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Diário da Região

19/02/2015 - 09h00min

Entrevista

Edson Celulari: 'Contar Histórias: Esse é meu ofício'

Entrevista

Divulgação  
 

A série "Grandes Atores", do canal Viva, traça o perfil do ator Edson Celulari hoje, no horário das 23h30. O programa - que é exibido às quintas-feiras e transmitido, também, em horário alternativo aos sábados, às 18h30 - estreou com Tony Ramos, no dia 22 de janeiro. As entrevistas são conduzidas pelo pesquisador Hermes Frederico, com direção geral de Bernardo Portugal.


O desejo de criança de Edson Celulari de se tornar jogador de futebol foi experimentado no filme de Djalma Limongi Batista "Asa Branca: um Sonho Brasileiro", estreia do ator no cinema, em 1981. Mas o début profissional já havia acontecido na extinta TV Tupi, sob a tutela do autor Chico de Assis, dirigido pelo genial Antônio Abujamra na novela "Salário Mínimo".


Hoje com 56 anos, vivendo o galã Marcelo no folhetim das sete da TV Globo, "Alto Astral", Celulari lembra no quinto episódio de "Grandes Atores" que, aos 17 fazia teatro amador na cidade em que nasceu no interior paulista, Bauru, escondido do pai. "Até que um dia escrevi um monólogo, dirigi, representei e o chamei. Era o grande teste. Gelei. No final, ele disse: 'Meu filho você tem jeito pra isso '."


Além da investigação profissional, que é uma característica dessa atração do Viva, há, ainda, a abordagem familiar e existencial desses artistas da televisão, do teatro e do cinema. José Mayer, por exemplo, revelou que havia estudado para ser padre, mas que esta suposta vocação era apenas "um fingimento de ator", na verdade uma desculpa para sair de casa.


Já Luís Gustavo contou como fazia publicidade disfarçada de merchandising sem o consentimento da TV Tupi, que exibia o sucesso "Beto Rockfeller", de 1968. Ele lembra que chegou ao estúdio com tanto adereço de marca, relógio Rolex, óculos Ray-Ban, que Lima Duarte não resistiu, dizendo que o colega estava parecendo uma árvore de Natal. No episódio do dia 19, Edson Celulari lembra como o novelão de Janete Clair, "Irmãos Coragem", o impressionava, ainda menino, em Bauru.


"Quando eu via os irmãos brigando por aquela saga, dentro daquele folhetim tão clássico, e que parava o país na época, também me parava. Eu ficava na frente da televisão para ver o seu Tarcísio (Meira), seu Cláudio Marzo, Cláudio Cavalcanti e aquele elenco incrível. Aquela história... Aquilo me marcou." Celulari também respondeu perguntas enviadas pela reportagem. Leia a seguir.


Pergunta - Embora você tenha atuado no cinema, em filmes como "Asa Branca" e "Ópera do Malandro", e também tenha uma carreira importante no teatro, a televisão ainda parece ser o seu veículo preferencial. É isso mesmo?


Edson Celulari - Representar, atuar, contar histórias, contracenar, interpretar. Tudo isso é o meu ofício e sou muito feliz com ele. Estar sob os refletores, independentemente da linguagem que seja, me dá a possibilidade de comunicar, de exercitar minha opinião, participar artisticamente do meu tempo e estar em sintonia com o contemporâneo. Nesses últimos 37 anos, não tenho feito outra coisa. Então, televisão, teatro e cinema são espaços igualmente generosos quando você está aberto ao jogo e disposto a se divertir. Pergunta - E a série "Animal", do GNT, vai ter outra temporada? Gostou da experiência?


Celulari - Foram exibidos 13 episódios em formato de série. Agora a ideia é formato de minissérie, com 16 capítulos, para a TV aberta. Dr. Gil é um personagem com muitas possibilidades e não vejo a hora de começar a contar sua história. Pergunta - O projeto da série "Grandes Atores" reúne uma seleção de profissionais tarimbados, novos e veteranos, entre eles você. Como foi a gravação da entrevista, relembrar alguns momentos antológicos de sua carreira?


Celulari - Nunca aceitei fazer um livro sobre a minha carreira porque sempre achei que ainda não era o momento, que ainda faltavam personagens. Mas quando o Hermes me convidou e falou do perfil do programa, topei. E adorei ter dado a entrevista. Foi leve, divertida. Quero assistir aos meus colegas, saber do universo artístico e profissional de cada um deles. Pergunta - Quem foi importante, como modelo de ator, na sua formação profissional?


Celulari - Poxa, tantos atores. Paulo Autran, Paulo Gracindo e Paulo José... Todos Paulo, todos incríveis. Walmor Chagas, Grande Otelo, Rubens Correia e Ziembinski, referências fundamentais da nossa cultura. Tarcísio Meira, Francisco Cuoco, Lima Duarte e Jorge Dória, atores talentosos, em qualquer parte do mundo. E também (Antonio) Fagundes, Tony Ramos, Ney Latorraca, José Wilker, Luís Fernando Guimarães e muitos, muitos outros. Pergunta - Alguém ajudou de alguma forma, não somente como modelo de atuação, mas lhe abrindo portas?


Celulari - Claro. Tem Abujamra, Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Djalma Limongi Batista, Walter Lima Júnior, Paulo Goulart e Nicette Bruno, Hector Babenco, Walter Avancini, Sílvio de Abreu, Ruy Guerra, Cacá Carvalho? Pergunta - O que não pode ser desconsiderado ou que necessariamente precisa ser agregado à personalidade e à habilidade do ator?


Celulari - Opinião e sensibilidade. Atitude e atrevimento. Informação, conhecimento e um pouco de loucura. Essas são coisas fundamentais. É uma base necessária. Pergunta - No teatro, você fez um personagem completamente oposto aos heróis da telenovela, o incendiário Calígula... Um ator precisa interpretar um vilão ao menos uma vez?


Celulari - Um ator precisa de bons personagens. Esse é o melhor caminho para se fazer uma carreira sólida. Bons textos, diretores criativos, colegas inquietos, uma política cultural forte e atuante e, principalmente, muito trabalho. Se os papéis são de homens bons ou maus, isso é só um pequeno detalhe. Diversificar é um verbo obrigatório para todo ator.


Da Tupi para a TV Globo


O ator estreou na emissora carioca em 1980, na novela "Marina", de Wilson Aguiar Filho (1951-1991), dirigido pelo legendário Herval Rossano (1935-2007). E chamou a atenção de Sílvio de Abreu, tornando-se um dos atores prediletos do autor desde "Guerra dos Sexos", de 1983. Celulari fazia "Deus nos Acuda", de Abreu, em 1992, quando conheceu Claudia Raia e começaram a namorar.


Casaram-se e atualmente estão divorciados. São pais de Enzo e Sophia. "Oficio difícil esse de pai", revelou ao entrevistador Hermes Frederico. "Parece simples, mas não é. Para mim é bastante difícil. Porque você não ensina. Toda sua experiência de vida não adianta. Adianta o seu debruçar, sabe? O seu olhar, sua dedicação. Porque cabe ao pai orientar. E você jamais vai conseguir fazer esse papel se não estiver atento.


Então, exige atenção. Exige você parar as suas outras coisas e olhar. O que está acontecendo ali para você interferir. Agora, eu tenho sorte Meus filhos são maravilhosos. E acho que nem exigem tanto assim do pai porque eles estão, muitas vezes, me orientando, com a simplicidade deles diante das coisas. Isso me dá muito orgulho e, ao mesmo tempo, a tranquilidade de que as coisas estão caminhando bem."




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