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Diário da Região

26/08/2015 - 00h00min

RemixSirChaplin

'Chaplin rio-pretense' recebe R$ 80 mil do ProAC

RemixSirChaplin

Hamilton Pavam O ator Daniel Neves, da Cia. Só Riso, caracterizado como Carlitos, emblemático personagem de Charles Chaplin: espetáculos serão construídos usando alguns filmes como referência
O ator Daniel Neves, da Cia. Só Riso, caracterizado como Carlitos, emblemático personagem de Charles Chaplin: espetáculos serão construídos usando alguns filmes como referência

Um dos atores mais reconhecidos do cinema mudo, o inglês Charles Spencer Chaplin (1889-1977) povoa o imaginário do rio-pretense Daniel Neves desde os tempos de criança, quando se divertia com as ingênuas confusões do personagem Carlitos.
A admiração é tamanha que Neves ficou conhecido na cena artística de Rio Preto pela sua caracterização mais que fiel de Carlitos. 

Além de se vestir como o famoso personagem, o ator rio-pretense revive cenas clássicas dos filmes estrelados por Chaplin em uma performance de quase uma hora que ele apresenta em festas e eventos. "Chaplin é uma das figuras mais reverenciadas em eventos. Muita gente se caracteriza como ele. Eu quis ir além, criando uma performance em cima de cenas cômicas de seus filmes. 

Acho que é daí que vem a empatia das pessoas", reflete o ator, que vai encarar o desafio de viver Chaplin nos palcos. A companhia de teatro dirigida por Neves, a Só Riso, dará vida ao projeto "RemixSirChaplin", que envolve a montagem de dois espetáculos inspirados em filmes que marcaram a carreira do artista inglês. O projeto foi contemplado com o fomento de R$ 80 mil do edital do Programa de Apoio Cultural (ProAC) voltado à produção de artes cênicas para o público infantil ou juvenil.

Reencontro

Responsável pela encenação das duas novas montagens da Só Riso, o diretor Ricardo Matioli nunca tinha visto Neves em ação como Chaplin, apesar das inúmeras parcerias entre os dois em produções da Cia. Palhaços Noturnos. Mas, no início deste ano, quando Neves e Matioli se reencontraram para dar início ao processo de um dos espetáculos do projeto, "O Pequeno Grande Ditador", Matioli se surpreendeu com o trabalho do ator rio-pretense. 

"Eu vi a figura do Chaplin em cena, e isso demonstra o envolvimento que Daniel (Neves) tem com esse artista", reconhece o diretor. Além de "O Pequeno Grande Ditador", produção voltada para jovens e adultos que se inspira no discurso de Chaplin em "O Grande Ditador" (1940), o projeto "RemixSirChaplin" envolve ainda a montagem de uma peça infantil baseada nas histórias dos filmes "O Garoto" (1921) e "O Circo" (1928).

Nas duas montagens, Matioli se apropria da obra de Chaplin para evidenciar dois aspectos marcantes do trabalho do artista inglês: a crítica política e a comicidade poética. Enquanto "O Pequeno Grande Ditador" tem o texto como recurso, o espetáculo infantil do projeto "RemixSirChaplin" será todo baseado na mímica. A preparação envolve uma imersão no Solar da Mímica, espaço cultural da cidade de Juquitiba especializado no teatro físico.

"Chaplin é um artista genial, que deixou um imenso legado. Há muita informação, e o nosso grande desafio será conceber algo que não seja apenas uma reprodução de sua obra", comenta o diretor, que também entrará em cena em "O Pequeno Grande Ditador". Na montagem voltada ao público infantil, Neves estará em cena juntamente com os atores Clarissa Maria Freitas e João Darte, que também viverão Chaplin em determinados momentos da encenação.

Para Neves, a aprovação do projeto "RemixSirChaplin" no ProAC é a coroação de um desejo antigo dele e de Matioli, que já discutiram inúmeras vezes sobre a criação de um espetáculo que reverenciasse Chaplin. E a conquista acontece em um momento muito especial, já que os dois estão se reencontrando após um longo período trilhando caminhos diferentes no teatro. "É uma obra que queria há muito tempo e com um dos diretores que mais admiro em Rio Preto. O resultado será mais que positivo", comemora.

 

Homero Ferreira Apesar da crise...: trabalho de Homero Ferreira contemplado no ProAC pretende discutir a banalização do termo “crise

Cia. Hecatombe recebe R$ 150 mil

A Cia. Hecatombe falará de crise em sua terceira montagem teatral, que marcará as comemorações de seus 10 anos de trajetória. O projeto para a montagem do espetáculo "Crise de Gente" também foi contemplado pelo Programa de Apoio Cultural (ProAC), da Secretaria de Estado da Cultura, com um fomento de R$ 150 mil. "Crise tornou-se uma palavra crônica, enraizada em valores e contextos. 

Busco com esse projeto investigar porque essa palavra é tão ratificada pelas pessoas, principalmente no momento em que vivemos", comenta o ator, diretor e dramaturgo Homero Ferreira, que mergulhou na própria crise da Cia. Hecatombe para criar a nova peça. Após temporada de "Cheiro de Carne", que estreou em 2012, a continuidade da Hecatombe foi ameaçada pela saída de atores e pela mudança de Ferreira para o Rio de Janeiro, onde cursa artes cênicas.

Mas, apesar da crise (um bordão bem comum nos dias de hoje), a Hecatombe se mantém na ativa, envolvendo novos parceiros em uma produção que vai refazer o trajeto artístico trilhado pela companhia rio-pretense. Entre os parceiros está o ator, diretor e dramaturgo Nelson Baskerville, que atuará como orientador na montagem de "Crise de Gente".

"A vontade de trabalhar com Baskerville é antiga, desde quando trouxemos ele para Rio Preto em 2012. Ele é a pessoa mais indicada para orientar esse trabalho, que tem uma questão política muito forte", destaca Ferreira. Nesse resgate artístico da Hecatombe, o humor neogrotesco destaca-se como ponto de apoio. 

"O neogrotesco é alvo de uma pesquisa permanente. Vamos revisitar nossas duas montagens para verificar o que seus contextos podem nos oferecer", explica o rio-pretense, em referência a "Cheiro de Carne" e a "Orégano", primeiro produção da companhia. Para Ferreira, a palavra "crise" está desgastada de tão usada, e o projeto da Hecatombe busca entender o entorno das diferentes crises, seja ela política, econômica, hídrica ou até mesmo emocional.

 

 


 

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