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Diário da Região

26/07/2016 - 00h00min

O ROCK DELAS

Samara, Taiane e Yasmin formam a banda Bast

O ROCK DELAS

Marcela Guimarães/Divulgação Samara Bueno, Yasmin Tranjan e Taiane Campos se reuniram para criar a banda Bast. Trio rio-pretense começou com covers para se estabelecer, mas já está mirando o trabalho autoral para o futuro breve. (Foto: Marcela Guimarães/Divulgação)
Samara Bueno, Yasmin Tranjan e Taiane Campos se reuniram para criar a banda Bast. Trio rio-pretense começou com covers para se estabelecer, mas já está mirando o trabalho autoral para o futuro breve. (Foto: Marcela Guimarães/Divulgação)

Na mitologia egípcia, Bast é uma deusa da fertilidade e protetora das mulheres. Em Rio Preto, é o nome do grupo que tem representado e incentivado a cena do rock feminino. Formado há cinco meses, o trio composto por Samara Bueno, Yasmin Tranjan e Taiane Campos apresenta covers do Nirvana e punk rock com olho no autoral.

A Bast surgiu da vontade de ter uma banda com integrantes mulheres, segundo Samara Bueno, cantora e guitarrista conhecida no cenário musical rio-pretense com releituras de músicas internacionais e nacionais. No trio, ela é responsável pelo vocal e a guitarra.

“Sempre achei importante mostrar que as mulheres têm seu espaço no meio musical e uni-las também. Não é nenhum movimento feminista ou algo do tipo. Surgimos para fazer um som legal para todos os públicos”, diz.

Motivada em dar origem ao Bast, Samara falou com Yasmin, que é sócia do Estúdio Gamb’s. Yasmin aprendeu a tocar bateria há um ano e meio, por hobby.

“Eu nunca tinha tocado instrumento na minha vida. No meio das bandas, eu acabei me interessando pela bateria. Aprendi por hobby, mas nem imaginava em fazer parte de uma banda, muito menos só de mulheres”, conta Yasmin.

Apesar de não ter experiência no palco, a baterista topou de cara a proposta de Samara. Yasmin foi responsável por chamar Taiane para formar o trio.

“Nós fizemos um curso juntas de fotografia e escutei ela comentando que sabia tocar baixo. Quando a Samara falou comigo, eu pensei na Taiane e ela topou”, relembra Yasmin.

Morando há três anos em Rio Preto, a publicitária Taiane não tinha se apresentado na cidade ainda. “Na verdade, minha experiência com banda foi uma única vez e com um grupo onde eu era a única menina. Eu tocava mais por hobby e sem muita experiência de palco”, afirma a baixista.

Ela acredita que a Bast é resultado de um desejo antigo. “A vontade de ter banda só de meninas vem antes de nos conhecermos. Nunca consegui recrutar amigas para formar uma banda só de mulheres. A Samara começou com um projeto de meninas, deu certo por um pequeno tempo e depois acabou. Com a Bast, conseguimos isso, foi amor ao primeiro ensaio. Estamos na mesma energia”, destaca Taiane.

bast 26072016 Samara, Yasmin e Taiane em ação: primeiro show do trio ocorreu em maio: “Foi amor ao primeiro ensaio. Estamos na mesma energia”, anima-se Taiane. (Fotos: Marcela Guimarães/Divulgação)

Para mostrar um pouco do trabalho e conquistar espaço no cenário local, o trio investiu em covers, mas já trabalha no autoral.

“A Bast surgiu com a vontade de se fazer autoral, mas nós precisávamos treinar, pegar ritmo de palco e tudo mais, por isso optamos por começar com os covers, assim como as outras bandas. Já estamos pensando em nossas músicas e no nosso som’, diz Yasmin.

O primeiro show da Bast foi em maio. No último mês, a agenda do trio passou a ficar mais movimentada. “Nós estamos conquistando espaço. Nosso objetivo é participar de festivais e incentivar ainda mais as mulheres a ocuparem seus espaços dentro da arte. Estamos tendo um retorno muito positivo do público, o que nos motiva a continuar”, destaca Samara, que continua com seus projetos paralelos. Taiane e Yasmin conciliam a atividade na banda com outras profissões.

‘Eu precisava continuar’

Samara Bueno encontrou na música a força que precisava para continuar. Em junho, o marido dela, André Luiz Falchi, 34 anos, morreu após ser atropelado por um carro enquanto andava de bicicleta na avenida Bady Bassitt, em Rio Preto.

“No começo, é difícil. Eu cheguei a pensar em parar, mas conclui que isso seria pior. Com a música, eu ocupo minha cabeça”, afirma Samara.

Ela destaca que os integrantes da The Black Wolves e da Bast foram fundamentais nesse momento. “Recebi o apoio de muita gente, mas o pessoal das duas bandas tiveram muita paciência. Eles entenderam quando desmarcamos alguns shows, quando eu não conseguia. Agora estou tentando. O André me apoiava bastante. Eu precisava continuar.” 

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