Diário da Região

28/08/2010 - 07h00min

Elo perdido

Tecnologia ‘dá vida’ a crocodilo pré-histórico

Elo perdido

Divulgação Baurusuchus salgadoensis tinha as patas eretas e podia até galopar
Baurusuchus salgadoensis tinha as patas eretas e podia até galopar

Reproduzir os passos de um bicho de nome estranho, que poderia pesar no máximo até 200 quilos, atingir três metros de comprimento e que desapareceu da Terra há mais de 80 milhões de anos. Foi exatamente o que fez uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre o crocodilo Baurusuchus salgadoensis, um crocodilomorfo - contemporâneo dos dinossauros e parente bem distante dos crocodilos atuais -, que viveu onde hoje está o município de General Salgado no período da Era dos Dinossauros.


Depois de coletar 11 esqueletos em excelente estado de preservação, durante uma escavação paleontológica que aconteceu na região entre os anos de 2004 e 2005, os pesquisadores Felipe Mesquita de Vasconcellos, Ismar Carvalho e Tiago Marinho, todos da UFRJ, com a colaboração do professor João Tadeu Arruda, de General Salgado, simularam como a criatura teria caminhado pelo interior do Estado.


Usando tomografia e técnicas de computação gráfica, o grupo descobriu, por exemplo, que o animal, pelo fato de ter patas eretas, poderia percorrer grandes distâncias e até mesmo galopar. “Na frente, ele caminhava apoiado na ponta dos dedos. Já o peso da parte de trás do corpo se apoiava nas palmas da pata”, afirmou Felipe Mesquita de Vasconcellos, que coordenou o trabalho. “Completamente diferente dos jacarés de hoje, mesmo existindo um parentesco distante entre as espécies. Mas muito semelhante aos ursos, no que se refere ao apoio do peso nas palmas da pata. Era totalmente terrestre”, complementou.


A pesquisa já virou tese de doutorado, rendeu alguns artigos e se engana quem pensa que a conversa termina aí. Muito pelo contrário. Os estudos se arrastarão por mais dois anos e, o próximo passo, conforme explica o pesquisador, será dar ao Baurusuchus salgadoensis músculo e pele. “Faremos um filme ao final das atividades”, revelou Vasconcellos à reportagem do Diário.


A qualidade e a quantidade de fósseis encontradas, em General Salgado, proporcionou ainda aos cientistas condições de estudos variados, como uma descrição do animal muito próxima da realidade, além de possibilitar que a tomografia viesse a ser realizada, o que resultou na produção das imagens em 3D. Entre 2004 e 2005, coube aos pesquisadores da UFRJ, em parceria com o Museu de Paleontologia de Monte Alto (SP), apresentarem ao mundo o novo achado pré-histórico: o Baurusuchus. E General Salgado guardava, à época, o maior jazigo fossilífero já encontrado no Brasil, com os 11 esqueletos.


>> Assista aqui na TV Diário vídeo do Baurusuchus salgadoensis


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