X
X

Diário da Região

19/01/2015 - 08h38min

São Paulo

Assessoria a fusões é alvo de disputa entre bancos e escritórios

São Paulo


As receitas dos bancos de investimentos que atuam no Brasil na assessoria de negócios com fusões e aquisições chegaram a US$ 365 milhões até novembro do ano passado, segundo dados da consultoria Dealogic. O levantamento mostra que os bancos brasileiros Itaú BBA e BTG Pactual são os mais agressivos. Na média, ganham quase US$ 1,1 milhão por operação - muito aquém da média do Deutsche Bank, por exemplo, que cobrou US$ 4,4 milhões por operação no ano passado. Os bancos americanos como JP Morgan e Goldman Sachs e o suíço Credit Suisse cobram, na média, US$ 1,8 milhão.

O executivo de um banco estrangeiro diz que a competição é tão acirrada que tem empurrado as taxas para patamares muito baixos. Nos Estados Unidos, segundo o executivo, os ganhos por operação são no mínimo de US$ 3 milhões a US$ 4 milhões.
Os concorrentes dos bancos brasileiros dizem que a estratégia tem sido a de cobrar mesmo barato para ganhar os clientes e lucrar nas operações de crédito, que acabam fazendo parte do pacote em um processo de compra e venda de empresas.

Escritórios

Os escritórios de advocacia têm papel importante como assessores de operações de fusões e aquisições, geralmente trabalhando lado a lado com os bancos de investimentos. Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, porém, a remuneração dos escritórios não depende do tamanho da operação em questão, mas do trabalho que ela gera. "A cobrança é pela hora de trabalho, independentemente do tamanho da fusão", diz uma fonte de um grande escritório de São Paulo. "Quanto mais complicada a situação societária, melhor para nós."

Segundo um levantamento da consultoria americana Merger Market, o escritório Barbosa, Müssnich & Aragão foi o líder em aconselhamento de processos de fusões e aquisições no Brasil em 2014. Em segundo lugar veio outro escritório local, o Pinheiro Neto, seguido de Davis Polk & Wardwell. Os 30 acordos assessorados pelo Barbosa, Müssnich & Aragão somaram US$ 36,4 bilhões, enquanto os valores do segundo e terceiro colocados chegaram a US$ 21,8 bilhões e US$ 17,6 bilhões, respectivamente.

Em número de operações, no entanto, o líder foi o escritório Machado Meyer, com 40 fusões e aquisições no portfólio (as operações do escritório somaram US$ 15,5 bilhões, suficiente para a sexta posição em valores). Em número de acordos, o escritório Mattos Filho está na segunda posição (também com 40 operações, mas que somaram um valor menor, de US$ 12,9 bilhões), enquanto Pinheiro Neto e Barbosa, Müssnich & Aragão aparecem na terceira e quarta posições, respectivamente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso