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Diário da Região

10/03/2015 - 22h44min

Cinema

Curta-metragem de ficção debate homofobia

Cinema

Divulgação Gravações de “Lâmpadas Fluorescentes Sob os Olhos das Cobras Cegas”. Curta mostra uma mãe liberal que vai se fechando na direção do preconceito, contaminando o próprio filho
Gravações de “Lâmpadas Fluorescentes Sob os Olhos das Cobras Cegas”. Curta mostra uma mãe liberal que vai se fechando na direção do preconceito, contaminando o próprio filho

No curta-metragem "#Apaixonadinho", lançado no ano passado dentro da 4ª Interiores - Mostra de Cinema da Diversidade Sexual, o diretor Alexandre Estevanato fala sobre as primeiras paixões da infância e dialoga de maneira sutil com a temática LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).


Com duração de 14 minutos, o filme obteve algum sucesso em festivais pelo Brasil e serviu de gancho para a nova produção do diretor radicado Rio Preto. "'Apaixonadinho' conversa com a temática da diversidade sexual, mas de maneira suave, quase velada, que gera várias interpretações do público. Nos filmes, não costumo dar o final de presente para o espectador.


Quero que ele leve essa informação para casa, pense por alguns dias e possa abstrair a síntese dele", explica Estevanato. Agora, em "Lâmpadas Fluorescentes Sob os Olhos das Cobras Cegas", título do novo trabalho, Estevanato fala sobre a homofobia, termo usado para designar o preconceito e aversão aos homossexuais.


O décimo trabalho da carreira do diretor é uma ficção e traz algumas referências do noticiário nacional, como o caso do garoto atacado com lâmpadas fluorescentes e espancado por um grupo de adolescentes na avenida Paulista, em São Paulo, em novembro de 2010, cuja ação estaria relacionada à intolerância contra homossexuais.


Coincidência ou não, depois de quatro anos e no mesmo período de produção do filme, o acusado de atacar o grupo teve prisão preventiva decretada pela Justiça. "Além disso, nesta semana, um jovem foi agredido e morreu no hospital após ter sido agredido por ter pais gays. O tema é muito atual, não é de hoje, e deve ser discutido.


O filme, na verdade, nasceu da necessidade de olhar para o preconceito e tentar descobrir porque ele se desenvolve nas pessoas", diz Estevanato. "Lâmpadas Fluorescentes..." conta a história de uma mãe solteira, de 30 anos, e seu filho Lucas, de 7. Adriana é moderna, trabalha fora, cuida do filho sozinha e tem um melhor amigo homossexual.


Sua forma descolada de ser muda depois que ela nota que o amigo está influenciando o filho nas suas escolhas. "Ela entra em conflito com ela mesma. Daí a gente percebe que é bonito ser gay, mas fora de casa." Na trama, a personagem dessa mãe sofre algumas transformações. "É uma desconstrução da personagem.


Ela começa liberal e vai se fechando num mundo de preconceitos e acaba plantando esses preconceitos no filho", explica Estevanato, sem contar os detalhes de como desenrola a história. "É necessário discutir e colocar em pauta esse tipo de relação. Nossa janela de exibição sãos os festivais. O objetivo é levar o filme para um maior número de eventos pelo Brasil."


O processo de criação do filme teve início em novembro do ano passado, em parceria com Flávia Facin, que assina a direção de produção. Com produção executiva de Lixa Palosa, o curta foi todo gravado em Rio Preto. "Fazia tempo que não produzia em Rio Preto e centralizava a produção aqui. A Unilago foi uma das locações, assim como um apartamento cedido por uma amiga e a empresa do pai de outra amiga. Temos vários parceiros", explica.

Divulgação Parte da equipe de produção. Filme deve percorrer circuito de festivais este ano

O orçamento do filme é apertado, segundo Estevanato, e deve girar em torno de R$ 10 mil e R$ 15 mil. As gravações duraram quatro dias, num trabalho quase ininterrupto. "Gravamos de manhã, tarde e noite". Agora, o filme está no período de pós-produção, que deve durar cerca de três meses e focará na colorização do filme, na construção da trilha sonora, na plástica e narrativa visual do curta, que deve ter 15 minutos de duração.

Ao ser finalizado, o filme será enviado para festivais. Por aqui, deve estrear na edição 2015 da Interiores - Mostra de Cinema da Diversidade Sexual. O elenco do filme é formado por Fernanda Chicolet (Rio de Janeiro), Rafael Santos (Rio Preto), Junior Rossi (Rio Preto), Harlen Felix (Rio Preto), Lixa Palosa (São José dos Campos), Claudia Savastano (São José dos Campos) e Dinamara Osses (São José dos Campos).

A direção de fotografia é assinada por Fábio Roger, enquanto a captação de áudio é feita por Leandro Fermino. A continuidade é responsabilidade de Cintia Sumitani. Tauane Marton e Isabela Antunietti são as estagiárias que fazem parte da equipe. O curta tem apoio da Unilago, TeleBrasil e Nutrimais.

Votação

Paralelamente à expectativa de "Lâmpadas Fluorescentes Sob os Olhos das Cobras Cegas", Estevanato comemora a seleção do Festival de Cinema do Sesi. O Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema incentiva, divulga e premia produções nacionais, dando oportunidade a todos os tipos de filmes.

A premiação tem curadoria de André Sturm, diretor do MIS e do Siaesp, e reconhece os melhores em 13 categorias: ficção, documentário, curta-metragem, diretor, atriz, ator, atriz coadjuvante, ator coadjuvante, roteiro, montagem, fotografia, direção de arte e trilha sonora. Estevanato pede para que as pessoas acessem a página do prêmio (www.sesisp.org.br/Cultura/premio-cinema-2015.htm) e votem no curta.






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