Diário da Região

24/05/2003 - 03h14min

Drogas

STJ nega pedido para transferir advogado

Drogas

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liminar para que o advogado rio-pretense Amaury Perez, preso por suposto envolvimento com o tráfico internacional de drogas, seja transferido da Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia (GO). Pelo Estatuto dos Advogados, segundo o advogado José Pupo Nogueira, 59 anos, Perez teria direito a permanecer preso em uma sala na Polícia Militar. Caso não houvesse nenhuma disponível, poderia requerer a prisão domiciliar. O advogado foi preso no dia 9 de dezembro do ano passado, em Rio Preto, na chamada ?Operação Diamante?, quando saía de casa, no condomínio Damha. Ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Goiânia (GO), escoltado por cinco agentes. Em fevereiro deste ano, a 5ª Vara Federal de Goiânia determinou a transferência do advogado e de mais oito presos do mesmo processo para a Casa de Prisão Provisória.

Perez foi denunciado pelo Ministério Público Federal junto com outras 35 pessoas, incluindo Leonardo Dias Mendonça, tido como chefe da quadrilha, e Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Os 36 homens foram acusados de associação para o tráfico internacional de cocaína e de outros crimes, como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. A denúncia foi assinada por cinco procuradores federais. Eles alegam que a estrutura da organização criminosa permite qualificá-la como a maior de que o Brasil já teve notícia. Pupo Nogueira alega que seu cliente é inocente e que não tem ligações com o tráfico de drogas. ?Ele era advogado de Leonardo Dias Mendonça e sofreu perseguição de um agente federal?, diz. Agentes envolvidos na ?Operação Diamante? fizeram buscas e apreensões em nove Estados.

O objetivo era desarticular a organização criminosa. Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça Federal de Goiás e a investigação vinha sendo realizada desde 1999. Segundo a Polícia Federal, a quadrilha desenvolvia atividades nos complexos de produção de cocaína em áreas controladas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs), provendo ainda a guerrilha com armas. Ela usava como suporte os territórios do Suriname e do Paraguai. No Brasil, ainda segundo a PF, a quadrilha distribuía a cocaína para os grandes centros consumidores.

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