Diário da Região

20/07/2004 - 15h37min

Festival Internacional de Teatro

Palco é de Victor Hugo hoje no Sesc

Festival Internacional de Teatro

Divulgação Cena do grupo Ventoforte da peça sobre o escritor Victor Hugo
Cena do grupo Ventoforte da peça sobre o escritor Victor Hugo
"Victor Hugo, onde você está?" perguntaria uma moça no sonho de uma noite qualquer do diretor Ilo Krugli, do grupo de teatro Ventoforte. Diferente de outros sonhos que se apagam assim que se acorda, este ficou. Não só ficou como virou peça de teatro, cujo título reproduz a indagação da moça imaginária. "Victor Hugo, Onde Você Está?" será encenado hoje e amanhã na área de convivência do Sesc, pelo FIT. Mas não são necessariamente duas sessões da mesma peça: a obra foi dividida em duas partes: a primeira intitulada "A Miséria - O Mar Infinito"; e a segunda "O Caminho das Barricadas e o Xale da Nova República". "A segunda parte não é só uma continuação da primeira. Ela amplia as possibilidades das personagens e traz conseqüências mais intensas a eles", justifica Krugli, fundador do grupo.

Em maio de 1974, nascia o Ventoforte, no Rio. Em maio último, a companhia celebrou seus 30 anos com temporada, justamente, de "Vitor Hugo", em São Paulo e no Rio. A estréia oficial da peça ocorreu em junho do ano passado. Durante dois anos, Krugli e a companhia pesquisaram toda a obra do autor francês que dá nome à montagem. Mas se ativeram a três de seus romances: "Os Miseráveis", "Nossa Senhora de Paris" e "Gwyplaine o Homem Que Ri". O que atraiu o diretor para Victor Hugo foi o fato do escritor ter discutido, no século 19, realidades que ainda estão presentes. ?As histórias de Victor Hugo eram muito relacionadas à Revolução Francesa e ao ideal francês da ?liberdade, igualdade e fraternidade.

E até hoje há uma barricada que perdura por mais de 200 anos, como a luta pela valorização do ser humano?. A história de ?Victor Hugo? é contada por meio dos personagens mais conhecidos do escritor francês. Figuras como Gavroche e Cossete, de "Os Miseráveis", Quasímodo e Esmeralda, de "Notre Dame de Paris", Gwyplaine, de "Gwyplaine o Homem Que Ri", além de nomes históricos como Napoleão e Anita Garibaldi aparecem no espetáculo. O próprio Victor Hugo, na condição de personagem, faz-se presente na criação do Ventoforte.

Talvez um dos exemplos mais bem-sucedidos dessa fusão de personagens em busca de uma nova história seja do inglês Alan Moore, que em 1999, ao lado de Kevin O?Neill, lançaria pela America?s Best Comics a revista em quadrinhos ?As Aventuras da Liga Extraordinária? - mais tarde transformada em filme - na qual junta os principais personagens da literatura inglesa do periodo vitoriano, como Mina Murray, de ?Drácula?, de Bram Stoker, Capitão Nemo, de ?20 Mil Léguas Submarinas?, de Júlio Verne, e Alan Quatermain, de ?As Minas do Rei Salomão?, de H. Rider Haggard, entre outras. Em 2003, o Ventoforte veio ao FIT com a peça para crianças ?As 4 Chaves?. Em outubro, a cia. encena ?A História de Lenços e Ventos?, remontagem de sua primeira peça, de 1974.

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Grupo de Minas retrata família dos excluídos
Na busca de um retrato para a família brasileira dos excluídos, a cia. Acômica, de Minas, chegou a ?Lusco-Fusco ou Tudo Muito Romântico?, peça que é uma das estréias do dia no FIT. A apresentação é à meia-noite na Swift 1 (o horário foi atrasado para não chocar com ?Os Sertões?).
?Lusco-Fusco?, cujo nome refere-se ao crepúsculo e ao amanhecer, foi inspirado no texto ?O Profundo?, do venezuelano José Ignacio Cabrujas. Na verdade, o texto de Cabrujas foi o ponto de partida para um resultado que em nada ou muito pouco lembra sua fonte. ?Antes de pegarmos o texto de Cabrujas, começamos a improvisar em cima de seus personagens e descobrimos que a direção para a qual estávamos rumando se mostrava mais interessante?, diz o ator Fábio Furtado.

Concentrando as improvisações nuximosm núcleo familiar, o grupo chegou à relação com o mito de Caim e Abel descrito na Bíblia. ?Lusco-Fusco? movimenta-se com cinco personagens: o pai, a mãe e os três irmãos. A história se passa numa favela, para reforçar a intenção do diretor Eid Ribeiro de alcançar a dimensão dos excluídos. A preparaç

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