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Diário da Região

23/12/2015 - 00h00min

Helio De La Peña

Um casseta a serviço da dramaturgia

Helio De La Peña

TV Globo/Divulgação “Não posso dizer que sempre sonhei com isso. Na verdade, era algo que eu nem pensava”, diz o humorista Hélio de la Peña, do extingo Casseta & Planeta, em sua primeira novela
“Não posso dizer que sempre sonhei com isso. Na verdade, era algo que eu nem pensava”, diz o humorista Hélio de la Peña, do extingo Casseta & Planeta, em sua primeira novela

Quem vê as cenas de Zé Pedro (Helio De La Peña) e Dorinha (Samantha Schmütz) em “Totalmente Demais” nem desconfia que a leveza que paira sobre a vida do casal vai dar lugar a um drama no futuro. Os dois vivem acomodados na casa herdada por ela no Bairro de Fátima, no centro do Rio de Janeiro. E estão sempre aproveitando os luxos proporcionados, direta ou indiretamente, por Carolina (Juliana Paes), a irmã rica de Dorinha.

Mas o advogado da indústria de cosméticos Bastille volta e meia sofre com o ciúme da esposa, que não suporta a ideia de ver o marido rodeado de belas modelos. E é exatamente por isso que o clima na casa deles vai se alterar. “O ciúme da Dorinha vai fazer com que esse casal passe por situações delicadas, que inclusive vão envolver um problema de saúde”, adianta Helio. Na entrevista a seguir, ele conta um pouco mais sobre isso e também fala da experiência de estrear em novelas.

Pergunta - Essa é sua primeira novela. O que mais o preocupou nessa estreia?

Helio de la Peña - Bom, eu venho de programas de humor. E as novelas têm um lado dramático, um pouco mais sério. Então, tive de me preparar para fazer o personagem com mais naturalidade e menos caricato. O Zé Pedro não tem só cenas engraçadas. No “Casseta & Planeta”, eu chegava na Globo e, a cada dia, tinha sete ou oito personagens. Agora eu interpreto um só, mas por sete ou oito meses. Posso dizer que o viés cômico de “Totalmente Demais” me ajuda, mas é um exercício diário.

Pergunta - Como tem sido dividir cenas com a Samantha Schmütz?

Peña - Eu até já tinha feito uma participação no “Vai Que Cola” (Multishow), com a Samantha. E ela tem esse registro da comédia, o que facilita muito o nosso entrosamento. O elenco, de maneira geral, é muito bom. Fico satisfeito que a minha estreia em novelas seja tão privilegiada. Até porque não é só comédia, ele vai viver um drama forte.

Pergunta - Como vai se desenrolar isso?

Peña - A Dorinha é muito ciumenta, o que acabará provocando um problema de saúde para ela. E tudo isso vai deixar o Zé Pedro em uma situação bem complicada. Ele é um cara tranquilo, muito ligado à família. Acho que vai conseguir resolver isso.

Pergunta - Fazer novela era um sonho seu?

Peña - Eu não posso dizer que sempre sonhei com isso. Na verdade, era algo que eu nem pensava. Mas, depois que me convidaram para fazer o seriado “Segunda Dama”, vi que havia essa possibilidade, sim. Aí, confesso, se tornou algo menos distante. Mas não era um sonho.

Pergunta - Com o fim do “Casseta & Planeta”, a dramaturgia se tornou sua primeira opção?

Peña - Não tenho restrições, topo qualquer caminho. E esse foi muito novo para a minha carreira. Não só por ser como ator e sem estar protegido pela caricatura. Mas também por me envolver em projetos que não são meus, em que não assino os roteiros. Eu sempre vim da redação, da criação, então nem imaginava que pudessem me chamar só para atuar. E tem sido muito boa essa experiência.

Pergunta - É difícil para um ator cômico e que também escreve seguir o texto sem inserir um caco ou um improviso? Como você faz?

Peña - Na hora de atuar, acaba vindo um molho, um tempero, é natural. Muitas das minhas cenas são junto com a Samantha, que também veio dos programas de humor. A gente pega o texto e acaba fazendo tudo numa sintonia muito parecida, bem à vontade. E a Rosane Svartman, que escreve a novela junto com o Paulo Halm, é uma amiga de longa data. Sei que ela não se incomoda com isso.

 

 

 

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