X
X

Diário da Região

08/04/2015 - 10h00min

São Paulo

'O Messias', de Haendel, soa leve e emociona

São Paulo

Olhos e ouvidos não conseguiam se desprender do palco onde solistas, Coro e Orquestra da Academia Bach de Stuttgart, liderados por Hans-Christoph Rademann, interpretavam o oratório "O Messias", de Haendel, na segunda-feira, 06, na Sala São Paulo, no concerto de abertura da temporada 2015 da Sociedade de Cultura Artística. Uma pergunta pairava no ar: como e por que "O Messias" soa tão leve e nos emociona tanto. O segredo é simples. É música que flui como improviso. A frase completa de Romain Rolland é "um improviso perpétuo", onde a espontaneidade importa mais do que sutilezas de forma. Música "para ser servida quentinha, vinda do forno", segundo Rolland. Afinal, Haendel era homem de teatro, de mercado. Ele compôs 48 óperas, bancou sua própria companhia, faliu em 1739 e deu a volta por cima quando o moralista bispo de Londres proibiu, em 1741, os meninos cantores da capela real de se apresentarem ao lado de atores. A solução negociada desembocou em concertos em forma de oratório. Haendel ampliou a clientela, apresentando espetáculos em inglês; reduziu custos suprimindo os cenários e renunciando às estrelas italianas; criou um novo centro de interesse dramático inserindo muitos corais; e escapou à proibição de espetáculos teatrais na Quaresma. Durante seis semanas por ano, seus oratórios não tinham concorrentes. Plenitude É preciso entender estas circunstâncias para avaliar a genialidade do Messias. Que, aliás, mostra-se em sua plenitude quando é recriada com intérpretes tão qualificados como os da Academia Bach de Stuttgart e Hans-Christian Rademann, seu novo regente titular desde 2013, quando o sublime Helmuth Rilling passou-lhe o bastão. Numa obra em que os coros são o núcleo mais importante, o Coro alemão foi extraordinário, entre outros, em "For unto us a child is born", "Lift up your heads" e "Worthy is the lamb". Entre os músicos, execuções seguríssimas e empenhadas, desde a abertura à francesa, com ritmos pontuados, e o acompanhamento dos recitativos e árias dos solistas vocais. Imaculada a bela voz da soprano Johanna Winkel (destaque para "Rejoice" e "I know that my Redeemer liveth"); acariciante o timbre de Ann-Beth Solvang, apesar volume aquém do desejável nos graves (lindas suas árias "But who may abide the days of His coming" e "He was despised"). Se não encantou na primeira ária, "Evry valley shall be exalted", o tenor Sebastian Kohlhepp recuperou-se em "Thou shaw break them with a rod of iron". O destaque vocal ficou com o baixo Markus Eiche, entusiasmante, sobretudo em "Why do the nations so furiously rage together" e numa das mais famosas árias do oratório, "The trumpet shall Sound". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. ACADEMIA BACH DE STUTTGART Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes, 16, Luz, tel. (011) 3367-9500. Quarta, 21h. R$ 50/R$ 430.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso