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Diário da Região

13/12/2017 - 11h37min

CONDENADO E SOLTO

Semeghini pega 16 anos e quatro meses de prisão

CONDENADO E SOLTO

Luciano Donadelli/Arquivo Quinze anos depois do crime ocorrido em Fernandópolis, júri popular condena o médico Luiz Henrique Semeghini a 16 anos e 4 meses de prisão pela morte da mulher dele, Simone Maldonado (detalhe)
Quinze anos depois do crime ocorrido em Fernandópolis, júri popular condena o médico Luiz Henrique Semeghini a 16 anos e 4 meses de prisão pela morte da mulher dele, Simone Maldonado (detalhe)

Depois de 15 anos, o médico Luiz Henrique Semeghini, 57 anos, foi condenado ontem pelo júri popular de Fernandópolis a pena de 16 anos e 4 meses de prisão. Foram 15 horas de julgamento, das 9h à meia-noite. Réu confesso, o otorrinolaringologista matou mulher, Simone Maldonado, no dia 15 de outubro de 2000, com sete tiros.

Semeghini foi condenado por 4 votos a 1, por homicídio qualificado - sem chance de defesa para a vítima (dois dos sete jurados não precisaram votar porque já havia dado maioria). Foi negada a argumentação da defesa, de que ele teria agido sob violenta emoção. Mas ele vai recorrer da sentença em liberdade, da mesma forma com que já respondia ao processo. O advogado do réu, Alberto Zacharias Toron, disse que vai tentar anular o julgamento.

Composto por seis mulheres e um homem, o júri presidido pelo juiz Vinícius Castrequini Bufulin foi acompanhado por cerca de 100 pessoas, principalmente estudantes de direito, advogados e familiares da vítima. Amigos do casal chegaram a dizer que ouviram falar que Simone estaria tendo um caso com outro homem. Porém, nenhuma delas conseguiu provar que ela tinha um amante.

Uma única testemunha da acusação ouvida, o irmão de Simone, Ralph Maldonado, afirmou que ela nunca traiu o marido e que conversou várias vezes com Semeghini sobre a possível separação deles - a última vez, no sábado, um dia antes do crime. “A gente conversou sobre a possibilidade de separação amigável, mas ele não aceitava, pois isso iria manchar a imagem dele perante a sociedade”, disse Ralph.Testemunha de defesa, o psiquiatra forense Guido Palombo afirmou que o réu deveria ser considerado semi-imputável, uma vez que ele sofreu uma perturbação de sanidade mental no dia do crime. “O sentimento invadiu o pensamento dele”, disse o psiquiatra, que fez um laudo sobre Semeghini em 2002.

O irmão de Simone disse ainda que achava o cunhado muito “egoísta e possessivo”. “Ele era egoísta demais para amar alguém”, afirmou. Ao conhecer a sentença, ele desabafou: “Foi um alívio muito grande, é um peso que sai das nossas costas”.

Desculpa

No seu depoimento, Semeghini chorou e chegou a pedir desculpa aos pais, irmão e familiares de Simone. Caiu em contradição, pois no primeiro depoimento dele à polícia, logo após o crime, disse que tinha agido por ciúmes e que Simone conversou com muitos homens durante um baile que antecedeu o homicídio. Ontem, ele afirmou que Simone conversou apenas com amigos da filha do casal, que na época tinha 13 anos.

Ele contou que bebeu pouco durante o baile e, assim que chegaram em casa, começaram a discutir. Segundo ele, Simone teria dito: “Estou cansada dessa vidinha. Eu fui ao baile para ver o amor da minha vida. Não me produzi para você”. Depois disso, os dois teriam entrado em luta corporal e ele atirou contra a mulher.

Após o depoimento de Semeghini, o advogado de defesa, Alberto Zacharias Toron, travou um bate-boca com o assistente da acusação, Fernando Jacob. “Não ria. Falta-lhe algo básico, que é respeito e caráter”, disse Toron ao assistente da acusação. Jacob respondeu que Toron era “um fujão”, em uma referência ao não comparecimento do advogado ao júri, que foi adiado em agosto deste ano.

O promotor Fernando César de Paula, discursou: “Fico imaginando o seu Hélio (pai de Simone), vendo a filha morta. Foi ele o primeiro a dar um banho nela quando nasceu, para ver o genro dar um banho de sangue nela já adulta”, afirmou.

 

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