Diário da Região

25/11/2005 - 02h30min

Água sob suspeita

Vigilância vai analisar água de poço do Bezerro

Água sob suspeita

Edvaldo Santos Consumidores abastecem garrafas com água do poço do hospital Bezerra
Consumidores abastecem garrafas com água do poço do hospital Bezerra
Depois de interditar o poço da praça Santa Terezinha, na Boa Vista, a Vigilância Sanitária de Rio Preto investiga agora a qualidade da água do poço do Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes, perfurado no mesmo bairro, a aproximadamente 300 metros do local onde foi detectada a água não potável e com excesso de nitrato. A migração de pessoas que antes usavam a água do poço da Santa Terezinha para o Bezerra de Menezes chamou a atenção do órgão fiscalizador, que enviou técnicos ao local e constatou que o poço do hospital não possui cadastrado de regularização e a última análise de água foi realizada no mês de maio deste ano. De acordo com Neli Fernandes Drovetto de Oliveira, coordenadora da Vigilância Sanitária, que também acompanhou a equipe durante a inspeção, a demanda para uso do local é grande. ?Muitas pessoas que usavam água do poço da Santa Terezinha buscam agora no Bezerra de Menezes?, diz. Foi exigido à administração da instituição que seja feito, o mais rápido possível, o cadastro do local na Vigilância Sanitária.

Na próxima segunda-feira, uma amostra de água será coletada para análise. Neli é categórica ao afirma que o fornecedor é o responsável pela qualidade da água distribuída. ?Não é competência da Vigilância Sanitária avaliar a qualidade da água de poços particulares, mas neste caso, devido ao número de pessoas que utilizam o poço do hospital e a proximidade da praça Santa Terezinha, a água passará por análise de qualidade da própria Vigilância?, afirma. A coordenadora da Vigilância Sanitária afirma ainda que segundo laudo apresentado pelo hospital, com amostra de água analisada no mês de maio, a fonte era apropriada para consumo. Segundo Kátia Costa Santos Camargo, auxiliar de administração do Bezerra de Menezes, a água passa por um controle diário no próprio hospital. Já a análise da qualidade, realizada por laboratório especializado, ocorre a cada seis meses. ?O hospital vai providenciar os documentos para o cadastramento na Vigilância Sanitária?, diz a funcionária da instituição de saúde. Depois de cadastrado, a Vigilância Sanitária exige do responsável pelo poço, todo mês, um laudo de análise da qualidade da água.

Orientação
Mesmo que comprovada a qualidade da água, é aconselhável que as pessoas não consumam água de poços e bicas, chamados de fontes alternativas. ?A água pode ser potável até chegar a torneira, mas não há garantia, por exemplo, de que as pessoas não levem animais para tomar banho no mesmo local onde a coleta da água é feita?, afirma Neli. Até mesmo os galões usados para levar a água do poço até as residências pode interferir na qualidade da água consumida. ?Se a água não for armazenada de maneira correta, com certeza essa água não é apropriada para o consumo?, diz a coordenadora.

Pirangi: água pode ser causa de doenças
Cerca de 20 alunos, dos 250 que freqüentam o colégio Santo Antônio, em Pirangi, na região de Catanduva, apresentaram sintomas de virose (vômitos e diarréia) ontem, após consumir água em um ginásio de esportes, cedido ao colégio pela prefeitura do município. Os estudantes que passaram pelo Hospital José Perondi, único da cidade, afirmaram ter freqüentado aulas de Educação Física no ginásio de esportes. Eles contaram ainda que a água consumida no local apresentava um cheiro forte. A Vigilância Sanitária colheu amostras da água e enviou para análise no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. A escola suspendeu as aulas hoje. A diretora de Saúde do município, Rosângela Buck, afirma não saber o número total de pessoas afetadas. ?Notifiquei a Vigilância Sanitária sobre os casos e todas as medidas de prevenção já foram tomadas.?

Moradores desconfiam de água do Semae
Por causa da desconfiança na qualidade da água fornecida pelo Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae), moradores da Boa Vista desprezam as orientações da Vigilância Sanitária e preferem consumir a água do poço do Hospital Bezerra de Menezes. A reportagem do Diário da Região esteve no local e encontrou uma

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