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Diário da Região

27/07/2016 - 00h00min

Sexta-Feira

Erasmo Carlos mostra hoje porque é um 'Gigante Gentil'

Sexta-Feira

César Ovalle/Divulgação “Se eu vivesse dessa saudade que se tem da Jovem Guarda, faria de três a quatro shows por dia. Mas não preciso disso”, diz Erasmo, que traz a Rio Preto a turnê baseada em disco de 2014, Gigante Gentil. O nome faz referência a um dos apelidos que o artista ganhou durante a carreira. (Foto: César Ovalle/Divulgação)
“Se eu vivesse dessa saudade que se tem da Jovem Guarda, faria de três a quatro shows por dia. Mas não preciso disso”, diz Erasmo, que traz a Rio Preto a turnê baseada em disco de 2014, Gigante Gentil. O nome faz referência a um dos apelidos que o artista ganhou durante a carreira. (Foto: César Ovalle/Divulgação)

Erasmo Carlos, 75 anos, é um artista que vive o presente. Gigante no sentido físico e musical, mantém-se na ativa há mais de cinco décadas, cantando o amor e venerando a figura feminina por meio do rock.

“Se eu vivesse dessa saudade que se tem da Jovem Guarda, faria de três a quatro shows por dia. Mas não preciso disso. Não tenho mais a necessidade de me mostrar, de aparecer. Sou conhecido e, graças a Deus, as pessoas gostam da minha música”, diz ele, que vem a Rio Preto nesta sexta-feira, 29, para apresentar, no ginásio do Sesc, o show da turnê Gigante Gentil, na estrada há mais de dois anos.

Para Erasmo, o importante é estar na mídia com um trabalho de qualidade, com uma música que seja relevante para os ouvidos das pessoas.

“É importante mostrar atitudes legais, que acrescentem e estimulem os outros”, reforça o artista, que mostrou estar pleno em seu trabalho criativo, lançando três elogiados álbuns num período de cinco anos: Rock’n’Roll (2009), Sexo (2011) e Gigante Gentil (2014), no qual está baseado o repertório do show em Rio Preto.

No ano passado, o cantor e compositor lançou o DVD Meus Lados B Ao Vivo, em que apresenta canções de sua carreira que pouco foram tocadas nas rádios. “É um show para pequenas salas, com um formato mais intimista. Em Rio Preto, estaremos com o Gigante Gentil, que tem mais energia”, explica o artista em entrevista ao Diário.

A produção do disco Gigante Gentil - cujo nome faz referência a um dos apelidos que Erasmo Carlos ganhou ao longo de sua trajetória musical - reuniu parceiros das antigas como Arnaldo Antunes, Luiz Carlini e Nelson Motta, e gente da nova geração musical brasileira como Kassin e Marcelo Jeneci.

“Estou em sintonia com a velha e a nova geração. Pra mim, tanto faz se é novo ou antigo tocando. O que importa é que temos os mesmos anseios, os mesmos ideais. Temos essa vontade de estar na estrada tocando”, comenta.

Sobre a maturidade, Erasmo Carlos diz que ela trouxe a sabedoria e a liberdade de poder criar sem pressão. “Já criei sob pressão por todos os lados, o que é natural com qualquer profissional. Com o tempo, a gente vai se sentindo mais dono de si. Hoje, não me submeto a certas coisas que me submetia no passado apenas porque precisava”, diz.

“No passado, fiz muita música inconsequente. Hoje, a criação passa pelo crivo da sabedoria. Se a música é ruim, ela não sai”, acrescenta.

Apesar das inconsequências criativas citadas por ele, Erasmo deixou uma legado de hits para a música brasileira, e eles dividem espaço com a produção atual no show Gigante Gentil.

Entre os clássicos que estarão no show destacam-se Sentado à Beira do Caminho, Mulher, Gatinha Manhosa, Festa de Arromba e Minha Fama de Mau.

Da nova safra musical, um dos destaques é a canção que leva o mesmo nome do show e da turnê, em que o artista manda o recado para aqueles que lhe atribuem uma ‘cara de bandido’, uma ‘fama de mau’: “Mesmo hostil qualquer gigante pode ser gentil”, canta ele.

Artista terá sua vida contada nos cinemas?

Parte da trajetória musical de Erasmo Carlos, mais especificamente o período da Jovem Guarda, nos anos 1960, será contada no filme Minha Fama de Mau, do diretor Lui Farias, que será lançado neste semestre nos cinemas.

O filme é uma adaptação da autobiografia publicada pelo artista por meio da editora Objetiva. “O filme adapta parte do livro. No entanto, eu não vi nada antes. Vou ver como ficou junto com o público”, diz ele.

O ator Chay Suede interpreta o cantor em sua juventude, período em que ele conquistou a fama de Tremendão.

A partir dos bastidores dos shows e dos programas de TV, o filme mostra a amizade e parceria com Roberto Carlos (Gabriel Leone) e Wanderléa (Malu Rodrigues), a descoberta do mundo da música e da TV e a busca pelo grande amor de sua vida. 

Serviço

Show Gigante Gentil, de Erasmo Carlos. Sexta-feira, às 21h. Ingressos: R$ 12 a R$ 40. Informações: (17) 3216-9300

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