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Diário da Região

02/10/2015 - 19h07min

Nova York

Bolsa de NY segue commodities e fecha em alta, revertendo queda após 'payroll'

Nova York

A bolsa de Nova York fechou em alta forte nesta sexta-feira, 2, depois de abrir em queda em reação aos indicadores decepcionantes do nível de emprego dos EUA em setembro. Ao longo de toda a sessão, os investidores debateram se o número baixo de empregos criados e o declínio dos salários devem ser interpretados como sintoma preocupante, de que a desaceleração das economias da China e dos países emergentes estejam tendo impacto no crescimento dos EUA, ou como sinal de que o Federal Reserve (Fed) deverá adiar o momento em que começará a elevar as taxas de juro, prorrogando condições monetárias frouxas que vêm beneficiando o mercado de ações desde a crise de 2008. Os números decepcionantes fizeram crescer a probabilidade de que a taxa básica de juros permanecerá na atual faixa de zero a 0,25% até 2016. Isso favoreceu um recuo do dólar diante das moedas europeias e das dos países produtores de commodities. O petróleo, o ouro e o cobre subiram, sendo acompanhados pelas ações das empresas desses setores. O recuo do dólar também melhorou a perspectiva dos lucros das empresas norte-americanas que obtêm parte significativa de suas receitas no exterior. A incerteza sobre a direção da economia global e a expectativa de que o Fed deixe o aperto monetário para 2016 levaram os investidores a comprar títulos do Tesouro dos EUA; o juro das T-notes de 10 anos caiu abaixo de 2% pela primeira vez desde agosto, com mínima intraday em 1,906%. Segundo o Departamento do Trabalho, foram criados 142 mil empregos em setembro, quando os economistas previam 200 mil; o número de postos de trabalho criados em agosto foi revisado para 136 mil, de 173 mil, e o de julho para 223 mil, de 245 mil. O número médio de empregos criados nos últimos três meses ficou em 167 mil por mês, de 260 mil por mês no ano de 2014. A taxa de desemprego ficou em 5,1%, a mesma de agosto e em linha com a expectativa. A taxa de participação na força de trabalho reduziu-se a 62,4% em setembro, de 62,6% em agosto. O salário médio por hora recuou US$ 0,01, ou 0,04% em relação a agosto, para US$ 25,09, com alta de 2,2% em comparação com setembro do ano passado. Para Keith Bliss, da corretora Cuttone & Co., "não há nada de bom nesse informe. Ele destaca a debilidade e a hesitação que vimos sentindo no mercado já faz algum tempo". Bliss também disse que os traders no pregão da bolsa de Nova York reagiram aos números com surpresa e decepção. "Assim que os números saíram, ouviam-se no pregão muitos grunhidos e gritos de 'Oh meu Deus!'", afirmou. O estrategista Scott Wren, do Wells Fargo Investment Institute, disse que "há o temor de uma desaceleração na economia global e números como esses levam as pessoas a perguntar 'Puxa, será que começaremos a ver uma desaceleração nos EUA?". Gary Pollack, da unidade de private wealth do Deutsche Bank, observou que "esse informe coloca um obstáculo importante no caminho do Fed para elevar as taxas de juro. O Fed pode esperar até 2016 e as taxas de retorno dos bônus têm espaço para cair". Em reação aos dados do "payroll", o Dow Jones chegou a cair 258,35 pontos (1,59%), o Nasdaq chegou a cair 74,74 pontos (1,62%) e o S&P-500 chegou a perder 30,12 pontos (1,57%). A recuperação aconteceu quando os preços do petróleo passaram a subir em reação ao informe da Baker Hughes de que o número de poços e plataformas em atividade nos EUA voltou a cair nesta semana. "Hoje em dia, sempre que o petróleo sobe, isso é bom para o mercado de um modo geral", disse o chefe de operações com ações da Cantor Fitzgerald, Bill Nichols. Para ele, o mercado reagiu exageradamente aos dados do emprego. O Dow oscilou numa faixa de 459 pontos, entre a queda de 259 pontos na abertura e o fechamento com alta de 200 pontos; foi a maior reversão do índice em uma única sessão desde 4 de outubro de 2011. O outro indicador divulgado nesta sexta-feira também saiu fraco: as encomendas à indústria caíram 1,7% em agosto, quando a expectativa era um recuo de 1,2%; o crescimento das encomendas em julho foi revisado para 0,2%, de 0,4% no informe preliminar; as encomendas de bens duráveis caíram 2,3% e os estoques da indústria caíram 0,3% em agosto. Na Chicago Mercantile Exchange (CME), os contratos futuros de Fed Funds projetavam no fim da tarde uma probabilidade de apenas 5% de que o primeiro aperto monetário aconteça na reunião de 27 e 28 de outubro, de 14% logo antes da divulgação do "payroll". A probabilidade de uma primeira elevação na reunião de 15 e 16 de dezembro caiu a 27%, de 44% antes da divulgação dos dados. Edward Shill, da QCI Asset Management, vai ainda mais longe, ao dizer que "não temos a expectativa de elevações das taxas de juro neste ano e prevemos mais relaxamento quantitativo da política monetária do Fed. Embora o mercado esteja supervendido no curto prazo, temos a expectativa de movimentos de lado ou de recuo nos próximos meses". Antes da divulgação dos indicadores, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse durante evento em Nova York que o Fed deveria começar a elevar as taxas de juro logo e apertar a política monetária gradualmente. Vários dirigentes do Fed participaram hoje de uma conferência sobre regulamentação bancária em Boston (Massachusetts). Ao abrir o encontro, o presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, disse acreditar que uma elevação das taxas de juro em 2015 é "uma previsão razoável"; Narayana Kocherlakota, do Fed de Minneapolis, não falou sobre taxas de juro, assim como Loretta Mester, do Fed de Cleveland. O vice-presidente do Fed, Stanley Fischer, disse não estar vendo grandes desequilíbrios financeiros na economia norte-americana. Entre as ações que mais subiram estavam as dos setores de petróleo, mineração e materiais, que acompanharam as altas das commodities (Chesapeake Energy, +9,43%, Transocean, +8,48%, Freport McMoRan, +8,15%, e Alcoa, +2,81%). As do setor de biotecnologia, entre as que mais haviam caído entre o meio da semana passada e o começo desta, também subiram; o fundo iShares Nasdaq Biotechnology ETF subiu 3,37%. As ações da operadora de telefonia celular T-Mobile subiram 1,42%, depois de chegarem a cair mais de 1% em reação à notícia de que informações pessoais de milhões de clientes foram expostas devido a uma falha de segurança na britânica Experian. Das 30 componentes do Dow, 28 ações fecharam em alta (as exceções foram JPMorgan Chase e Verizon, ambas com baixas de 0,28%). Os destaques foram Chevron (+4,10%), ExxonMobil (+2,46%), Pfizer (+3,89%), Microsoft (+2,15%) e Caterpillar (+2,03%). O Dow Jones fechou em alta de 200,36 pontos (1,23%), em 16.472,37 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 80,70 pontos (1,74%), em 4.707,78 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 27,54 pontos (1,43%), em 1.951,36 pontos. Na semana, o Dow acumulou uma alta de 0,97%, o Nasdaq subiu 0,45% e o S&P-500 avançou 1,04%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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