Diário da Região

24/03/2007 - 02h15min

Justiça

Traficante mexicano é dono de cinco imóveis na região

Justiça

O mexicano Lucio Rueda Bustos, condenado pela Justiça Federal do Paraná a 10 anos e seis meses de prisão por lavagem transnacional de dinheiro, é dono quatro imóveis em Catanduva e uma casa avaliada em cerca de R$ 320 mil no Damha, em Rio Preto. Todos os bens foram adquiridos por Ernesto Plascência San Vicente, nome falso usado por Bustos. Acusado de integrar a cúpula do maior cartel de drogas do mundo, o Cartel Juarez, o mexicano teria usado recursos do tráfico internacional de cocaína para comprar bens avaliados pelo Ministério Público Federal do Paraná em R$ 18 milhões, incluindo os cinco imóveis adquiridos na região. A esposa de Bustos, a brasileira Cíntia Assunpção Plascência, foi condenada pela Justiça paranaense a quatro anos de prisão por lavagem de dinheiro. O casal vivia em uma elegante casa em Curitiba (PR).

Em julho de 2006, policiais federais de Rio Preto seqüestraram cerca de R$ 780 mil em bens do mexicano na região. Além da casa no Condomínio Damha, foram apreendidos três veículos, entre eles um Audi, nas cidades de Rio Preto e Ibirá, 712 gramas de ouro e uma garrucha calibre 36. Bustos é considerado pela Polícia Federal (PF) um dos homens de confiança de Amado Carrillo Fuentes, chefe do Cartel de Juarez. Ex-tenente-coronel do Exército mexicano, Bustos era responsável pela logística do cartel. Investigações da PF revelaram que o mexicano era responsável pelas pistas de pouso e decolagem na fronteira do México com os Estados Unidos. O cartel conseguia colocar até dois aviões Boeing-727 por mês na fronteira. Cada aeronave chegava carregada com cerca de 10 toneladas de cocaína.

Prisão
Bustos foi preso nos Estados Unidos em 1980, acusado de conspiração para o tráfico de drogas. O mexicano foi inocentado no processo sob a alegação de que era militar do Exército mexicano e que investigava o narcotráfico, o que segundo a PF era falso. O mexicano foi liberado pelo governo americano, mas deixou nos Estados Unidos suas impressões digitais e dados familiares, o que contribuiu para identificação, prisão e condenação no Brasil.

Bustos foi descoberto pela polícia brasileira durante investigação sobre dois policiais civis que extorquiam empresários. A PF descobriu que a dupla conseguiu receber US$ 1 milhão do mexicano, que entregou o dinheiro porque sua identidade foi descoberta pelos policiais. Uma mãe-de-santo de Curitiba foi crucial para que a verdadeira identidade de Bustos fosse revelada. Ela fornece o nome à PF um papel com o verdadeiro nome de Bustos escrito em um papel.

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