Diário da Região

24/05/2003 - 20h06min

Pura ficção

Matrix vem carregado de efeitos especiais

Pura ficção

Divulgação Keanu Reeves é quase um super-herói em Matrix Reloaded
Keanu Reeves é quase um super-herói em Matrix Reloaded
Se acreditar que o que está à sua frente não é real, que o café e o pãozinho que comeu esta manhã, o prédio onde trabalha, pessoas que conhece, não passam de ilusão altamente inteligente e desenvolvida por máquinas para escravizá-lo, então você poderá esquivar-se de balas, saltar de alturas incríveis e até voar. É claro que antes de tudo você vestirá seu sobretudo preto e óculos escuros, para então mergulhar no universo fantástico de Matrix. E o mundo se perguntava: ?O que é Matrix??. O que é essa história que traz referências que vão desde o livro ?Simulacros e Simulação?, de Jean Baudrillard, a ?Alice no País das Maravilhas? e animes japonesas? O que é este efeito de ?bullet time?, que mostra trajetória de bala em micro velocidade? O que é este efeito de câmera que gira a cena em 360 graus? Este foi o impacto de ?Matrix?, filme dirigido pelos irmãos Andy e Larry Wachowski, naquele ano de 99.

?Matrix? subvertia e se posicionava à frente na história do cinema. A narrativa vivida por Neo (Keanu Reeves), Trinity (Carrie-Ane Moss) e Morpheu (Lawrence Fishburne) criaria um estilo a ser copiado. Tornara-se referência. O filme, que custou R$ 46 milhões, arrecadou R$ 460 milhões, recebeu quatro prêmios Oscar e foi o primeiro DVD a ultrapassar a marca de 1 milhão de cópias vendidas. Era justo, então, esperar continuação. E a hora chegou. A estréia de ?Matrix Reloaded? aconteceu na última quinta-feira, em 400 salas de exibição do Brasil, inclusive em Rio Preto. Trata-se da segunda parte do filme que agora será trilogia. Sim, porque daqui seis meses estréia ?Matrix Revolution?, terceira e última parte da saga criada pelos Wachowski. O investimento foi pesado para a continuação do projeto: R$ 350 milhões de custo, em 18 meses de filmagens, mais o lançamento do game ?Enter the Matrix? e a seqüência de desenhos ?Animatrix?.

Perto das condições tecnológicas impostas às tomadas de ação em ?Matrix Reloaded?, filmes até recentes vão parecer parte de um longínquo e arqueológico cinema do século 20. Como o conceito da história já havia sido apresentado no primeiro ?Matrix?, os irmãos Wachowski abandonaram as discussões filosóficas que tanto encantaram os críticos para apostar descaradamente no ritmo de vídeo game e ação desenfreada. Tudo é mais rápido e envolvente. Em ?Matrix?, o personagem de Keanu Reeves, Neo, ainda questionava sua condição de ser o Escolhido para salvar a raça humana do domínio das máquinas. Só no final é que se acostumou com a idéia. Agora ele tem certeza e até por isso virou quase um super-herói. Se antes levou surra de um único agente Smith (Hugo Weaving), agora enfrenta 100 deles e dá sua forra numa das seqüências de maior impacto visual do filme.

?Matrix Reloaded? continua a partir de onde terminou o primeiro. A ação se passa no espaço da Matrix, ou seja, no ambiente criado pelas máquinas, o planeta tal qual o conhecemos. Pela primeira vez, aparece o último reduto de humanos, encravada no centro da Terra e protegida da perseguição das máquinas, Zion. O amor entre Neo e Trinity, sutil no primeiro, é explícito agora, com direito até a cenas de sexo. E Morpheus assume o papel de líder. Novos personagens passam a integrar a trama, como a guerreira Niobe, defensora de Zion; os gêmeos - novos vilões que travam cenas de lutas incríveis com Morpheus; o Chaveiro - único a possuir todas as chaves de acesso de Matrix; e o Arquiteto - projetista da tecnologia que resulta em Matrix e que coloca Neo sob nova dúvida: ?E se o mundo fora da Matrix, que se acredita ser o que resta de real, não passar de um outro software para simular e enganar os homens??.

Dizer que ?Matrix Reloaded? supera o primeiro ?Matrix? seria pretensão, até porque em 99 havia o elemento-surpresa, que não há agora. As especulações metafísicas, as discussões filosóficas, ficaram resumidas em textos enxutos, só para manter a lógica da trama, o que faz a fita perder em conteúdo. Em compensação, nunca um filme explorou tão bem as possibilidades da tecnologia para criar cenas de ação. E esta é uma diversão que não tem preço.

G

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