Diário da Região

24/01/2008 - 00h45min

Janeiro Brasileiro da Comédia

Simples (mas não simplória), peça resgata magia do clown

Janeiro Brasileiro da Comédia

Divulgação Andréa Macera e Ésio Guimarães em cena de ?A Julieta e o Romeu?
Andréa Macera e Ésio Guimarães em cena de ?A Julieta e o Romeu?
Em meio à idéia de renovação da linguagem do teatro cômico (que serve de mote de busca à curadoria), o Janeiro Brasileiro da Comédia apostou na segurança da linguagem tradicional do clown para o início de sua 6ª edição. E não apostou errado. ?A Julieta e o Romeu?, do Barracão Teatro, de Campinas, trouxe para o evento uma pureza que às vezes se perde em troca da busca a todo preço pelo ?novo?. Não que o espetáculo seja simplório. ?A Julieta e o Romeu? é simples, mas não ingênuo. Pelo contrário, há nele uma sucessão de finas ironias - para as quais vão sendo entregues algumas pistas pela dupla de clowns formada por Andréa Macera e Ésio Magalhães à medida que a peça evolui. Basta estar atento para percebê-las. No palco, a dupla tenta reproduzir para a platéia cenas de textos célebres de Shakespeare. Andréa é Mafalda Mafalda, a atriz ?renomada? e idolatrada por seu aprendiz, o desconcertante Zabobrim.

Como mentora de Zabobrim, Mafalda Mafalda ensina as técnicas infalíveis para torná-lo um grande ator - uma sátira à verborragia que rola em muito workshop por aí, e que deve ter feito enrubescer na platéia algum professor de teatro, por se ver refletido na representação grotesca do clown. Pouca gente deve ter percebido também como sátira o fato de Zabobrim ter trocado Rio Preto ora por Ribeirão Preto ora por São José dos Campos - gafe das mais comuns cometidas por grupos que circulam tanto com suas peças caça-níqueis que mal sabem o nome da cidade onde estão. Mas o melhor é notar a inversão proposta pela dramaturgia. Mafalda vende-se para o público como a grande estrela, deixando a Zabobrim o papel coadjuvante de auxiliar. Mas, no fundo, é o contrário. Mafalda só existe para dar vazão ao brilho de Zabobrim. Ela é o Dedé; ele, o Didi. Uma generosidade só permitida entre grandes atores, como Andréa e Ésio, este um mestre que combina técnica e coração. O Janeiro Brasileiro da Comédia segue hoje com a segunda sessão da peça ?Mangiare?.

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