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Diário da Região

06/09/2015 - 00h00min

Literatura

Quarto livro de franquia "Millennium" acende discussão

Literatura

Johnny Torres Lançamento do 4º livro da série Millennium
Lançamento do 4º livro da série Millennium

"A Garota na Teia de Aranha", quarto volume da série Millennium, a franquia literária mais bem-sucedida do mundo, chega às livrarias envolto numa trama de dúvidas e de interesses digna das histórias de seu criador, o escritor sueco Stieg Larsson. A dúvida que paira no ar e mexe com a curiosidade dos leitores está relacionada à legitimidade da continuação da série, já que o jornalista sueco David Lagercrantz assumiu o posto após a morte de Larsson, em 2004.

Para esquentar ainda mais a polêmica em torno do livro, a viúva do criador de Millennium, Eva Gabrielsson, classificou o lançamento do quarto volume como um "caça-níquel" para faturar mais dinheiro em cima do sucesso da série, que já vendeu mais de 80 milhões de exemplares e foi publicada por 50 editoras. Somente no Brasil, os três primeiros volumes da franquia Millennnium totalizam mais de 600 mil cópias vendidas, entre impresso, digital e livro de bolso.

Contratado pelos herdeiros de Larsson para escrever o quarto volume, o jornalista sueco garantiu, em suas declarações para a imprensa, que foi o mais fiel possível ao estilo impresso pelo criador de Millennium, que, no Brasil, é publicada pela editora Companhia das Letras. "A Garota na Teia de Aranha" tem uma tiragem inicial de 50 mil exemplares no mercado brasileiro.

Apesar de não ser tão comum, a estratégia de contratar diferentes escritores para a produção de uma franquia literária já aconteceu no mundo. As aventuras do agente James Bond, por exemplo, já foram escritas por diversos autores depois da morte de Ian Fleming (1908-1964), responsável pela criação do personagem que conquistou o público por meio do cinema. Além disso, os três manuscritos de Larsson foram lançados apenas depois de sua morte, em 2005.

Ingredientes de sucesso

A jornalista Daniela Baptista, de Rio Preto, já leu os três volumes de Millennium, além de assistir às quatro adaptações feitas para o cinema, três delas suecas e uma de Hollywood, baseada no primeiro livro, " Os Homens Que Não Amavam as Mulheres", com os atores Daniel Craig e Rooney Mara. "É uma história que prende a atenção do começo ao fim. 

Com uma narrativa de ritmo bastante intenso, Larsson consegue equilibrar drama, romance, suspense e thriller policial", comenta ela. A jornalista destaca a hacker Lisbeth Salander como o maior destaque da franquia. "Ela (Lisbeth) é uma personagem muito forte, marcante, uma heroína diferente de todas as outras. Além de hacker, ela tem um visual bem punk: piercing, tattoo, etc. Desde cedo sempre soube se virar sozinha. É um exemplo de superação."

Por outro lado, ela não acredita que a série ainda tenha espaço para mais um livro. "A primeira publicação é ótima, mas a história vai perdendo o fôlego ao longo dos outros dois exemplares. Acho que é preciso saber a hora de parar", opina. Mas, para quem ainda não conhece Millennium, a jornalista destaca que a leitura de seus livros é uma ótima experiência. "Vale muito a pena."

Livro investiga infância de Lisbeth

Quarto livro da série Millennium, "A Garota na Teia de Aranha" teve lançamento simultâneo em dezenas de países, com uma tiragem inicial de 2,7 milhões de cópias. Aparentemente, os leitores fiéis da série não vão estranhar tanto a entrada de um novo escritor, já que David Lagercrantz seguiu fielmente a estrutura e o estilo criados por Stieg Larsson. 

Assim como acontece nos três primeiros livros, o quarto volume também apresenta os capítulos identificados por uma data ou uma sequência de dias, além de epígrafes abrindo cada uma das partes do texto. A fidelidade também é mantida na construção da dupla de personagens que sustenta as tramas da franquia, a super-hacker Lisbeth Salander e o jornalista investigativo Mikael Blomkvist, que comanda a revista "Millennium". 

E mais: o escritor do quarto volume volta à infância da jovem para buscar as questões que a motivaram a se tornar uma especialista em computação. Na história de Lagercrantz, o jornalista enfrenta um dilema que afeta a revista, que passou a integrar uma grande corporação de mídia, resultando em demissões em massa e numa mudança radical em sua linha editorial.

Completam a trama um garoto autista com alta capacidade na criação de desenhos e a irmã gêmea da hacker, Camila Salander, que continua à solta depois de seduções, torturas e assassinatos. E ela deixa a história como se sinalizasse que a série pode ter continuidade - assunto que Lagercrantz evita comentar no momento. Quando a história foi concebida por Stieg Larsson, os hackers eram tidos como pessoas totalmente "fora da lei". Hoje, eles estão integrados a governos e grandes corporações, o que também está presente no novo livro. 

 

 


 

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