Diário da Região

23/06/2009 - 19h46min

Artes pláticas

Romildo Cardozo usa novas técnicas em suas esculturas

Artes pláticas

Fotos: Divulgação Reprodução fiel de uma das obras mais importantes da história da arte: o ?Discóbolo?, de Miron
Reprodução fiel de uma das obras mais importantes da história da arte: o ?Discóbolo?, de Miron
O artista que se reinventa deveria fazê-lo não apenas do ponto de vista temático, mas pelo uso de novos materiais e a exploração de outras técnicas. A reinvenção pode, sim, ser radical em seu processo. É o que demonstra estar fazendo um dos mais importantes escultores da região, Romildo Cardozo. De seu ateliê, em Neves Paulista, distante 33 quilômetros de Rio Preto, ele começa a descobrir que, na arte, caminhos inversos também são viáveis. Suas peças mais conhecidas foram por um bom tempo criadas esculpindo-se blocos imensos e maciços, ?tirando a escultura lá de dentro?, como gosta de dizer. Porém, sua criação mais relevante em 2009 - uma reprodução do ?Discóbolo?, de Miron, concluída este mês - não foi ?tirada? de bloco algum.

Ele foi moldando o cimento sobre uma estrutura de ferro que serviu como molde. A técnica não é inédita, mas pouco frequente em seu trabalho. A novidade maior está no uso da vermiculita, material expansivo, que dá volume mas tira o peso da peça, e que, adicionada ao cimento, retarda sua secagem, dando um tempo a mais precioso para o acabamento do artista. ?É um material que dá mais resistência para detalhes pequenos, comparado ao concreto celular?, explica. Produzido em torno de 455 a.C. na Grécia, o ?Discóbolo? é considerado uma das obras mais famosas de toda a história da arte. Miron representa este atleta no instante de lançar o disco com o corpo em máxima tensão, porém é um esforço que não se reflete em sua face. Destaca-se ainda na peça a simetria das proporções corporais.

A obra original, feita em bronze, se perdeu, mas recebeu várias cópias romanas. Cardozo se propôs a reproduzi-la também fielmente. A ponto de fotografar um modelo vivo e por vários ângulos - já que, em todas as imagens conhecidas da peça, ela só aparece de frente. O artista de Neves levou 50 dias para terminá-la. ?Foi um desafio trabalhar em cima de uma obra tão famosa?. O ?Discóbolo? foi produzido sob encomenda para uma empresa de Auriflama. Outras peças, porém, inclusive contemporâneas, e sem o compromisso imediato de venda, estão sendo produzidas por ele segundo esta sua nova pesquisa. O forte de Romildo Cardozo são as imagens sacras e as chamadas ?obras públicas?, na maioria monumentos, criados a pedido das prefeituras. Já trabalhou para mais de 30 em vários Estados. A mais recente é uma estátua de Monsenhor Angelo Angioni, que dará nome a uma praça em José Bonifácio. Essas pagam suas contas. Já as peças produzidas para galerias e exposições (a próxima será em Mirassol) têm outra função: ?elas são a minha hora de descanso, o momento em que eu me permito viajar.?

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