Diário da Região

10/04/2002 - 00h05min

Ortomolecular

Uso de antioxidante promove a fertilidade

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A infertilidade sem diagnóstico efetivo agora conta com uma receita simples e sem contra-indicações para pôr fim ao drama que envolve milhões de casais em todo o mundo. A medicina ortomolecular anunciada como forma de prevenção para a saúde em geral, agora aponta que o equilíbrio de nutrientes, ácidos graxos e enzimas também pode melhorar a possibilidade de fecundação em casais que não conseguem ter filhos. O precursor desta panacéia é o ginecologista Dirceu Mendes Pereira, da Universidade de São Paulo e especialista da Clínica Profert Reprodução Assistida, também da Capital, que vem divulgando seu método em seminários e congressos pelo Brasil. Segundo ele a Organização Mundial da Saúde estima que 40% das causas de infertilidade sejam de responsabilidade do homem, e 40% da mulher. Em 20% dos casos ambos têm alguma disfunção. No entanto, uma parcela incontável da população não apresenta qualquer razão para não procriar. O médico defende que as causa deste tipo de infertilidade não diagnosticada pode estar no desequilíbrio dos radicais livres presentes no organismo. “Como tudo em excesso faz mal, com os radicais livres não é diferente, o excesso o torna nocivo, fazendo com que os órgãos e as células comecem a envelhecer mais rápido”, diz.

O ginecologista afirma em suas palestras que cerca de 15% das pessoas que procuram o médico não apresentam qualquer disfunção ou anomalia orgânica que seja a causa da infertilidade, e conseguem obter sucesso apenas com o uso de antioxidantes. O médico não recomenda o uso indiscriminado de minerais. Até porque eles são encontrados em grandes quantidades nos óvulos (selênio) e nos espermatozóides (zinco). Contudo, nem sempre estão participando adequadamente das mais de 300 reações enzimáticas do organismo. “Às vezes é preciso melhorar a ação de alguns aminoácidos e enzimas, o que pode ser feito por meio do uso de cápsulas, na forma injetável ou até na própria alimentação”, explica Dirceu. A publicitária Marlene Primo de Andrade, 38 anos, conta que ficou alguns anos tentando engravidar, quando finalmente conseguiu veio junto o diagnóstico de osteoporose precoce, o que lhe causou grande receio. Porém, ao passar a fazer acompanhamento com sua médica ortomolecular não sofreu qualquer seqüela. “Hoje, minha filha é um presente de Deus e continuo a fazer uso de minhas vitaminas para não apresentar futuros problemas”, diz.

Para passar a fazer uso dos nutrientes, como de qualquer outro medicamento, no entanto, o médico afirma que é preciso realizar o diagnóstico. “Isto é feito por intermédio de reação química com malondialdeído ou com o aparelho de quimioluminiscência. Identificando as substâncias que estão em desequilíbrio no organismo é possível melhorar o sistema enzimático e nutricional, melhorando as condições do sêmen ou do revestimento do óvulo,” diz. Embora não conte com pesquisas comprovando a sua teoria, o médico já analisa a possibilidade de implantar em alguma universidade ou serviço médico como estudo científico. Pereira, inclusive, ressalta que o uso, seja de vitaminas (C, E ou beta-caroteno) nutrientes, óleos polinsaturados (Omega 3 e 4), e outros, “não deve excluir o tratamento convencional por reprodução assistida ou outro método qualquer. Afinal, é uma terapia complementar que pode ser feita até durante o pré-natal”, esclarece.

Terapia alivia climatério
Segundo a endocrinologista e médica ortomolecular Tania Mara Olmedo, de Rio Preto, a terapia antioxidante tem apresentado sucesso na reposição hormonal durante o climatério. A medicina ortomolecular atua em sinergia com o estrógeno, que também é antioxidante, para amenizar os sintomas da menopausa e proteger vasos e ossos. Segundo Tania Olmedo, não é só na fase fértil que o uso de determinados tipos de vitaminas ajuda a regular o funcionamento dos hormônios, estimulando a ovulação, mas também durante a fase pré-menopausa. “A ortomolecular pode ajudar na regularização da menstruação, independente do motivo, seja por questões de pré-meno

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