Diário da Região

18/12/2010 - 01h45min

Indie Brasileiro

Banda Vanguart retorna a Rio Preto e fala sobre tributo a Beatles

Indie Brasileiro

Divulgação Banda mato-grossense aproveita a visita à cidade para mostrar projeto paralelo batizado de Vang Beats
Banda mato-grossense aproveita a visita à cidade para mostrar projeto paralelo batizado de Vang Beats

Uma banda independente, em certos casos, é aquela iniciante não descoberta por grandes gravadoras, que segue caminho árduo para ganhar o pão de cada dia e, talvez, chegar ao estrelato. Mas também é aquela que se liberta de padrões estéticos e musicais para fazer o que gosta.


Formada em 2002, em Cuiabá (MT), por Hélio Flanders (voz, violão e gaita), Reginaldo Lincoln (baixo), David Dafré (guitarra), Douglas Godoy (bateria) e Luiz Lazzaroto (teclado), a banda Vanguart é um exemplar vivo de que é possível escolher a segunda alternativa, galgando degraus na contramão do que prega a indústria fonográfica. O quinteto de folk rock esteve em Rio Preto em outubro de 2006 e novembro de 2007 - mesmo ano em que lançou o álbum de estreia, “Vanguart”, pela revista “Outracoisa”, de Lobão.


Agora, volta à cidade para mostrar o repertório de seu segundo trabalho, o CD e DVD “Multishow Registro Vanguart”, do ano passado, e o projeto paralelo Vang Beats, em homenagem aos Beatles. O show é a atração especial do mês, hoje, a partir da meia-noite, no pub Vila Dionísio. Em entrevista ao Diário da Região, o vocalista soltou o verbo sobre as novidades da carreira. Confira.


Diário da Região - O que prepararam para esse show de volta a Rio Preto?Helio Flanders - Vamos fazer a dobradinha com o Vang Beats, nosso projeto de Beatles, além de apresentar um set autoral, passando por canções novas e velhas, conhecidas do público, como “Semáforo” e “Cachaça”, além de nossa versão para “O Mar”, de Dorival Caymmi. Eu diria que essas três não podem faltar. Destaco também a fase da banda. Acho que estamos em um momento mais maduro, já conhecemos melhor o que é o som do Vanguart e isso ajuda na hora de apresentar um show.


Diário - Como surgiu o Vang Beats? Flanders - É um projeto relativamente novo. Tive a ideia de comemorar meu aniversário de uma forma diferente, em dezembro do ano passado, e chamei os amigos para fazer um show especial no StudioSP, tocando só Beatles. Para mim era a ideia mais próxima de diversão garantida (risos). O StudioSP comprou a ideia e sugeriu uma temporada, que se estendeu por todo o ano de 2010 e foi incrível. Costumo dizer que tocar Beatles é o nosso divã. Foi também uma maneira que encontramos de poder dar uma segurada nos shows do Vanguart e voltar para os ensaios, para as experimentações do novo disco, pois às vezes os shows acabam confundindo um pouco o teor do novo material.


Diário - E qual fase da banda privilegiam?Flanders - O repertório traz as nossas canções favoritas dos fab-four. Não privilegiamos fases, passamos por todas. Fizemos esse show somente em São Paulo e Cuiabá (MT), por enquanto. Agora Ribeirão Preto, Rio Preto e Rio de Janeiro, no começo de 2011. Posso dizer que estamos nos divertindo com esse projeto, pois sabemos também que é algo passageiro.


Diário - Banda de folk rock, banda indie, banda unbutton. Qual definição combina melhor com vocês?Flanders - Unbutton eu nem conheço (risos). Acho que Vanguart é música brasileira, mas se não bastar pode ser folk.


Diário - Como é a relação de vocês com Lobão, depois de ele “apadrinhar” o primeiro álbum pela revista “Outracoisa”? Flanders - Faz tempo que não encontro o Lobão, mas ele é um cara que me influenciou muito. Quando ouvi seu disco “A Vida é Doce”, de 1999, fiquei completamente afetado, transtornado. Ele falou tudo que eu gostaria de ouvir. Anos depois, crescido, quando viemos para “Sampa” e tivemos a oportunidade de conhecê-lo, ter o disco lançado por sua revista, e ainda por cima fazer um som com ele, foi uma sensação total de vitória. Vitória no sentido mais agradecido da palavra mesmo, foi uma honra estar com um cara tão único, talentoso e artista. Ele sim é um artista. Sempre que o encontro fico imensamente feliz com sua doçura e sua peculiaridade. Sobre ser “padrinho”, essa coisa acho que não existe mais, mas ele, sem dúvida, foi uma pessoa que nos ajudou muito, tanto na revista quanto musicalmente, desde que o ouvimos pela primeira vez.


Diário - Como o fato de morar em São Paulo afeta o dia-a-dia e a produção de uma banda mato-grossense?Flanders - Estamos radicados em São Paulo há 4 anos, então, já é nossa vida. Ensaiamos em casa, temos um clima bem familiar. Sobre a mudança entre o Vanguart de Cuiabá para o de hoje, acho que estamos naturalmente mudados. Se tivessemos permanecido em Cuiabá, também não seríamos os mesmos. E o que mudou? Já não somos mais garotos, temos mais responsabilidades agora e especialmente nos próximos meses quando gravaremos um novo álbum.


Diário - As influências do inglês e do espanhol continuam latentes em suas atuais criações? Flanders - Nosso novo desafio é um disco em português, com alguma coisa em espanhol. Estamos mais latinos, mais passionais, resolvemos deixar o inglês, que gostamos muito, para alguma coisa futura. O fato de ser em português mostra também que a música brasileira nos afetou muito nos últimos anos, muito mais do que qualquer coisa de fora do Brasil. Paralelamente à turnê do DVD, que já está quase no fim, começamos a compor esse novo álbum, que atualmente é o nosso grande objetivo. Estamos muito ansiosos pra entrar em estúdio e gravar logo, o que deve acontecer em fevereiro. O disco sai até agosto e vai ser muito bacana voltar a viajar o País todo com um disco totalmente novo. Eu diria que o Vanguart nunca se conheceu tanto e está pronto para mostrar uma nova cara para os fãs, sem perder as raízes ou deserdar nada: a evolução natural do som de uma banda.


Clique e confira a programação de Eventos & Shows em Rio Preto


Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha? Clique Aqui!
É assinante mais quer redefinir sua senha? Clique Aqui!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso