Diário da Região

02/11/2013 - 02h14min

Contagiosa

Surto de catapora nas escolas de ensino infantil

Contagiosa

Hamilton Pavam Criançada se encontra em frente à escola municipal Sylvio Benito Martini, no bairro Santo Antonio, setor da cidade com mais casos de catapora: riscos de contágio
Criançada se encontra em frente à escola municipal Sylvio Benito Martini, no bairro Santo Antonio, setor da cidade com mais casos de catapora: riscos de contágio

Nos últimos nove meses foram registrados 203 casos de catapora em 72 escolas municipais e particulares que atendem crianças de até seis anos. Em pelos menos seis escolas os números sugerem que houve surto da doença, que é contagiosa e que este ano matou duas pessoas em Rio Preto - uma mulher de 26 anos e uma criança de apenas dois anos, que frequentava uma creche no Parque da Cidadania, na Zona Norte, onde outras nove crianças contraíram a doença.


Apesar da morte no Parque da Cidadania, o maior número de registros está concentrado no Jardim Santo Antonio. Nessa região existem quatro escolas que juntas somam 45 casos de catapora - 32 apenas em uma das escolas. A Prefeitura não divulga a relação por escolas.. Mães de alunos estão preocupadas com o avanço da doença entre a comunidade escolar. Marlene de Jesus Santos Gomes, 37, mãe da garota Mariana de Jesus Santos Gomes, seis anos, afirma que está com medo que a filha contraia a catapora, devido a baixa qualidade dos serviços de saúde oferecido no município.


“Minha filha ainda não pegou catapora, por isso estou com medo. Vi a reportagem sobre a criança que morreu com essa doença e isso me deixou ainda mais preocupada. Não dá pra confiar no serviço público de saúde”, afirma Marlene enquanto deixava a filha na porta da escola Sylvio Benito Martin, no Santo Antonio. A doméstica Maria de Fátima Rosa, 45 anos, que tem duas filhas com idades entre quatro e cinco anos, deixou as filhas na creche municipal Tacla Said Benetti apreensiva. “Nenhuma delas teve catapora ainda, então, todo dia é um risco novo. Na classe da minha filha mais nova dois colegas tiveram catapora e mesmo assim elas não pegaram”, conta a mãe.


De acordo com a infectologista da prefeitura de Rio Preto, Márcia Wakai, a catapora é uma doença que em 99% dos casos evolui bem, mas pode haver complicações. A atenção deve ser maior quando há os sinais de alerta: dor, desconforto respiratório, pneumonia , infecções bacterianas na pele, cansaço, febre ininterrupta e persistência dos sintomas por mais de sete dias depois do início desses sinais. “Todo profissional de saúde tem informações sobre a catapora. É uma doença que até mesmo a mãe consegue diagnosticar”, afirma a infectologista.


Desde o mês passado crianças com até seis anos podem ser vacinadas em qualquer posto de saúde. A imunização foi incluida no calendário do Ministério da Saúde. De acordo com a enfermeira responsável pelo setor de imunização da Secretaria de Saúde, Michela Dias Barcelos, nas escolas onde estudam crianças de seis anos ou menos, quando há mais de dois casos de catapora, é feita a convocação para a vacinação. “Além disso, a criança infectada fica afastada de suas atividades normais por uma média de 10 dias, para evitar o contágio de outras crianças”, explica a enfermeira.


Duas mortes neste ano


Nos últimos quatro anos foram registradas quatro mortes por catapora em Rio Preto, sendo um caso em 2010, outro caso em 2011 e dois em 2013. Em setembro a vítima foi Luciana Silva dos Santos Queiroz, 24 anos. A mulher morreu no dia 19 de setembro depois de peregrinar pelas unidades básicas de saúde da cidade e ficar cinco dias internada no Hospital de Base de Rio Preto.


A outra vítima da varicela, foi o bebê Willian Henrique Rocha de Souza, 2 anos, que morreu no sábado depois de passar três vezes em postos de saúde do município. Em ambos os casos os familiares acusam negligência médica por parte dos médicos das unidades de saúde.


“Os médicos dos postos de saúde mataram meu filho. Ele morreu por falta de humanidade. Os médicos nem olharam para ele. Parece que estavam com nojo, nem examinaram o menino”, afirmou a mãe do garoto, Edcele Souza Silveira, 20 anos. Em nota, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que os dois casos estão sendo apurados por uma sindicância interna. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), também abriu investigação para apurar a morte do garoto.

____________________________________________________________________________________Reportagem do dia 16 de outubro de 2013Bebê morre com suspeita de cataporaNúcleo MultimídiaFoi enterrado no cemitério de Santa Fé do Sul, na manhã desta quarta-feira, 16, o pequeno Arthur Henrique Oliveira Topan, de um ano e cinco meses, que morreu com suspeita de catapora. Há duas semanas, o menino deu entrada na Santa Casa da cidade, com os sintomas da doença. No dia 3, ele foi transferido para o hospital Padre Albino, em Catanduva, onde morreu na tarde de terça-feira, 15.A Secretaria de Saúde disse que vai investigar a causa da morte do garoto. No atestado de óbito consta que o menino morreu devido uma infecção respiratória, que resultou na paralisação dos órgãos vitais. A vítima era o único filho de um casal, com idades entre 18 e 20 anos, que estão em estado de choque.Quer ler o jornal na íntegra? >> Acesse aqui o Diário da Região Digital

   

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