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Diário da Região

24/02/2016 - 00h00min

Marcelo Romagnoli

'O teatro bobo ficou no século passado'

Marcelo Romagnoli

Divulgação Romagnoli assina textos de peças premiadas da Banda Mirim, como O Menino Teresa, que trata da questão das diferenças de gênero de forma sutil. Dramaturgo aproveita estada na cidade para oferecer uma ‘assessoria de imersão’ à Cia. Azul Celeste na montagem de seu novo espetáculo
Romagnoli assina textos de peças premiadas da Banda Mirim, como O Menino Teresa, que trata da questão das diferenças de gênero de forma sutil. Dramaturgo aproveita estada na cidade para oferecer uma ‘assessoria de imersão’ à Cia. Azul Celeste na montagem de seu novo espetáculo

O teatro infantil de qualidade é algo potente e está conectado com a educação, não somente no sentido didático, mas também na saúde emocional das crianças. A frase é do dramaturgo e diretor Marcelo Romagnoli, reconhecido pelo competente trabalho desenvolvido com o grupo de teatro Banda Mirim, de São Paulo. Ele desembarca amanhã em Rio Preto para ministrar no Sesc a oficina ‘Um olhar sobre a gramática da fantasia’, com o objetivo de fortalecer o teatro que respeita o público do teatro, seja ele adulto, jovem ou infantil.

Romagnoli produziu 22 textos para crianças nos últimos anos. São dele os textos de espetáculos como a premiada comédia infantil Terremota, baseada nos estudos de Jean Piaget e vencedora do APCA de melhor texto, em 2012. O Menino Teresa, sobre as peripécias de uma menina que vira menino por um dia, outra produção de Romagnoli, fala das diferenças de gênero com leveza. “A peça traz uma discussão profunda sobre identidade sexual e aceitação das diferenças. A criança entende de forma delicada e os pais compreendem uma outra camada, mas tudo com muita sutileza.”

Para Romagnoli, o teatro infantil não pode ser bobo. “A dramaturgia contemporânea tem de conter boas histórias, mas também deve ter técnica e estrutura dramática. A exigência é a mesma comparada a um espetáculo adulto. O teatro bobo ficou no século passado e a criança está cada vez exigente. Não podemos ter medo de ser profundos ao apresentar temas mais sérios, mas de um jeito suave. Não pode ser apenas entretenimento.” Os holofotes também precisam se virar ao teatro jovem, segundo o dramaturgo. 

“Ele está um pouco esquecido. Existe um buraco negro. Fazemos um trabalho de formação na criança e depois temos de resgatar o adulto. O jovem fica perdido, porque o teatro para eles é algo esporádico, não fica em cartaz.” Em Rio Preto, Romagnoli ainda faz parceria com a Cia. Azul Celeste. Trata-se da assessoria conceitual do espetáculo infantil A Ver Estrelas, montagem do texto de João Falcão pela companhia. “Vou dar um suporte, uma assessoria de imersão. Acompanhar o elenco e trocar informações sobre o texto, que não tem história com começo, meio e fim e incentiva a imaginação, a fantasia. O processo é de desconstruir e construir a história.”

Segundo ele, Rio Preto ainda tem um forte movimento teatral, apesar das dificuldades. “Tivemos apresentações marcantes no FIT com a banda Mirim. Um destes momentos foi a apresentação do musical caipira Sapecado, em espaço aberto.” Até 2012, a Banda Mirim apresentou-se por cinco anos seguidos no FIT. A Banda Mirim, que completou 12 anos, tem no repertório oito musicais e 17 integrantes. Em um dos projetos, o grupo vai dar continuidade a uma pesquisa sobre Buda. “O musical falará sobre o menino Buda, que vivia apenas no palácio e um dia saiu na rua e encontrou a pobreza, a velhice. Para o processo de criação, estamos visitando asilos e centros de população de rua para recolher histórias. Vai contar com documentário sobre o processo e deve estrear este ano.”

Serviço

  • Oficina Um olhar sobre a gramática da Fantasia, com Marcelo Romagnoli. Quinta-feira, sexta e sábado, no espaço tecnologias e artes do Sesc. Informações: (17) 3216-9300.

 

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