Diário da Região

01/07/2016 - 00h00min

Delírio

Saudade de casa inspira espetáculo solo de dança

Delírio

Ines Correa Elementos da cultura popular nordestina, como o frevo, aparecem na coreografia misturados à estética contemporânea. (Foto: Ines Correa)
Elementos da cultura popular nordestina, como o frevo, aparecem na coreografia misturados à estética contemporânea. (Foto: Ines Correa)

A combinação da dança popular e contemporânea compõe Delírio, espetáculo que será apresentado nesta sexta-feira, 1, às 20h, no Teatro do Sesc Rio Preto. Criado e interpretado por Ângelo Madureira desde 1999, o solo tem como tema central a vida do imigrante, o conflito cultural e a realização de um sonho.

Com direção de Ana Catarina Vieira, o espetáculo surgiu da saudade que Madureira sentia de sua amada Recife. “Eu nasci em uma família de artistas, fundadores do Balé Popular de Recife, onde trabalhei durante muitos anos. Em 1998, em me mudei para São Paulo e o carnaval de 1999 foi o primeiro que passei longe da minha terra. Durante aquela noite, surgiu Delírio.”

Apesar de conhecer de perto o frevo, o bailarino buscou no livro Frevo Capoeira e Passo, de Waldemar de Oliveira, conceitos sobre estilos de dança representantes da cultura popular brasileira. O eixo principal da coreografia é a citação do autor que afirma que “o ritmo é a música e o passo é a dança”.

“Eu me questionava: se tirar a música do frevo, o que se dança? E a resposta está em Delírio. O uso do rock progressivo na apresentação surgiu das experimentações feitas para aprofundar a linguagem da dança.”

Além da obra literária, Madureira teve como inspiração uma carta escrita pelo pai. “Ele usou a fábula de um curumim que, após retornar à tribo de origem, não conseguia mais se reconhecer. Delírio era para se chamar saudade, já que está cheio de minhas memórias afetivas. Mas seria algo meio óbvio.”

No espetáculo, Madureira interpreta o personagem O Sonhador, que parece estar em um sonho confuso, em uma espécie de delírio. Durante a encenação, o intérprete usa travesseiro, colchão, cobertor, que vão se transformando.

“Eram os elementos que eu tinha na época. E acabam contribuindo para a linguagem universal do espetáculo.”

Além da dança, o solo é composto de outras linguagens artísticas como teatro e improviso.

Serviço

Delírio, com Ângelo Madureira, nesta sexta-feira, 1, às 20h, no Teatro do Sesc Rio Preto.
Valores: R$ 17 (inteira), R$ 8,50 (meia) e R$ 5 (credencial plena)

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