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Diário da Região

15/03/2017 - 00h00min

NOSTALGIA

A Bela e a Fera nas telonas de Rio Preto

NOSTALGIA

Divulgação Emma Watson e Dan Stevens na clássica cena de A Bela e a Fera, agora em versão animada a partir de cenas com atores reais
Emma Watson e Dan Stevens na clássica cena de A Bela e a Fera, agora em versão animada a partir de cenas com atores reais

Um conto tão antigo quanto o tempo, uma história clássica que, desde o século 18, vem encantando o público de todo o mundo nas mais diversas mídias e versões, A Bela e a Fera é um fenômeno. Com a obra da autora francesa Jeanne-Marie Leprince de Beaumont como base, no cinema, ficou marcada na memória dos fãs pela versão animada que a Disney lançou em 1991, um sucesso em todos os níveis que entregou uma história apaixonante emoldurada por canções inesquecíveis.

Agora, o próprio estúdio pretende atualizar esse antigo conto para uma nova geração no longa live action – com atores em carne e osso, e muitos efeitos especiais, claro – dirigido por Bill Condon (Dreamgirls e os últimos filmes da franquia Crepúsculo) e estrelado por Emma Watson (da franquia Harry Potter) e Dan Stevens (O Hóspede), que chega aos cinemas de Rio Preto nesta quarta-feira, 15, em pré-estreia, envolvido em muita antecipação e um pouco de medo por parte dos fãs.

O medo é justificável, mesmo diante do bom trabalho que a Disney vem realizando com suas adaptações de animações. Afinal, A Bela e a Fera é um dos maiores clássicos que o estúdio já produziu, a primeira animação a ser indicada a um Oscar de melhor filme e, também, a primeira a superar os US$ 100 milhões arrecadados nas bilheterias. Um filme que está em um pedestal entre as melhores animações já feitas na opinião de fãs e críticos.

O negócio é remake

A Bela e a Fera é o exemplar mais recente da máquina de remakes que a Disney está criando de suas animações clássicas. Tudo começou com Alice no País das Maravilhas, dirigido por Tim Burton em 2010, que arrecadou mais de US$ 1 bilhão, mesmo com críticas mistas. A segunda aposta, Malévola, estrelada por Angelina Jolie, transformou a vilã de A Bela Adormecida em uma anti-heroína também com resultados questionáveis em qualidade, mas muito sucesso financeiro.

Depois veio os excelentes Cinderela e Mogli: O Menino Lobo, que provaram que qualidade e nostalgia poderiam andar juntos e trazer muito dinheiro para o estúdio. O que traz à A Bela e a Fera uma aposta mais arriscada justamente pelo nível de paixão existente pela animação de 1991. A boa notícia é que, aparentemente, a nova versão é um êxito, mesmo que não seja perfeita. O consenso é de que o filme tem sucesso na escolha do elenco, no design de produção e figurino, e consegue trazer novos elementos a uma história tão conhecida sem perder a fidelidade ao material fonte.

A fidelidade, inclusive, é algo que vem chamando a atenção desde os primeiros trailers. A Bela e a Fera é quase uma reconstituição da animação. Figurinos, falas, cenários, tudo foi recriado à perfeição, o que deve apelar e muito à memória afetiva dos fãs. No entanto, o que incomodou a maioria da crítica foi a abordagem de ‘mais é mais’ da produção. Para se ter uma ideia, longa foi ‘esticado’ para uma duração de mais de duas horas para contar a mesma história, com alguns elementos a mais, que a animação precisou de menos de 90 minutos.

 

 

Novas músicas

Um dos pontos mais marcantes da versão animada de A Bela e a Fera é sua trilha sonora. Algumas das músicas, como Beauty and the Beast e Be Our Guest, são consideradas clássicos, amadas pelo público. Para o novo filme, além dessas, que não poderiam ficar de fora, a equipe adicionou três músicas inéditas: How Does a Moment Last Forever, Days in the Sun e Evermore. As faixas foram compostas por Alan Menken, que também foi o responsável pelas canções do longa original, em parceira com o escritor Tim Rice.

Além de ‘performadas’ pelo elenco durante o filme, How Does a Moment Last Forever e Evermore ganharam versões para os créditos finais e para o álbum cantadas por Céline Dion e Josh Groban. Uma curiosidade é que, na animação de 1991, Dion gravou a versão do álbum da faixa título do filme com Peabo Bryson, que acabou se tornando um sucesso no rádio e rendeu o primeiro Grammy da carreira da cantora.

Gêneros e orientação sexual

Interpretada por Emma Watson, a Bela da nova versão da Disney é construída com uma veia feminista, assim como a própria atriz, conhecida por seu ativismo. A personagem é uma mulher que faz suas próprias escolhas, forte, independente. Tanto que ela ganhou mais conteúdo, uma história que a coloca como mais que uma simples camponesa que gosta de livros.

Polêmica

A Disney resolveu ‘sair do armário’ e assumir publicamente que o personagem Le Fou, o servo do vilão Gaston (Luke Evans), interpretado por Josh Gad, é gay. Na animação, a orientação sexual do personagem era indicada no subtexto, mas nunca foi oficializada. O que, imagino, o estúdio não esperava era um retorno tão agressivo.

Redes de cinema se recusaram a exibir o filme após a confirmação e, nesta semana, seu lançamento na Malásia foi suspenso, mesmo após o estúdio editá-lo, cortando a cena que deixa clara a orientação sexual do personagem. Esse boicote, entretanto, não deve afetar a bilheteria do filme, previsto para se tornar um dos maiores sucessos do ano. Especialistas estimam uma arrecadação que pode chegar, ou até mesmo ultrapassar, US$ 120 milhões em seu fim de semana de estreia.

Próximos lançamentos

Mulan

  • Lançamento: 2018
  • Direção: Niki Caro

Ainda não há nenhum nome no elenco anunciado e nem detalhes da trama, mas o longa deve acompanhar de perto a animação de 1998

O Rei Leão

  • Lançamento: não anunciado
  • Direção: Jon Favreau

O diretor de Mogli: O Menino Lobo assume mais uma adaptação de um clássico animado. Todos os animais serão criados por computação gráfica. Donald Glover dará voz a Simba e James Earl Jones voltará ao papel de Mufasa

Dumbo

  • Lançamento: não anunciado
  • Direção: Tim Burton

Pouco se sabe sobre o andamento do filme, com exceção de que ele vem sendo desenvolvido e de que Eva Green e Danny DeVito estaria próximos de assinar para estrelar o longa

Aladdin

  • Lançamento: não anunciado
  • Direção: Guy Ritchie

Foi anunciado essa semana o início da seleção de atores para o longa, que busca atores do Oriente Médio para preencher os papéis de Aladdin e Jasmine. Isso significa que o projeto está caminhando rápido

Cruella

  • Lançamento: não anunciado
  • Direção: não anunciado

Emma Stone está ligada ao papel principal da vilã de 101 Dálmatas, mas é a única informação que foi divulgada até o momento sobre o longa, o primeiro a focar em uma vilã depois do sucesso de Malévola

Peter Pan

  • Lançamento: não anunciado
  • Direção: Peter Lowery

Depois de dirigir o aclamado Meu Amigo, o Dragão, de 2016, Lowery foi contratado para escrever o roteiro e dirigir uma nova adaptação da história clássica de Peter Pan. Ainda não há detalhes sobre a história e elenco

A Pequena Sereia

  • Lançamento: não anunciado
  • Direção: não anunciado

Quase nada se sabe sobre o filme, a única informação divulgada até o momento é que Alan Menken, criador das músicas da animação, retornará para o projeto e com a ajuda de Lin-Manuel Miranda, que trabalhou em Moana, nas composições

 

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