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Diário da Região

03/12/2015 - 00h00min

Hip hop

Rap 'flutuante' de Tássia Reis chega à cidade

Hip hop

Divulgação “Mistura de sensações”: Em canções como “Meu RapJazz”, Tássia Reis mostra desenvoltura no contato com outros gêneros fora do rap
“Mistura de sensações”: Em canções como “Meu RapJazz”, Tássia Reis mostra desenvoltura no contato com outros gêneros fora do rap

Uma das principais expoentes do rap nacional, Tássia Reis chega hoje a Rio Preto para um show gratuito no Sesc Rio Preto, dentro da programação do Breu. A rapper de voz de veludo ganhou projeção com o primeiro EP, que leva seu nome, lançado no ano passado de forma independente. De Jacareí, no interior paulista, Tássia teve seu primeiro contato com a cultura hip hop por meio das danças urbanas. 

"Esse show será uma grande mistura de sensações, flutuando entre o jazz, o neosoul, o reggae. Tudo isso como uma pitada brazuca e o engajamento do rap", diz a cantora, em entrevista ao Diário. No repertório, destacam-se suas composições, como "Primavera", "Meu RapJazz", "Calma Preta", "No Seu Radinho" e "Asas".

A rapper sobe ao palco acompanhada da banda Mental Abstrato, conhecida no cenário jazzrap nacional e internacional, que acaba de lançar o LP comemorativo do álbum "Pure Essence", lançado no Japão. Os integrantes são: Omig One, Guimas e Calmão, e os músicos convidados Kiko de Sousa, Cauê Vieira e o percussionista cubano radicado em São Paulo Pedro Bandera. O show é às 21h30, na Comedoria. 

 

 

 
Diário da Região - Como foi seu primeiro contato com o hip hop e de que forma essa cultura impactou sua vida?

Tássia Reis - Conheci a cultura Hip Hop através das danças urbanas, e foi muito mágico deparar numa cultura onde os elementos me hipnotizavam e as pessoas eram parecidas comigo, eu me senti confortável e fiquei com aquela sensação de que achei meu lugar no mundo. Representatividade importa e fez a diferença me enxergar naquelas pessoas e artistas.
 
Diário - Você flerta com vários gêneros além do rap. Fale um pouco das suas influências.

Tássia - Eu cresci ouvindo muito samba, muita música preta, meus pais sempre gostaram de música e de dançar, então, cresci nesse meio maravilhoso. Meu irmão já ouvia rap em casa, a maioria nacional, e eu já gostava de algumas coisas que ele curtia. Quando conheci o hip hop como cultura me conectei ao rap gringo e a outros estilos como o R&B e o neo soul, e esses sons mais contemporâneos.
 
Diário - Como você avalia essa nova fase do hip hop, com novos nomes e alcançando novos públicos?

Tássia - O hip hop está avançando, mas na verdade sempre esteve no nosso cotidiano de maneira tímida. Acredito que a internet facilitou o acesso do público ao nosso trabalho, possibilitando maior alcance. E estamos usando dessa ferramenta de mídia de maneira massiva.
 
Diário - O machismo é muito presente em nossa sociedade, e no rap não é diferente. Como é ser mulher negra no rap?

Tássia - Não é diferente da sociedade. É preciso provar que é capaz de trabalhar, e depois que a música é boa, e depois que também merece respeito, e ao mesmo tempo desconstruir a ideia de respeito e quem é que merece esse respeito (que também é uma ideia bem machista), fora os eventos com maioria masculina, músicas com ataques diretos às mulheres, "culpabilizando" sempre, até mesmo quando elas são as vítimas. Não é nada fácil, mas estamos aí também aprendendo a identificar as minúcias que estão escondidas em nós mesmas e nas pessoas próximas a nós. 

 
Diário - Quais são as mulheres que você admira?

Tássia - Admiro muitas, fico feliz de ver que somos muitas, e que resistimos às dificuldades. Mulheres como Janine Mathias, Karol Conká, Lurdes da Luz, BrisaFlow, Drik Barbosa, Sara Donato, Issa Paz, Meire e Preta Ary, do grupo D'origem, Xênia França, Roberta Estrela D'alva, Ellen Oléria são sensacionais e me inspiram muito.

 

 

 

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