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Diário da Região

14/12/2017 - 20h06min

Doenças

Rio Preto entra em alerta após 44 casos de leishmaniose

Doenças

Guilherme Baffi O secretário de Saúde Eleuses Paiva: “Risco de epidemia”
O secretário de Saúde Eleuses Paiva: “Risco de epidemia”

Mosquito palha, asa dura, asa branca, cangalhinha, birigui, anjinho ou Lutzomyia longipalpis. É por esses nomes que a nova ameaça de Rio Preto e região - o mosquito transmissor da leishmaniose - atende. Somente neste ano a Secretaria de Saúde confirmou dois casos da doença em cachorros e a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) encontrou três vetores nos bairros Estância Jockey Clube e Jardim Estrela. Os animais foram encontrados na região de Engenheiro Schmitt. O caso de um deles é tratado como importado, pois o bicho passou por várias cidades até chegar em Rio Preto. Com o vetor e o animal doente, completa-se o ciclo da leishmaniose, o que abre a porta para epidemia.

A situação de alerta fez com que a Secretaria de Saúde anunciasse na tarde desta quinta-feira, 2, um plano de ação para conter a doença, que é causada por um protozoário. Uma das medidas é determinar a prevalência da doença na cidade. Segundo o titular da pasta, Eleuses Paiva, há grandes riscos de haver uma epidemia de leishmaniose. Nos humanos, a doença é tão grave quanto nos animais, podendo levar à morte. No ano passado, a leishmaniose provocou três óbitos na região.

No ano passado, 42 cachorros tiveram a doença confirmada - uma prevalência de 3,26% dentre os 1.288 animais testados. Foram achados na Estância Jockey Clube e Engenheiro Schmitt. Em 24 casos, eles foram encontrados com base em inquérito sorológico realizado pela Saúde. Nos outros 18, algum morador levou o animal até o Centro de Controle de Zoonoses. A primeira ação é fazer um censo dos animais. Ao redor de onde 15 dos 24 deles foram encontrados no ano passado e de onde os dois foram achados em 2017 será feita coleta de amostras sanguíneas de pelo menos cem cães. 

Estima-se que eles sejam encontrados em um raio de 200 metros. O mesmo acontecerá com os locais onde os mosquitos foram vistos. Nessa etapa, serão testados 2 mil cachorros. Haverá o inquérito sorológico canino. Rio Preto está dividida em cinco distritos de vigilância sanitária. Serão coletadas amostras de 700 animais em 30 quadras – ou seja, 3,5 mil animais testados. Os exames serão realizados pelo CCZ, que também deverá implementar ações de castração. Se estiverem doentes, os animais serão sacrificados. Se não houver autorização para isso, deverão ser encoleirados. Segundo Paiva, haverá discussão sobre a eutanásia dos bichos.

 

Arte - leishmaniose - 03032017 Clique na imagem para ampliar

O cão não transmite a doença. Quem faz isso é o mosquito, que pica o cachorro e o ser humano. As ações envolverão inicialmente as secretarias da Saúde, Meio Ambiente e Serviços Gerais. Os profissionais estão sendo capacitados para orientar a população e os agentes começarão ainda nesta semana a visitar as casas. O mosquito vive onde há umidade, sombra, fezes e resíduos orgânicos, como alimentos em decomposição. “Ele é tão pequeno que você não consegue enxergar a larva, o ovo”, alerta o veterinário Izalco Nuremberg. De acordo com ele, o mosquito é sensível, tem voo curto, não resiste ao sol e fica desidratado facilmente. Os ovos são postos na terra.

É importante manter a casa e o quintal limpos. Repelentes e telas de proteção, como as de mosqueteiros de berços, ajudam a barrar o inseto. Não há vacina contra a doença que pode matar tanto cachorros quanto humanos. Kátia Regina Penteado Casemiro, secretária de Meio Ambiente, ressalta que a população deve fazer sua parte. “Estamos vivendo mais uma vez esse momento de pensar no saneamento individual. Estamos recebendo sinais que acabam demonstrando que temos que cuidar do nosso espaço, ser responsáveis pelo descarte dos nossos resíduos”, afirma.

A Saúde estima que, para cada cão que apresenta sintomas, há cinco assintomáticos. “Na grande maioria das vezes, mesmo com tratamento, os animais continuam se mantendo como reservatórios”, afirma Eleuses Paiva. Ou seja, continuam transmitindo a doença. Os sintomas da leishmaniose em humanos são feridas que não cicatrizam, no caso da forma cutânea, e emagrecimento, sangramentos e alterações sanguíneas no caso da forma visceral. No ano passado, três pessoas morreram com leishmaniose da Divisão Administrativa de Rio Preto. Em 2015 ficaram doentes 40 pacientes. Os dados são do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde.

 

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