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Diário da Região

24/11/2015 - 00h00min

Aumenta o Som

Música ultrapassa limites e vira ‘personagem’ nas novelas

Aumenta o Som

Divulgação Levada ao ar dez anos atrás, a 11ª temporada de “Malhação” ficou marcada pela presença da Vagabanda, que lançou nomes como Guilherme Berenguer e Marjorie Estiano
Levada ao ar dez anos atrás, a 11ª temporada de “Malhação” ficou marcada pela presença da Vagabanda, que lançou nomes como Guilherme Berenguer e Marjorie Estiano

A teledramaturgia sempre contou com a música, seja para embalar uma cena romântica ou mesmo intensificar o clima de suspense de algumas sequências. Mas, ultimamente, é comum ver as canções ocupando um espaço de mais destaque nas produções, muitas vezes se tornando um dos pontos principais dos projetos. Caso, por exemplo, da série “Mr. Brau”, exibida pela Globo nas noites de terça-feira, ou de “Cúmplices de um Resgate”, novela infantojuvenil do SBT. “Contamos a história de dois grupos musicais. 

Os telespectadores acompanham todo o processo de formação de uma banda, com ensaios, shows e gravação de videoclipes”, explica Iris Abravanel, autora da trama do SBT. Para inserir a música com tamanha importância dentro de um folhetim ou projeto de série, é preciso ter profissionais diferenciados na equipe. Lázaro Ramos e Taís Araújo, que interpretam os personagens principais de “Mr. Brau”, contam com a orientação do coreógrafo baiano Zebrinha, que é quem ensaia os passos dos shows e dos clipes em que a dupla aparece no programa. “É um trabalho que exige bastante dedicação e entrega dos atores. 

É literalmente uma dupla jornada, porque demanda uma preparação intensa. Soma-se aos inúmeros textos para decorar e precisa estar tudo bem marcado”, analisa Zebrinha, que se desloca ao Rio de Janeiro especialmente para conduzir os trabalhos. “Malhação” também aposta na música para atrair a atenção do público. Principalmente os adolescentes. Na história, há uma banda formada pelos alunos dos colégios Leal Brazil e Dom Fernão, cuja vocalista é a antagonista Ciça, vivida por Julia Konrad. A atriz recifense, na verdade, já tem uma relação bem antiga com o canto. “Cresci na Argentina, onde o teatro musical é muito forte. Me apaixonei e, desde então, música e atuação sempre andaram muito juntas na minha vida”, conta ela, que também soltou a voz em “Geração Brasil” (2014).

Desafinado

Juliano Cazarré nunca imaginou ganhar a vida soltando a voz. Mas vem ganhando cada vez mais espaço na pele do disputado MC Merlô de “A Regra do Jogo”. Mas assume que um detalhe o deixa mais à vontade na hora de se aventurar no palco do Morro da Macaca, onde se passa boa parte da história escrita por João Emanuel Carneiro. “Não sou cantor, mas o funk permite que um ser desafinado como eu cante e funcione bem na proposta. Não tem nota pra alcançar, o mais importante é o ritmo”, avalia.

Poder de atração

A ideia de conquistar os telespectadores mais jovens com números musicais não é nada nova e funciona, principalmente, com as crianças. Mas em “Cúmplices de Um Resgate”, assim como acontecia em “Chiquititas”, antecessora da novela, não são só os menores que soltam a voz. Juliana Baroni, que vive a romântica Rebeca da trama, também usa seus dotes vocais nas sequências.

“Acho até que foi por isso que me escolheram, porque eu sou afinada”, deduz a paulista, que estreou na TV como paquita do “Show da Xuxa” (Globo) e era a primeira opção da Band para protagonizar a versão nacional de “Floribella”, em 2005, onde também cantaria. Mas, na época, Juliana preferiu aceitar o convite de Miguel Falabella para integrar o elenco de “A Lua Me Disse” (Globo). Em 2007, no entanto, foi escolhida pela Band mais uma vez e protagonizou a segunda novela musical da emissora, “Dance Dance Dance”.

“Malhação” é uma prova de que a música pode fazer a diferença num folhetim. A temporada de maior sucesso da série, que está no ar há 20 anos, foi a 11ª, atualmente em reprise no canal por assinatura Viva. Na trama, Gustavo, Catraca e Natasha, vividos pelos então novatos Guilherme Berenguer, João Velho e Marjorie Estiano, formavam a Vagabanda. A média geral foi de 32 pontos de audiência. Em alguns dias, porém, chegava a dar 42 pontos. A título de comparação, a última temporada, assinada por Rosane Svartman e Paulo Halm e considerada um sucesso pela Globo, fechou com metade desse resultado, ou seja, 16 de média. 

 

 

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