Diário da Região

31/07/2001 - 02h05min

Pesquisa

Saúde de Rio Preto repensa o atendimento à mulher com HIV

Pesquisa

Banco de Imagem 60% tiveram tratamento preventivo
60% tiveram tratamento preventivo
Os resultados de uma pesquisa sobre os cuidados e qualidade de informação fornecidos à mulher e gestante portadoras do vírus HIV, elaborados por um grupo de pesquisadores brasileiros, incluindo uma médica rio-pretense, serão usados para melhorar os serviços oferecidos a esta parcela da população. Segundo a coordenadora do Programa DST/ Aids da Direção Regional de Saúde de Rio Preto, Zulmira da Rocha Meireles, que esteve presente ao evento de divulgação do estudo, na sexta-feira em São Paulo, a coordenadoria pretende realizar um seminário na cidade, em setembro, para repassar as informações aos representantes regionais de diversos órgãos, ONGs e programas ligados à mulher.

A pesquisa “Vulnerabilidade e Cuidado às Mulheres Vivendo com HIV/Aids” foi realizada pelo Enhancing Care Initiative (ECI). O estudo constatou, entre outras coisas, que o exame para detectar o HIV não é rotineiramente oferecido durante o pré-natal e muitas mulheres soropositivas não recebem orientações adequadas sobre sexualidade e saúde reprodutiva, além de não entender o significado dos testes de carga viral e de CD4 (células de defesa). O ECI é um programa internacional formado há três anos para avaliar e melhorar o tratamento às pessoas que convivem com a Aids nos países em desenvolvimento.

É patrocinado pela Merck Foundation e coordenado pela Harvard Aids Institute, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. O estudo envolveu a participação de 1.066 mulheres soropositivas com ou sem filhos e 116 portadoras de HIV que tiveram filhos em 1998, todas atendidas por centros de referência em tratamento da Aids nas cidades de São Paulo, Santos e Rio Preto. “Estes centros representam um padrão mais elevado do que dispomos atualmente para o atendimento aos indivíduos vivendo com Aids”, diz o coordenador da pesquisa e professor do Departamento de Medicina Preventiva da USP, José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres.

Em Rio Preto, o trabalho foi coordenado pela médica sanitarista do Departamento de Epidemiologia e Saúde da Faculdade de Medicina, Maria Lúcia Machado Salomão, e contou com a participação de 22 mães. Os resultados obtidos fazem parte do seu trabalho de pós-gradução em medicina preventiva pela Faculdade de Medicina da USP. As participantes da pesquisa responderam a um amplo questionário que abordou questões referentes a cuidados médicos, destacando aspectos clínicos, sociais e psicológicos. Os pesquisadores constataram que o conceito de grupo de risco - solidificado no início da epidemia - ainda está presente no pensamento de muitas mulheres e de médicos, fato que dificulta detectar o vírus HIV.

Além de apresentar as principais falhas no atendimento à mulher e mãe soropositivas, os trabalhos indicaram as melhoras que podem ser implementadas para tornar os serviços oferecidos mais eficazes. A população feminina tem merecido uma atenção crescente em relação ao assunto. No início da epidemia, havia uma mulher soropositiva para cada 16 homens infectados; atualmente, há uma mulher para cada dois homens com HIV. No País, existem 29 mil órfãos, cujos pais morreram em decorrência da Aids.

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