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Diário da Região

01/10/2015 - 17h10min

São Paulo

Após 2 dias de queda, dólar fecha em alta de 0,40%, a R$ 3,99

São Paulo

Depois de uma trégua de dois dias, o mercado de câmbio voltou a ficar pressionado nesta quinta-feira, 1, e o dólar fechou em alta de 0,40% no mercado à vista, cotado a R$ 3,990. O primeiro dia de outubro foi de volume de negócios reduzido e poucas notícias com poder para influenciar os negócios. O cenário internacional mais ameno contribuiu para a queda das cotações pela manhã, mas o cenário interno repleto de incertezas trouxe a cautela de volta à tarde. A principal expectativa dos investidores esteve relacionada à reforma ministerial a ser anunciada pela presidente Dilma Rousseff. Com o adiamento da sessão do Congresso para apreciar os vetos presidenciais, que agora deve acontecer na próxima terça-feira, há dúvidas quanto ao anúncio da troca de ministros. Para evitar ruídos na base aliada, a estratégia ideal do Planalto era divulgar a reforma ministerial - na qual se espera ampliação do poder do PMDB - somente após a votação dos vetos. O vice-presidente Michel Temer afirmou acreditar que a reforma será anunciada nesta sexta-feira. O vice cancelou uma viagem a São Paulo para ficar em Brasília e acompanhar os desdobramentos das negociações em torno da reforma. A sinalização de entrega de sete ministérios ao PMDB vem alimentando a esperança no mercado de uma melhora na governabilidade da presidente, com efeitos positivos no ajuste fiscal. Mas as incertezas quanto a CPMF e julgamento das pedaladas fiscais e da ação que pede impugnação do mandato de Dilma estão entre as preocupações que justificam a postura defensiva nos mercados. Pela manhã, números indicando uma estabilização do setor industrial da China chegaram a animar os mercados internacionais, com reflexos positivos por aqui. O dólar chegou a ser negociado na mínima de R$ 3,94 (-0,86%). A influência internacional positiva terminou com a divulgação de indicadores fracos nos Estados Unidos, que pressionaram os mercados de ações, câmbio e juros. À tarde, o cenário interno passou a pesar mais fortemente. Além das diversas incertezas em torno de definições no ambiente doméstico, repercutiram negativamente as denúncias do jornal "O Estado de S. Paulo" de que documentos apontam que MP editada na gestão Lula foi comprada por lobby de montadoras de veículos e que a PF indica dinheiro da Petrobras como doação para a campanha de Dilma. Na máxima do dia, o dólar chegou a ser cotado a R$ 4,020, com alta de 1,16%. A divulgação do resultado da balança comercial de setembro foi bem-recebida, mas não fez preço nos mercados. O saldo ficou positivo em US$ 2,944 bilhões, no teto das estimativas dos analistas.

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