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Diário da Região

01/06/2015 - 17h07min

Rock

Exposição traz mais de 140 peças de Jimi Hendrix

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A exposição, que já passou por Londres, na Inglaterra, e Seattle, em Washington, nos Estados Unidos, contará com 140 peças e 14 alas dedicadas ao músico. Um dos pontos imperdíveis é o manuscrito da letra de "Love or Confusion" (Foto: Divulgação)

Domingo, 4 de junho de 1967. Era o último show da turnê de Jimi Hendrix na Inglaterra, no teatro Saville, em Londres. Na plateia, quatro rostos bem conhecidos: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Os Beatles, que tinham lançado três dias antes aquele que se tornaria um dos discos mais importantes da história da música, Sgt.Peppers Lonely Heart Club Band, estavam na primeira fila para prestigiar o virtuosismo daquele jovem guitarrista negro.

O próprio Paul McCartney havia dado ao norte-americano uma cópia do novo álbum poucas horas antes de assistir à apresentação derradeira do rapaz franzino. O público mal tinha chegado ao local quando a distorção da Fender Stratocaster, fiel companheira de Hendrix, passou a ditar o som no renomado espaço britânico. "Deixem os ouvidos bem abertos", disse Hendrix antes de executar uma versão frenética e surpreendente da canção homônima do trabalho psicodélico dos Beatles. O mundo, finalmente, se curvava à genialidade de Jimi Hendrix.

A história, bastante conhecida, mostra quanto Londres e suas referências musicais foram cruciais para entender a trajetória do melhor guitarrista do mundo. O período fundamental da carreira de Hendrix é retratado na exposição "Hear My Train a Comin: Hendrix Hits London", que desembarca em São Paulo no dia 10 de junho, no Shopping JK Iguatemi.

A mostra exibirá roupas, objetos pessoais, vídeos de shows históricos e alguns instrumentos emblemáticos utilizados por Jimi Hendrix, incluindo sua Fender Stratocaster, que solou brilhantemente o hino norte-americano no festival de Woodstock, em 1969. "É impossível pensar em Jimi sem levar em conta as coisas que ele aprimorou e desenvolveu na Inglaterra, no fim da década de 1960. Foi um período muito produtivo para a música e especialmente para o rock. Ele chegou a Londres como um desconhecido e, quando deixou a cidade, já tinha fama suficiente para conquistar os Estados Unidos", afirma o curador da mostra, Jacob McMurray, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo por telefone.

A exposição, que já passou por Londres, na Inglaterra, e Seattle, em Washington, nos Estados Unidos, contará com 140 peças e 14 alas dedicadas ao músico. Um dos pontos imperdíveis é o manuscrito da letra de Love or Confusion, grande sucesso da carreira de Hendrix. Há ainda um retrato desenhado por ele, o que entrega outra habilidade do famoso guitarrista: a pintura.

A guitarra da sua última apresentação em Londres, no teatro Saville, diante dos incrédulos rapazes de Liverpool, antes do retorno triunfal aos Estados Unidos, também poderá ser vista de perto. "A passagem de Hendrix por Londres mudou a história do rock", ressalta Jacob. Assim que Hendrix desembarcou na capital inglesa, ele formou a Jimi Hendrix Experience ao lado do baixista Noel Redding e do baterista Mitch Mitchel. Juntos, eles tocaram por toda a primavera de 1967 e aprimoraram ainda mais sua performance ao vivo nos palcos britânicos.

"Sempre tive a sensação de que, se estivesse certo, um dia eu teria uma chance. Levei muito tempo perambulando e tocando em troca de uma ninharia, mas acho que valeu a pena", afirmou Hendrix em "Jimi Hendrix por Ele Mesmo" (2014), biografia que reúne letras, escritos, entrevistas, poemas e diários do músico.

A relação de Jimi Hendrix com Londres vai muito além da música. A data que marca o início da sua estada na cidade é 23 de setembro de 1966. Hendrix viveu um tempo na 34 Montagu Saquare, em Marylebone, em um flat anteriormente habitado por Ringo Starr e depois por John Lennon. Neste endereço, o primeiro lugar onde Lennon morou com Yoko, Hendrix compôs The Wind Cries Mary.

A história do autor de Foxy Lady terminou no dia 18 de setembro de 1970, no apartamento da namorada no Samarkand (22 Lansdowne Crescent, Notting Hill). "A ideia da exposição também é mostrar ao fã quanto a ida para o Reino Unido foi essencial para sua formação musical", conclui Jacob McMurray.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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