Diário da Região

05/12/2009 - 00h16min

Furto

Vítima ‘tira sorte grande’ e recupera carro

Furto

Thomaz Vita Neto O professor Luís Fernando Segalla: ‘o fenômeno é raríssimo’
O professor Luís Fernando Segalla: ‘o fenômeno é raríssimo’

O estudante P.T.O. tirou a sorte grande anteontem. Conseguiu algo mais improvável do que ganhar na Mega Sena: um dia depois de ter o carro furtado em Rio Preto, sem querer seu irmão deu de cara com o veículo nas ruas de Frutal, a 100 quilômetros de distância. O veículo, um Santana 2002, foi furtado na noite de quarta-feira em uma rua próxima à Unorp, no bairro Alto Rio Preto, onde a vítima estuda. P.T.O. fez boletim de ocorrência do furto e, no dia seguinte, ainda lamentava a perda do automóvel quando o irmão dele foi até Frutal fazer trabalho para a faculdade com um colega mineiro.


No início da tarde, quando o irmão saía da casa do colega na rua Santos Dumont, Centro da cidade mineira, deu de cara com o Santana. Olhou a placa e não teve dúvida: era o carro furtado do irmão, que o ladrão tinha estacionado em frente. Ligou para o pai, engenheiro em Mirandópolis (SP). “Pai, não sei se eu estou louco, mas o carro que furtaram está aqui, na minha frente.”


“Quando ele me disse, eu não acreditava. Pedi para ele olhar bem a placa, a cor, o modelo. Quando ele repetiu, não tive dúvida, e pedi para ele chamar a polícia”, afirma o pai. O filho acionou o 190 da Polícia Militar, que constatou o furto do carro um dia antes em Rio Preto. Os PMs montaram uma campana para aguardar a chegada do ladrão. Às 17h, com a ajuda de uma chave mixa, Carlos Antonio Nunes de Almeida, o Ninja, 30 anos, abriu a porta do carro, e foi detido em flagrante. Ele confessou ter furtado o carro.


Os policiais foram então até a casa de Almeida, em Frutal, e encontraram macacos, chaves de roda, toca-CDS e chaves mixas, utilizadas para arrombar veículos. Ele foi encaminhado à Delegacia de Frutal, mas solto em seguida pelo delegado Rodolfo Rosa Domingos, para quem não houve flagrante do crime.


Para o professor de estatística da Unirp Luís Fernando Segala, o que aconteceu com P.T.O. é raríssimo. “Nem é possível calcular exatamente a probabilidade do evento. Para isso teríamos de saber todas as rotas viárias possíveis no País a partir de Rio Preto, e enumerar todas as pessoas com quem a vítima tem algum relacionamento, já que foi seu irmão quem encontrou o veículo”, explica o professor.


“Uma coisa é certa: estatisticamente, esse evento é mais raro do que ganhar na Mega Sena.” A chance de um brasileiro acertar sozinho a loteria mais popular do País é de uma em 50 milhões. “Vou jogar na Mega. Com tanta sorte, não posso bobear”, diz o engenheiro pai da vítima.

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