Diário da Região

25/11/2005 - 02h25min

Risco de morte

Rio Preto cai em ranking de violência

Risco de morte

Arquivo Dos 157 itens propostos, 96 foram realizados e 25 não saíram do papel
Dos 157 itens propostos, 96 foram realizados e 25 não saíram do papel
A taxa de violência que mede o risco à vida por causas externas (homicídios, mortes por arma de fogo sem causa determinada, suicídios e acidentes de trânsito) diminuiu em RioPreto nos últimos quatro anos. A cidade caiu 73 posições no ranking das 249 cidades brasileiras onde a violência é maior. O número foi divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. ?A queda segue a tendência do Estado de São Paulo, que apresentou diminuição nos números em geral. Além disso, o trabalho da polícia também merece destaque?, diz o delegado do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-5), em Rio Preto, Waldomiro Bueno Filho. Rio Preto foi o município que teve queda mais acentuada na região. Em 2000, o município ocupava a posição de número 113 no País e tinha um índice de violência de 0,70. Em 2004, a posição caiu para 186 e o índice despencou para 0,56. ?Esse resultado é muito positivo para a população?, afirma Bueno. O município apresentou queda nos quatro quesitos avaliados pela pesquisa do ministério. Porém, a redução na taxa de homicídios foi a mais significativa, passou de 14,39 em 2003 para 10,01 no ano passado. Catanduva e Barretos também caíram no ranking das cidades mais violentas, 18 e 6 posições, respectivamente.

?A redução do número de homicídios pode ser atribuída a um conjunto de fatores em Rio Preto, entre eles está o trabalho da PM e a campanha do desarmamento?, diz o Comandante do 17º Batalhão da Polícia Militar de Rio Preto, tenente-coronel Osvaldo Ubiratã Padilha. Para o sociólogo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, José Reis dos Santos Filho, a queda do índice não significa que a criminalidade tenha diminuído na região. ?Os dados se referem à apenas quatro tipos de violência. Além disso, são baseados nos registros de Boletim de Ocorrência e sabemos que temos ainda uma subnotificação?, afirma. O sociólogo também explica que muitos casos são registrados após o incidente. ?No caso de acidentes de trânsito sem vítima, ele não é computado no momento. Se a pessoa morre depois de um mês, a causa da morte já não é acidente. Isso gera uma diferença nos dados.?

Pesquisa
O objetivo da pesquisa, segundo a assessoria de comunicação do Ministério, é avaliar em quais cidades com população superior a 100 mil habitantes ocorrem mais mortes violentas. Para chegar ao índice, o Ministério usou dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), que coleta informações nos hospitais de todos os municípios. O cálculo dá mais peso a casos de homicídios e mortes por arma de fogo sem causa determinada do que suicídios e acidentes. Também privilegia taxas por 100 mil habitantes em relação aos números absolutos. Ao todo, foram calculados índices de 249 municípios, onde vivem 94,6 milhões de pessoas. Das 126.211 mortes violentas ocorridas em 2004 em todo o Brasil, 53.849 foram registradas nessas cidades - 60,2% foram assassinatos.

Índice em Barretos e Catanduva sobe
Apesar dos números indicarem que houve queda de criminalidade na região, os municípios de Barretos e Catanduva tiveram aumento na índice de violência em relação ao ano 2000. Catanduva ocupava a posição de 192 no ranking em 2000 com um índice de violência de 0,41. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 2004 o município recebeu a classificação de número 210, porém o índice subiu para 0,49. A cidade de São Paulo, possui o maior índice de violência do Estado, 11,53. Na comparação das taxas de mortes por cada modalidade da pesquisa,(homicídios, mortes por arma de fogo sem causa determinada, suicídios e acidentes de trânsito), Catanduva teve um aumento significativo no número de acidentes de trânsito. Em 2003 foi registrada a taxa de morte de 20,82 para cada 100 mil habitantes no município. Em 2004 este número saltou para 32,16.

?O aumento da frota de veículos no município é significativo. Em Catanduva temos praticamente um veículo para cada 1,5 pessoa. Isso contribuiu para o aumento do número de acidentes de trânsito?, diz o delegado da S

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