Diário da Região

17/01/2010 - 01h20min

Novidade

Vamos fazer uma desconstrução do FIT’

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Rubens Cardia Secretário Deodoro Moreira garante a ampliação dos Núcleos de Arte e de projetos já existentes, como os festivais do 2º semestre
Secretário Deodoro Moreira garante a ampliação dos Núcleos de Arte e de projetos já existentes, como os festivais do 2º semestre

Depois de um ano ocupando o 4º andar do prédio da Secretaria de Cultura de Rio Preto, Deodoro Moreira se mostra mais à vontade ao falar dos projetos da administração para este ano. Se tudo for conforme o anunciado em sua sala durante entrevista ao Diário da Região, o secretário não vai ter muito descanso ao longo de 2010.


O fôlego maior fica para a parte do ano que segue de janeiro a julho: “Em Janeiro teatro pra criança é o maior barato - Apenas R$ 1,99”, Janeiro Brasileiro da Comédia, Carnaval, Aniversário da Cidade, Fórum de Dança, Bienal do Livro e Festival Internacional de Teatro. Sobra para o restante do ano os festivais de música (de MPB, sertaneja, clássica e universitário) e as apresentações de final do ano dos Núcleos Municipais de Arte.


O secretário também anuncia novidades no cenário cultural. As principais são a implantação do Festival Estudantil de Artes Cênicas, do Circo Escola, mais Núcleos Municipais de Cultura e um Núcleo de Excelência para formação de bailarinos. Além disso, Moreira assegura mudanças drásticas na organização e disposição de alguns espaços do Festival Internacional de Teatro - carro-chefe entre os eventos culturais da cidade, que chega este ano à 10ª edição -, o incremento da Bienal do Livro e a implantação de uma biblioteca ramal no bairro João Paulo 2º.


Diário da Região - Nesta semana foi anunciado o valor de investimento no carnaval e a licitação para um trio elétrico. Como está a programação para a festa deste ano?Deodoro Moreira - Em agosto de 2009, começamos reuniões com escolas de samba e outras pessoas envolvidas com o carnaval. Íamos realizar o desfile de três grupos e tínhamos combinado um certo valor de repasse para cada um. Mas, depois, se recusaram a desfilar, então pensamos em manter os bailes populares e contratar o trio elétrico para fazer um evento na Zona Norte. Ainda não temos definida a programação, que deve ficar pronta na próxima semana. A ideia é utilizar o trio elétrico em diversas atividades, já que está à nossa disposição durante cinco dias, e manter os bailes populares por dois ou três dias.


Diário - No ano passado, a Bienal do Livro já estava praticamente fechada. Como ficou?Moreira - Confirmamos os escritores Maria Adelaide Amaral, Caio Túlio Costa, Adriana Lisboa, Daniel Piza, Ignácio de Loyola Brandão, Márcia Tiburi e Ruy Castro. O tema central é a Palavra em diferentes frentes. Serão feitos dois shows, talvez Palavra Cantada e Adriana Calcanhoto (o Partimpim). Será tudo no espaço da Swift. A Bienal está totalmente reformulada, mais atrativa, queremos que ela suba de nível, atinja mais do que apenas o público da pedagogia. Mesmo na questão dos escritores. Às vezes, pode-se pensar que o convidado não escreve muito bem, mas tem uma importância na mídia, e isso chama público. A gente convidou a Fernanda Yong, que não é uma maravilha do outro mundo, mas é uma atração. Ela adorou, não confirmou, mas acho que vem.


Diário - A Bienal pode se tornar uma feira anual?Moreira - Existe uma proposta de se fazer, nos anos em que não tiver a Bienal, uma feira menor de livro. Vamos avaliar a possibilidade de fazer isso no ano que vem. É uma coisa que pode acontecer, uma feira de porte menor crescer, ou até, se de repente conseguirmos bons patrocinadores, transformar a Bienal em anual.


Diário - Algo muda na décima edição do FIT?Moreira - Uma série de mudanças, tanto em relação ao conceito quanto à forma de gerenciar. Acabamos com a figura do diretor que centralizava todas as decisões. Centralizar um festival desse tamanho em uma única pessoa é um erro, não permite que haja desenvoltura maior, amarra todas as decisões. Vamos dividir o FIT em coordenações: geral, técnica, de produção e comunicação. Não vamos contratar uma assessoria de imprensa e publicidade, isso vai ficar sob responsabilidade da Secretaria de Comunicação e do Sesc.


Diário - Este ano vai haver mais espaços com a integração do teatro do Sesi e da Swift?Moreira - Não vamos usar o teatro do Ressurreição e sim o do Sesi. Mas estamos conversando de que maneira, pois o Sesi não aceita que se cobre ingressos. O teatro da Swift, que é grande, eu espero que esteja pronto até lá. Estamos discutindo também o valor de ingresso para menos. O pensamento é formar plateia. Por isso, não se pode cobrar ingresso caro. Existem pessoas que não têm R$ 10 ou R$ 5 para comprar ingresso, então não se forma plateia, tem de se pensar nisso. Não se faz o festival para os que costumeiramente consomem teatro e, sim, para que mais e mais pessoas se insiram e comecem a consumi-lo.


Diário - O FIT já tem um tema?Moreira - Teatro contemporâneo, esse é o nosso foco. Outra coisa é valorizar as atividades formativas. Vamos trazer os ícones do teatro contemporâneo internacional com espetáculos e também atividades formativas. Queremos valorizar e dar importância de espetáculo para a atividade formativa. Com o passar dos anos, o FIT ficou com a programação igual a de outros festivais importantes. Para que festival, então? Não queremos mais isso, queremos experimentar o novo.


Diário - Isso traz um risco de perder público?Moreira - O festival de Rio Preto sempre assumiu riscos. A ousadia implica nisso e é isso que vamos voltar a ser, ter nossa identidade de volta. Vamos assumir riscos com responsabilidade, para acertar. Outra mudança vai ser em relação ao Não-Lugar. Ele se transformou, nas últimas edições, em espaço de balada. Acabou esse negócio. Vai ser um espaço de investigação.


Diário - De que forma?Moreira - Vai voltar a ser o que era, com apresentações, performances. Não vai ser balada. Balada a gente pensa de outra forma, mas não no Não-Lugar. O festival não é para fazer balada. Nesta edição, vamos fazer uma espécie de desconstrução do FIT como estava.


Diário - Por que toda essa mudança?Moreira - Porque chegou a hora de mudar. Estávamos com uma fórmula que já tinha dado o que tinha de dar. Se não fossem feitas essas mudanças e continuasse na mesmice de sempre, eu não sei qual seria o futuro do festival.


Diário - Isso tem a ver com a saída do Jorge Vermelho?Moreira - Eu acho que pode até ter. Porque ele tinha o pensamento dele e agora a gente tem um pensamento diferente.


Diário - E depois do FIT?Moreira - Em agosto, temos o Festival de Música Clássica, que começa no dia 4. Depois, o Festival de Música Sertaneja, com eliminatórias de 27 a 29. No ano passado, fizemos o Festival de Música Sertaneja restrito a Rio Preto, mas queremos abrir para participantes em nível nacional em 2010. Vamos mudá-lo para o Teatro Municipal, enquanto as eliminatórias serão realizadas nos bairros. Estamos com um projeto novo, que é o Festival Estudantil de Artes Cênicas, em que vamos tentar envolver as escolas da cidade. E seguem os festivais de MPB e Universitário (que terá eliminatórias nas faculdades e final no Teatro Municipal), neste ano em datas distintas, em outubro.


Diário - Algum outro projeto novo para este ano?Moreira - O ano passado foi bastante produtivo, mas vamos aumentar mais três ou quatro Núcleos Municipais de Artes, além de criar o Núcleo de Excelência, que reúne os 10 melhores alunos de dança dos cursos que oferecemos para que sejam profissionalizados por meio do Balé de Rio Preto. Esses alunos já estão, inclusive, selecionados. Uma outra coisa que vamos montar será o Circo Escola. Esse é um projeto que há muito tempo tenho na cabeça. Sei que é importante e que a gente tem condições de atender, por meio dele, mais de 500 crianças e adolescentes. Já tenho o local, na Escola de Competências, no Santo Antônio. Estamos esperando uma resposta, pois inscrevemos esse projeto no Ministério da Cultura para obter recurso. Mas se não vier o incentivo, de todo jeito, com certeza, em 2010 vai acontecer esse Circo Escola.

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