Diário da Região

15/12/2002 - 00h17min

Boca

Toxina é testada contra o sorriso gengival

Boca

A mesma toxina botulínica usada para tratar desde rugas de pele até paralisia poderá ter nova serventia em breve. A expectativa é que a toxina - extraída da bactéria causadora do botulismo - possa conter o sorriso gengival, que expõe muito a gengiva. Isso depende da realização de outros estudos, na área de odontologia, que confirmem sua indicação para o problema se aplicado nos músculos localizados ao lado das abas do nariz. A dermatologista paulista Mônica Fiszbaum anunciou recentemente ter detectado, por acaso, a eficácia do produto em pacientes que tinham o problema e lhe procuravam para tratar as rugas. Mesmo sem comprovação científica ela recrutou vinte pessoas que se dispuseram a ser voluntárias e se disseram satisfeitas com o resultado provisório da paralisia dos tecidos musculares da região, que impedem o lábio superior de subir e expor a gengiva alta.

Hoje já se sabe que ao ser injetado nos vincos da testa, no canto dos olhos e ao redor da boca, o Botox (nome comercial da substância) relaxa a musculatura dessas regiões e, por tabela, deixa a pele lisa o bastante para evitar uma cirurgia plástica mais traumática. Usada com freqüência nos centros de beleza e no tratamento de doenças sérias, a toxina, que também se apresenta como mais um recurso para tratar distúrbios que provocam rigidez ou contrações involuntárias dos músculos, poderá ser um método alternativo para quem não quer tratar o sorriso gengival com o método tradicional, a cirurgia ortognática, que pode pôr fim ao problema da gengiva exposta. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, entidade que conta com a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicar a toxina botulínica em diversos músculos da face, ainda não sabe em que situação a toxina poderá ser aplicada para acabar com o sorriso gengival. Ele diz que será preciso estudar especificamente cada músculo onde a droga é injetada e as conseqüências disto. “O fato de diminuir a ação muscular, de fato, pode ter alguma utilidade neste caso, mas não posso emitir opinião sobre o assunto de maneira conclusiva, já que não há qualquer estudo nesse sentido”, declara.

Cirurgia ainda é o caminho mais indicado
Quem também acha que há necessidade de muitas pesquisas para aplicação da toxina com a finalidade de tratar o sorriso gengival é o cirurgião especialista em buco-maxilo Fábio Guerra, da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas de Rio Preto e professor do Hospital de Base. Acostumado a realizar as cirurgias ortognáticas para combater o problema, ele não vê, a curto prazo, a substituição deste método pelo uso da toxina, cujo período de atuação no organismo é de apenas seis meses. “Este é apenas um procedimento paliativo, jamais pretendo usá-lo”, afirma. O cirurgião explica que a gengiva pode ser reduzida por intermédio de uma cirurgia simples, com duração aproximada de três horas, e em média cinco dias depois a pessoa já pode levar uma vida normal, livre do incômodo. A restrição maior é que nos primeiros dias, pois o paciente só pode ingerir alimentos pastosos.

Fábio Guerra diz que a função dessa cirurgia é reduzir o tamanho da maxila. Em média, são retirados de dois a quatro milímetros de altura da gengiva, que é separada do céu da boca, enquanto o osso da maxila é cerrado. Embora pareça traumática, ele afirma que a cirurgia não apresenta maiores conseqüências, uma vez que é comum o paciente acordar da anestesia geral e ficar muito satisfeito com o resultado final. “O estado emocional deles é gratificante quando se deparam com o resultado estético. Antes da cirurgia muitos ficam desorientados e passam por um trabalho terapêutico”, explica. O sorriso gengival tem origem genética e para que seja detectado precocemente é preciso aguardar a erupção dos dentes permanentes, entre oito e nove anos de idade. Mesmo assim, Guerra não recomenda a cirurgia ortognática de maneira precoce, pois antes que possa ser feita a correção cirúrgica, é preciso aguardar para verificar se toda a parte médica e orto

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