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Diário da Região

22/07/2016 - 00h00min

MÚSICA DE RAIZ

Orquestra de Viola Caipira se apresenta no Sesi

MÚSICA DE RAIZ

Edi Souza/Divulgação Sediada em São Paulo e com quase 20 anos de existência, a Orquestra Paulistana de Viola Caipira é composta atualmente por 60 integrantes, dos quais 21 tocam em Rio Preto. (Foto: Edi Souza/Divulgação)
Sediada em São Paulo e com quase 20 anos de existência, a Orquestra Paulistana de Viola Caipira é composta atualmente por 60 integrantes, dos quais 21 tocam em Rio Preto. (Foto: Edi Souza/Divulgação)

São Paulo, a grande metrópole brasileira, é a morada de um dos grupos mais atuantes na divulgação de um instrumento cuja origem está bem longe dali, daquele universo urbano: a viola caipira.

A Orquestra Paulistana de Viola Caipira cumpre há quase duas décadas a missão de formar instrumentistas e público para a musicalidade de um instrumento tipicamente brasileiro, e que remete diretamente à vida no campo.

“Apesar de ser um grande centro urbano, São Paulo foi o lugar ideal para o nascimento da orquestra, porque muita gente do Interior veio para cá. Muitos violeiros, como Tião Carreiro, Pena Branca, Raul Torres, Florêncio e João Pacífico, começaram a vida no Interior antes de virem para a Capital trabalhar”, comenta o maestro Rui Torneze de Araújo, que rege a orquestra em apresentação neste sábado, 23, no teatro do Sesi Rio Preto.

O fundador da orquestra, a primeira do Brasil a contar apenas com a viola de dez cordas, é um dos maiores pesquisadores desse instrumento no Brasil, transcrevendo partituras da música instrumental erudita e popular.

“Nosso grande diferencial é a formação de público. Além da tradicional música de raiz, também exploramos um repertório que envolve clássicos e músicas de culturas distintas, como o fado”, explica Torneze, que já publicou quatro livros com transcrições de partituras para a viola caipira.

Focada na qualificação e no aprimoramento constante, a orquestra conta atualmente com cerca de 60 integrantes de diferentes faixas etárias, dos quais 21 se apresentam no concerto no Sesi Rio Preto.

O Instituto São Gonçalo de Estudos Caipiras, a sede da orquestra paulistana, conta com um projeto de capacitação de instrumentistas para a viola caipira. “Até a criação da orquestra, no final dos anos 1990, não existia esse tipo de abordagem na cena da música instrumental. Até porque não havia capacitação para isso”, destaca.

Na formação da Orquestra Paulistana de Viola Caipira, Torneze concebeu cinco naipes distintos de violas e um de cantoria, para as músicas tradicionais ligadas ao instrumento. “É uma invenção nossa. Foi preciso inventar essa modalidade de orquestra de viola. Há grupos que levam essa denominação, mas, na verdade, são corais, pois o instrumento é usado como acompanhamento do canto”, sinaliza.

Serviço

Orquestra Paulistana de Viola Caipira. Amanhã, às 20h, no teatro do Sesi Rio Preto. Gratuito. Informações: (17) 3224-6611

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