Diário da Região

10/04/2002 - 00h32min

Controle da doença

Vigilância aperta o cerco contra mosquito da dengue

Controle da doença

Sérgio Menezes Nelson Santos contraiu dengue mesmo com todos os cuidados
Nelson Santos contraiu dengue mesmo com todos os cuidados
A Vigilância Epidemiológica de Rio Preto intensificará a partir de segunda-feira as medidas de prevenção e controle da dengue nos bairros da cidade com maior número de casos positivos. O objetivo é fazer um pente-fino, eliminando todos os criadouros do Aedes aegypti para reduzir a infestação do mosquito transmissor da doença. Ontem, foram registrados mais 39 casos positivos em Rio Preto. Este ano, já são 464 confirmações e 2.420 casos notificados. Segundo o coordenador da Vigilância Epidemiológica, o médico Eduardo Lazarro, não será trabalhado apenas o bairro que tiver maior número de casos da doença, mas toda a área onde ele se localiza. Assim, na área 2, onde se localiza o Solo Sagrado, por exemplo, que tem 76 casos positivos e encabeça a estatística da Vigilância Epidemiológica, será feita vistoria em todas as casas, quintais, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais dos 12 bairros que compõem essa área.

“A cidade foi dividida em 14 partes. As áreas que tiverem bairros com maior número de casos positivos serão alvos de um trabalho intensificado. Os agentes de saúde farão um pente-fino, para eliminar todos os criadouros”, afirma o coordenador. Segundo Lazzaro, cada área contará com três equipes com 10 agentes de saúde cada uma. Além disso, os supervisores vão acompanhar as esquipes e reforçar o trabalho educativo, visando conscientizar os moradores quanto à importância de sua participação no controle da dengue em Rio Preto. Os agentes estão orientados a mostrar aos moradores os criadouros que eles possuem dentro de casa e no quintal. Eles vão erradicar esses criadouros junto com os moradores. “O agente dará também todas as explicações sobre os cuidados que se deve ter para evitar a procriação do mosquito, bem como os sintomas da doença e onde buscar ajuda médica”, completa Lazzaro.

Assim que os agentes terminarem o trabalho em um bairro, os supervisores vão escolher, aleatoriamente, algumas residências do local para vistoriar e avaliar se o trabalho foi bem feito. Se for necessário, os agentes vão repetir o trabalho. Serão anotados os endereços das casas e estabelecimentos comerciais que estiverem fechados, para locação ou venda. “No sábado, todos os agentes e supervisores vão voltar nesses imóveis para fazer a varredura. Vamos entrar com contato com as imobiliárias para que elas possam abrir o imóvel para os agentes”, afirma o coordenador. O trabalho de varredura que será iniciado na segunda-feira, segundo Lazzaro, será feito em todos os imóveis. “Não vamos deixar nenhum para trás. Basta um imóvel sem vistoria para comprometer todo o trabalho feito no bairro e colocar em risco a população.”

É o que aconteceu com o vendedor ambulante Nelson Eduardo dos Santos, 66 anos. Ele mora com a mulher, a filha, o genro e três netos em uma casa na rua Francisca Gonçalves de Moura, no Solo Sagrado. A família tem cuidado em manter a casa limpa, as garrafas de cabeça para baixo e, mesmo assim, o ambulante contraiu dengue. Os mosquitos infectados vieram do outro lado do muro, do quintal de um vizinho que não tem as mesmas preocupações que a família Santos.

Já foram aplicadas 17 multas
A Vigilância Sanitária de Rio Preto aplicou 17 multas este ano contra proprietários de estabelecimentos comerciais de Rio Preto onde foram encontrados criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. No ano passado, foram aplicadas 18 multas. Segundo a coordenadora da Vigilância Sanitária, Neli Fernandes Drovetto de Oliveira, este ano foram feitas 108 notificações de pontos estratégicos com criadouros. No ano passado, foram 50. “A maioria dos comerciantes notificados coloca em prática as orientações dos fiscais, por isso, há um número pequeno de multas.” Neli explica que as multas são aplicadas contra aqueles que não tomam medida alguma para atender as orientações. “São os reincidentes, que não se importam em acatar as orientações e eliminar os criadouros.”

A coordenadora afirma que a Vigilância Sanitária dispõe de três

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