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Diário da Região

13/07/2015 - 12h25min

São Paulo

Harrison Ford, que já foi marceneiro, chega aos 73 em plena forma

São Paulo

Há tempos que ele não emplaca um sucesso, mas, como diz o ditado, quem é rei não perde a majestade. Harrison Ford comemora 73 anos nesta segunda-feira, 13. Nasceu em Chicago, Illinois, em 13 de julho de 1942. O vovô vai ganhar uma sobrevida nas telas. Todo mundo espera por sua participação, e pela de Mark Hamill, no novo Guerra nas Estrelas. The Force Awakens. O despertar da Força. an Solo, Indiana Jones. Harrison Ford criou personagens emblemáticos. Em sua edição de agosto, a revista Empire, a maior revista de cinema do mundo - The world's biggest movie magazine -, lista os 100 maiores personagens do cinema. The 100 greatest movie characters. Ford ocupa o 47º lugar, o terceiro e - tãtãtãtã - o primeiro, respectivamente com Rick Deckard, o caçador de androides de Blade Runner; Han Solo, o amigo de Luke Skywalker em Star Wars, e o próprio Luke ficou só em 50.º; e Ford ainda emplacou o número 1 como Indiana Jones, na série dirigida por Steven Spielberg e produzida por George Lucas. Nada mau para o filho de irlandês com mãe judia russa, que cursou inglês e filosofia e um dia resolveu ser ator. Mas ele não era bonito nem tinha um tipo interessante - um agente lhe disse isso - e foi acumulando tantos papeis insignificantes que começou a achar que esse negócio de cinema não era para ele. Em 1970, desiludido, resolveu ser marceneiro porque, afinal, tinha família para sustentar. E aí, como num conto de fadas, um cliente o indicou para um novo diretor, um certo George Lucas, que estava compondo o elenco jovem de American Graffiti, que seria lançado no Brasil, em 1973, como Loucuras de Verão. Na sua fase obscura, Ford fizera uma ponta em Zabriskie Point, de Michelangelo Antonioni, e voltaria a fazer outras, no asno seguinte de American Graffiti, em A Conversação, de Francis Ford Coppola. Mas pelo menos estava trabalhando no cinema e, em 1977, Lucas chamou-o de novo, e para um papel maior, o Han Solo de Star Wars, que depois viraria o quarto episódio da série, com o título Uma Nova Esperança. O restante é história. Ford fez O Rabino e o Pistoleiro, westewrn cômico de Robert Aldrich, nova figuração para Coppola (Apocalipse Now), mais um Han Solo (O Império Contra-Ataca) e outro (O Retorno do Jedi). Fez também Caçadores da Arca Perdida, o primeiro Indiana Jones, e Blade Runner. Virou mito, ícone, um dos atores mais bem pagos do mundo. E entre um Han Solo e outro Indiana (O Templo da Perdição) e mais outro (A Última Cruzada), fez A Testemunha, A Costa do Mosquito, Busca Frenética. Para não ficar só na aventura e na ficção científica, fez comédia romântica (Uma Secretária de Futuro). OK, bonito ele não se tornou, mas interessante, com certeza sim. Iniciou nova série, agora de espionagem (Jogos Patrióticos e Perigo Real e Imediato), foi presidente dos EUA (Força Aérea Um), tentou mudar e foi vilão (..), voltou a ser Indiana Jones (O Reino das Caveira de Cristal) e vai voltar a ser Han Solo (no ainda em produção Star Wars Episódio VII, de JJ Abrams). Ah, sim, e ainda entrou na dança de Os Mercenários 3, de Sylvester Stallone. Esse tempo todo, dos anos 1960 até agora, foi trocando de mulher - Mary Marquardt, Melissa Gilbert e Calista Flockhart, a atual, desde 230p10, mas já viviam juntos havia oito anos. Harrison Ford possui dois recordes no Guinness - como o ator mais rentável da história (apesar dos insucessos recentes) e o com maior número de filmes que ultrapassaram US$ 100 milhões nas bilheterias dos EUA. Claro que, por tudo isso, e o apoio do público, teve muitos reconhecimentos, mas não o Oscar. Ganhou Um César, o Oscar do cinema francês, honorário e o Cecil B. de Mille Award, que também é o Globo de Ouro honorário. Se por acaso você for a Hollywood e passear no Hollywood Boulevard, olho no chão. Harrison Ford tem sua estrela nas Calçada da Fama. Ela está na altura do número 6801.

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