusão com a Dow Chemical (-3,90%). O índice Dow Jones fechou em alta de 103,29 pontos (0,60%), em 17.368,50 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 18,76 pontos (0,38%), em 4.952,23 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 9,57 pontos (0,48%), em 2.021,94 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires

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