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Diário da Região

29/07/2016 - 00h00min

RAÍZES RENOVADAS

Sepultura celebra em Catanduva 20 anos de Roots

RAÍZES RENOVADAS

Fernando Pires/Divulgação Apresentação nesta sexta-feira à noite em Catanduva integra turnê comemorativa de três décadas do Sepultura. “O momento é um dos melhores”, garante o guitarrista Andreas Kisser, remanescente da formação original da banda. (Foto: Fernando Pires/Divulgação)
Apresentação nesta sexta-feira à noite em Catanduva integra turnê comemorativa de três décadas do Sepultura. “O momento é um dos melhores”, garante o guitarrista Andreas Kisser, remanescente da formação original da banda. (Foto: Fernando Pires/Divulgação)

Sepultura é uma das poucas bandas brasileiras a habitar o panteão mundial do metal pesado, e talvez a única a influenciar de forma direta as mais diferentes variações ligadas a esse gênero, do trash metal ao hardcore.

Mais forte a cada contratempo que marcou sua trajetória, a banda comprova seu prestígio com a turnê comemorativa de suas três décadas, que, dois anos depois, continua na estrada arrastando multidões por onde passa.

Em Catanduva, onde o Sepultura se apresenta nesta sexta-feira, 29, na unidade do Sesc, a comemoração também envolve o icônico álbum Roots, que completa 20 anos de história em 2016.

“O momento é um dos melhores da carreira do Sepultura. Temos uma gravadora forte e uma estrutura organizada, sem dramas familiares e confusão”, comenta o guitarrista Andreas Kisser, referindo-se a saída dos irmãos Max e Igor Cavalera, respectivamente, em 1996 e 2006.

“Quando o Max deixou a banda, o Sepultura já tinha dez anos de estrada. Perdemos toda a estrutura que tínhamos e começamos do zero novamente. Mas isso foi um processo bastante positivo. Cada membro novo que veio para o Sepultura trouxe uma característica nova, mantendo a banda sempre interessante”, diz o guitarrista.

A turnê dos 30 anos - que rodou não só pelo Brasil, mas por países da América e da Europa - passeia pela rica discografia do Sepultura, que se notabilizou por inovar a tradição metaleira com um tempero genuinamente brasileiro.

O repertório do show ainda traz a nova I Am The Enemy, que integra o próximo álbum do Sepultura, com lançamento previsto para o próximo ano.

Sucessor de The Mediator Between Head and Hands Must be The Heart, o próximo disco será o segundo com o baterista Eloy Casagrande, o ‘garoto prodígio’ do Sepultura, que tinha apenas dois meses de idade quando Arise, o quarto álbum da banda, fora lançado em 1991. O grupo se completa com o vocalista Derrick Green e o baixista Paulo Jr.

Mas a cereja do bolo fica mesmo por conta do álbum Roots, que Kisser sinalizou que ganhará uma atenção especial no show. “Acho que acabaremos cantando algumas músicas a mais dele (Roots) por estarmos celebrando seus 20 anos de história”, avisa.

ROOTS Lançado em 1996, quando o Sepultura já contava 10 anos de estrada, Roots aproximou ainda mais o metal pesado da banda das raízes brasileiras: álbum será lembrado no show

Cena metaleira

Para Kisser, tem muita banda boa na cena brasileira do metal pesado, e algumas delas com chance de trilhar o mesmo caminho que o Sepultura trilhou.

“As bandas estão misturando estilos, ousando dentro do gênero. Vejo muita gente fazendo som agressivo, mais gutural, em português, o que era um tabu nos anos 1990. Isso é muito positivo”, elogia ele, que comanda um programa na Rádio Rock FM 89,1, em São Paulo.

“No meu programa, abro as portas para essas bandas que estão lutando na cena independente. Tem muita banda da América Latina e do México também, que não têm tanta oportunidade para divulgar o seu som no Brasil”, comenta o guitarrista.

Serviço

Show do Sepultura. Hoje, às 20h30, no Sesc Catanduva (Praça Felício Tonello, 228). Ingressos: de R$ 9 a R$ 30. Informações: (17) 3524-9200

 

 

 

Análise

Sepultura criou novo estilo com o disco Roots

Lançado em 1996, o álbum Roots marcou definitivamente a trajetória do Sepultura como uma banda voltada à experimentação. 

Com Chaos A.D., disco de 1993, os caras já haviam assumido uma certa ‘brasilidade’, começando a incorporar elementos da música regional em sua composições.

Desde quando Roots começou a ser composto, a banda já mergulhou nesse conceito, entregando ao mundo um álbum em que se destaca os tambores tribais, a cultura musical indígena e até o metal cantado em português, na faixa Ratamahatta, composta em parceria com Carlinhos Brown.

Com Roots, o Sepultura criou um estilo novo dentro do metal pesado, e o mundo todo voltou seus olhos (e ouvidos) para isso. 
Posso garantir que o Sepultura mudou de nível com esse disco, que acabou sendo um grande influenciador de várias outras bandas em todo o mundo. Korn, Deftones e, mais recentemente, o Slipknot citaram esse disco como pilar desse novo estilo de metal pesado.

Jean Arara Garofolo é vocalista da banda Marrones, de Votuporanga

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