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Diário da Região

20/03/2016 - 00h00min

CRÍTICOS MIRINS

Crianças assistem Pequenos Olhos em primeira mão

CRÍTICOS MIRINS

Guilherme Baffi Criançada deu seus pitacos sobre a nova montagem da Cia. dos Pés. Pequenos Olhos
Criançada deu seus pitacos sobre a nova montagem da Cia. dos Pés. Pequenos Olhos

“Pode estrear. Ficou muito bonito o resultado. Acho que as outras crianças vão gostar da história”, diz Ana Clara Pelegrino Etecheber, 11 anos, ao final de um ensaio aberto da peça Pequenos Olhos, da Cia. dos Pés, realizado na quinta-feira. Por iniciativa do Diário cinco crianças entre 8 e 11 anos foram convidadas a assistir com exclusividade ao ensaio do espetáculo, que estreia oficialmente neste domingo, às 15 horas, no teatro do Sesc. Numa sala na sede da companhia, a turminha encarnou o papel de minicríticos de teatro. A sessão durou 45 minutos. 

Ao final, ainda rolou um bate papo com o elenco, em que todos falaram sobre o que gostaram e o que poderia ser melhorado. O grupo considerou bastante válido o feedback da criançada e pretende colocar em prática as observações, tanto positivas quanto negativas. “A sessão exclusiva para as crianças serviu pra gente extravasar, tirar aquele medo da estreia”, disse a atriz e bailarina Mariane Cerilo. “Fizemos o espetáculo para esse público e nada melhor que tê-los como críticos”, acrescentou Angélica Zignani, que assina a direção e atua na peça ao lado de Mariane.

 

Arte - opinião das crianças - 20032016 Clique na imagem para ampliar

Como foi

Antes de começar a apresentação, Kesler Jamal Contiero, que assina a cenografia do espetáculo, fez uma breve apresentação para as crianças. Já na sala, sentadas e com os olhos atentos, elas prestaram atenção em cada detalhe da apresentação. De vez em quando, olhavam para o lado e faziam comentários breves com o colega. Um deles, Frederico Pelegrino Etecheber, 8 anos, se emocionou em alguns momentos.

Uma das cenas que as crianças mais gostaram foi quando as personagens dançaram em cima da caixa de madeira. “Pareciam bailarinas numa caixa de música grande”, disse Laura Azol Bazoni, de 11 anos. Apesar de o espetáculo não ter fala, apenas risadas, gritos, murmúrios, as crianças contaram que não sentiram falta das palavras. “Dá pra entender a história. A menina queria sair de casa e descobrir o mundo”, definiu Thaisa Canovas Carvalho, de 10 anos.

A trilha sonora casou com os movimentos das atrizes, segundo as crianças. “Quando vocês levantavam os braços, por exemplo, a música tinha uma batida que combinava certinho com os movimentos”, avisou Ana Clara, dirigindo-se às atrizes. Outra questão apontada pelas crianças foi a presença de uma terceira pessoa em cena, dentro da caixa. “A gente não consegue ver essa pessoa, mas percebemos que tinham mais braços saindo da caixa num certo momento do espetáculo, segurando a borboleta ”, disse Frederico.

O cenário, que é a caixa de madeira, causou suspense nos pequenos. Em umas das cenas, graças a um mecanismo, a caixa parece que vai desmontar, mas volta facilmente no formato. “Pensei que eles não tinham ensaiado direito e a caixa ia quebrar”, revelou Ana Clara. Kesler aproveitou e explicou que a caixa foi feita com a ajuda de um torneiro mecânico, um serralheiro e um marceneiro, e que pode ser desmontada, transportada e levada para qualquer teatro.

Ao analisar o espetáculo, a palavra ‘divertido’ foi citada algumas vezes pelas crianças, o que causou certo espanto em Angélica. “A gente não pensou nesta palavra para definir o espetáculo, porque a peça tem uma trama e uma carga mais dramática”, afirma a atriz, que, pela primeira vez, contracena com Mariane Cerilo. “Ela (Mariane) parecia ser a irmã mais velha da outra menina na cena, porque ela é maior”, considerou a crítica Ana Clara.

A sintonia entre as duas artistas foi notada pelas crianças. “Elas sincronizaram certinho alguns movimentos dos braços”, disseram juntos, em coro. Com uma década de carreira, Mariane trabalhou muitos anos na Virtual Companhia de Dança, de Marcelo Zamora, ficou um ano fazendo trabalhos sozinha e em julho do ano passado iniciou com Angélica na Cia. dos Pés. “Todo processo aconteceu de forma tranquila e fluida”, revela Mariane. As duas estarão juntas novamente no próximo trabalho da companhia, Mente, que vai explorar o improviso e a experimentação.

Uma das reclamações das crianças foi o som alto. A dica foi anotada pela técnica de som Amanda Naraine e pelo responsável pela iluminação, Fuad Jamal. Ana Clara reclamou do começo da apresentação. “Estava um pouco chato”, disse. Em um momento, uma das personagens aprende a dar um laço nos cadarços do tênis. A pequena Thaisa, no entanto, não entendeu a metáfora sobre o aprendizado e pediu explicação.

Em busca de identidade

Com a montagem infantil Pequenos Olhos, Angélica Zignani e Mariane Cerilo contam a história de uma menina em busca de sua identidade. Utilizando a dança contemporânea como canal da comunicação, o espetáculo mostra duas crianças em momento de aprendizados e descobertas de sentimentos como dor, medo e raiva. O cenário é uma caixa de madeira que interage com o público e se movimenta. A iluminação e a trilha sonora, ao mesmo tempo delicada e intensa, compõem a cena e constroem o espetáculo. A primeira apresentação para o público acontece às 15 horas de hoje, no teatro do Sesc, com ingressos entre R$ 5 e R$ 17 (mas crianças de até 12 anos não pagam).

 

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