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Diário da Região

28/08/2016 - 00h00min

STAND UP

Rafael Cortez se apresenta em Rio Preto

STAND UP

Divulgação Viciado assumido em trabalho, Cortez conta que, entre seus projetos, está dublando Seinfeld, da série homônima, para a Sony
Viciado assumido em trabalho, Cortez conta que, entre seus projetos, está dublando Seinfeld, da série homônima, para a Sony

Rafael Cortez é assumidamente viciado em trabalho. É apresentador e repórter do Vídeo Show, na Globo, viaja com seus shows de stand up por todo o Brasil, está escrevendo mais um livro, acaba de lançar novo projeto como músico, é jornalista e tem canal no YouTube. Mas diz que está melhorando. Perto de completar 40 anos, Cortez, que apresenta neste domingo o show O Problema não é Você, Sou Eu!, diz que já está trabalhando menos, uma meta estabelecida há alguns anos.

“Eu disse a mim mesmo que, quando fizesse 40 anos, ia começar a tirar um pouco o pé do acelerador. Ainda trabalho bastante, mas, indiscutivelmente, trabalho menos do que já trabalhei. Em 2010, por exemplo, foi um ano bizarro. Foram uns mil projetos. Estou tentando diminuir um o ritmo e, para isso, me impus algumas coisas como namorar, ter tempo para os amigos”, conta.

Foi por gostar tanto de trabalhar que o período na geladeira quando era contratado pela Record foi tão difícil, mas não a ponto de deixá-lo deprimido. “Eu nunca fiquei deprimido, eu estava aborrecido porque gosto de trabalhar, gosto de televisão. Sou daqueles brasileiros que trabalham, não daqueles que ganham para não trabalhar.”

Só que desse momento de aborrecimento nasceu o projeto mais recente do humorista, o MDB, acrônimo de Música Divertida Brasileira, um álbum que faz o resgate e a releitura de clássicos da música brasileira lançados entre os anos de 1920 e 1980 voltados ao humor. O trabalho foi lançado na terça-feira, 23, e reúne Cortez e a banda Pedra Letícia.

Aproveitando sua passagem por Rio Preto, batemos um papo com o humorista.

Diário da Região - Conte sobre o show que você traz a Rio Preto neste domingo. Como foi a criação?

Rafael Cortez - O show é meu novo solo de comédia. É um show que segue a mesma linha do meu canal no YouTube, o Leve Treta, e a mesma linha do meu último livro, Meu Azar com as Mulheres, em que eu falava sobre relacionamentos. Escolhi falar sobre o assunto porque a questão afetiva é a única coincidência entre todos os povos de todas as culturas. Todo mundo quer amar e ser amado. Esse também é o primeiro show de comédia do Brasil na linha de stand up que mescla, em algum momento, stand up com rap. Acredito que o stand up tem que se renovar. Muitas pessoas estão fazendo o stand up e, hoje em dia, os ‘youtubers’ estão mais famosos e badalados que os ‘standupers’. Então, tem um momento que uso o rap da verdade. O rap da verdade é você poder dar uma notícia muito forte, de cunho afetivo, para alguém utilizando o rap. Eu solto uma batida e improviso um rap. Essa parte conta com a participação da plateia. É muito divertido.

Diário - Além desse show, você está lançando o projeto MDB. Como foi que surgiu a ideia de pegar essas músicas e realizar novas versões?

Cortez - A ideia surgiu quando eu estava com muito tempo livre trabalhando na Record. Eu tinha dois caminhos. Ou eu largava mão, me deprimia, ficava lá dormindo até tarde, comendo, viajando, sem produzir nada, ou ia ocupar minha cabeça, que foi o caminho que escolhi. Um dia eu estava na esteira da academia correndo e ouço uma música do João do Vale, compositor do Maranhão. A música se chama Peba na Pimenta e conta a história da Maria Benta, que vai a um forró pé de serra na casa do seu Malaquia e lá ele assa uns tatus. Tatu lá é peba, né. Só que ele coloca pimenta demais e ela fica com medo. Ele diz que ela pode comer sem susto que pimenta não arde não. Conclusão, ela vai dançar o forró e fica soluçando e praguejando o tempo inteiro. Eu achei essa música muito engraçada e pensei, ‘pô, tem tanta coisa engraçada na música popular brasileira que às vezes ela não deveria ser MPB, mas MDB, o D de divertido. Aí tive um insight. Voltei para casa correndo, fiz uma pesquisa de repertório e vi que tinha demanda para esse projeto.

Diário - Como nasceu a parceria com o Fabiano Cambota e a banda Pedra Letícia?

Cortez - A parceria surgiu através do Cambota. Quando eu me dei conta que eu tinha um projeto legal, sai correndo atrás de uma banda e, a princípio, ia fazer audições para escolher um por um para a banda. O Ítalo Gusso, que era meu empresário na época, sugeriu que eu chamasse a Pedra Letícia. Eu adorei a ideia, só que achei que a banda nunca ia topar, porque eles são uma banda de pop rock autoral, eles compõem suas próprias canções divertidas, e no MDB eles ocupariam o papel de covers. Fiz o convite ao Cambota e ele adorou a ideia logo de cara. O MDB é um projeto que eu pago para fazer. A Pedra Letícia trabalha no MDB por prazer, ganha o mínimo do mínimo, então isso me comoveu muito. Eles entraram porque acreditaram no projeto e seguem acreditando. E espero que, agora que eles vão ficar muito populares no Programa do Porchat, eles ganhem muito dinheiro, fiquem muito famosos e que isso também traga muito retorno para o MDB.

Diário - Qual o seu balanço deste período de Rede Globo?

Cortez - Estou no meu nono ano de TV aberta e só no meu nono ano entrei na Globo. Acho que foi bom. É como entrar na faculdade um pouco mais velho. Você aproveita melhor, tem mais maturidade. Cheguei em um momento em que sou menos deslumbrado, menos moleque. É muito pouco tempo para fazer uma análise, mas tenho conseguido manter meu perfil, que é algo que eu realmente estava muito preocupado em fazer. A Globo não me padronizou e não me colocou em uma caixinha. Ela nunca me manifestou essa vontade. Por isso, meu balanço até agora é positivo.

Diário - Além do trabalho como repórter/apresentador do Vídeo Show, tem algum outro projeto para a televisão?

Cortez - Tem uma novidade. Estou dublando todos os episódios de Seinfeld, a melhor sitcom americana de todos os tempos, eleita por vários veículos especializados. O canal Sony resolveu dublar todos os 173 episódios das nove temporadas e me chamou para o trabalho. Sou o próprio Seinfeld. Estou muito feliz, é um trabalho extenuante, muito difícil mesmo, mas será muito bacana ver isso na minha voz.

Diário - Tem vontade de ter um programa seu novamente?

Cortez - Tenho, sim, mas não estou com essa urgência agora. Ter por ter eu não quero mais. Se é para ter um projeto em televisão tem que ter muito a minha cara, tem que ser uma coisa que tenha a possibilidade de ter vida útil, de durabilidade. Eu prefiro ter um projeto mais com a minha cara e com um orçamento menor que voltar a fazer programas internacionais, franquias internacionais, como fiz o Got Talent Brasil. Projetos desse tamanho geram uma expectativa muito grande nas pessoas. Quanto mais dinheiro se coloca em televisão, mais expectativa se cria, e quanto mais expectativa se cria, pior é o tombo.

Diário - Falando no Got Talent e na Record, por que, na época, decidiu deixar a Band e o CQC?

Cortez - Fui para a Record porque não teria como recusar uma proposta como aquela. Não era nem pela grana. Fui porque me apresentaram a oportunidade de ser o apresentador de uma das maiores franquias de televisão do mundo, o Got Talent. Quando recebi o convite, eles mostraram que era um projeto que existia em mais de 50 países, que tinha entrado para a história da TV mundial, e o índice de sucesso era enorme. Lembro que olhei e vi que poucos países não tinham tido uma segunda temporada. Então achei que era muito improvável que um projeto daquela magnitude não tivesse uma segunda temporada no Brasil. E, para o meu azar, o Brasil entrou para a lista de países cuja segunda temporada não rolou. E você está lá, cinco anos fazendo um mesmo projeto, com a mesma equipe, já fez tudo que poderia ter feito por aquele projeto. Aí alguém te convida para uma emissora nova, um desafio novo, para você ser o apresentador de um projeto de sucesso no mundo inteiro, que vinha como carro chefe da programação 2013 da emissora, a segunda maior do País, você não iria? Óbvio que fui. Não me arrependo em nenhum momento.

Serviço

O Problema não é Você, Sou Eu! Dicas de um Amante Fracassado para ter Sorte no Amor, domingo, 28, às 20h, no Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. Ingressos no Restaurante Pé de Açaí ou pelo site www.bilheteriarapida.com.br. R$ 70 (inteira) ou R$ 35 (meia)

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