Diário da Região

05/08/2012 - 00h52min

Rede social

Rio-pretenses casados procuram amantes na web

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Divulgação Kristen Stewart, atriz, foi flagrada traindo o marido Robert Pattinson
Kristen Stewart, atriz, foi flagrada traindo o marido Robert Pattinson

O casal de contos de fadas de toda adolescente (no suspirante “Crepúsculo” e na vida real) foi desfeito depois que a mocinha Kristen Stewart foi flagrada traindo o mocinho Robert Pattinson. E a popular pulada de cerca virou o assunto do momento no mundo inteiro. Em Rio Preto, o que não falta é gente querendo trair. A cidade tem 3.298 pessoas casadas cadastradas em uma rede social criada exclusivamente para facilitar encontros amorosos clandestinos. Também há no site 1.777 rio-pretenses solteiros que querem um parceiro, avulsos ou não.


A busca na internet por uma relação sexual, sobretudo fora do casamento, coloca Rio Preto em destaque no Interior paulista. No ranking dos adúlteros, o município só perde para Campinas (11,7 mil), Ribeirão Preto (5,8 mil) e Sorocaba (5,1 mil). A página surgiu nos Estados Unidos e está em 25 países.


Rio Preto tem uma peculiaridade: a participação feminina. Na média, 39% dos inscritos são mulheres e 61% homens. No Brasil, a proporção é de 30% e 70%, respectivamente. O homem trai por um único motivo: busca por sexo. Já a mulher por vingança (40%), falta de afeto (33%) e sexo (27%). “O alto percentual de mulheres cadastradas em Rio Preto revela a insatisfação delas com seus parceiros. Será que o homem rio-pretense não dá conta do recado?”, reflete Eduardo Borges, vice-presidente do site ashleymadison.com no Brasil, um rio-pretense que mora na Capital.


Segundo Borges, as solteiras buscam uma relação sexual sem qualquer tipo de cobrança. “Preferem sexo com homens casados, pois eles não ficam ligando no dia seguinte. Identificamos também que muitos homens de Rio Preto procuram amantes em Votuporanga.” O rio-pretense não se destaca na arte da persuasão, o popular xaveco. Em média, gasta dez dias para conseguir um encontro com ajuda da página virtual. O catanduvense, por exemplo, atinge o insólito objetivo na metade do tempo. O sorocabano em duas semanas. O ribeirão-pretano, precoce no quesito, se dá bem em apenas quatro dias.


Mesmo assim, o vendedor Adriano César Mazoti Fernandez, 28 anos, não teve problemas. Há um ano ele se separou da mulher e começou a usar a internet para buscar parcerias. No período, o Dom Juan virtual calcula que já conseguiu 20 encontros. Todas eram solteiras. “Tem mulher que só quer um encontro. Isso é claro desde o começo. Também tem situação que você fica com a pessoa até enjoar. Geralmente a internet proporciona encontros somente para curtir.” Na maioria dos casos, chegou, como costuma-se dizer, ao finalmente.


Gustavo (nome fictício) é casado e se cadastrou no site de relacionamentos em novembro de 2011. Mesmo sem usar a ferramenta de forma constante, conseguiu seis encontros. Fez sexo com três mulheres, todas casadas. “A maioria está carente de coisas simples, como toque e beijo.” Trai a mulher constantemente há duas décadas. Nunca foi pego. “Gosto de sentir a sensação de conquistar. Mas trair é igual cigarro: vicia. Depois de um encontro, desligo e volto para casa como se nada tivesse acontecido.”


A vantagem, diz Gustavo, é que as redes sociais especializadas evitam o chamado “batom digital”, ou seja, provas comuns em meios como skype, msn, mensagens de celular e e-mail. O detetive Edson Lima, no entanto, diz que na própria rede existem programas espiões que podem gravar “pegadas” e comprovar eventuais traições.


Uma cliente dele, por exemplo, descobriu que o ex-namorado usou o computador para se comunicar com outra garota. A traição, no entanto, só se tornou conhecida após o relacionamento terminar. Ela desconfiou e partiu para a investigação “A gente ficou distante e acabou. Não tínhamos as mesmas propostas. A relação desgastou.”


A pessoa se cadastra na página e procura parceiros, do sexo oposto ou do mesmo. Pode disponibilizar dois tipos de fotografia no perfil. As imagens privadas só podem ser visualizadas mediante autorização. As públicas são visíveis por qualquer usuário. Geralmente não se mostra o rosto, apenas detalhes do corpo.


Para chamar atenção, o usuário tem que ser criativo. Além da fotografia, pode estabelecer limites, que vão de caso rápido a topa tudo, desejos íntimos, preferências sexuais, estado civil, cidade em que mora, idade, peso e altura. Para não deixar dúvidas sobre seu propósito, o site tem um sugestivo slogan: “A vida é curta. Curta um caso”.


Mulher quer afeto, homem quer sexo


Na busca pelo sexo fora de casa, cada lado tem seu objetivo. A psicóloga e especialista em sexualidade Ana Monachesi afirma que o homem trai porque tem necessidade de exercitar o ato de conquistar. Faz parte do instinto. Já com a mulher é diferente. Na relação extraconjugal, quer afeto principalmente. É puramente emocional. Mas existem exceções.


A especialista salienta que o homem às vezes tem receio de se entregar ao relacionamento. “Assim, busca outra mulher que pode ser mais companheira, melhor de cama. Valoriza a mulher que não dá dor de cabeça. As amantes são assim. Até porque, não existe convivência no dia a dia.”


Ana afirma que a mulher quer um relacionamento duradouro, profundo. “É mais ligada ao aspecto afetivo que físico. O interesse sexual é secundário. Ela procura um caso quando recebe mais atenção, o outro homem a faz se sentir especial, diferente das outras e enxerga beleza onde o marido não vê. Também trai por vingança.”


Para concluir, Ana faz uma analogia. “O relacionamento é igual uma casa. Quando você entra, com tudo novo, é perfeito. Mas, com o passar do tempo, aparecem problemas, que devem ser resolvidos com rapidez. A manutenção deve ser constante. A comunicação e a segurança no outro são fundamentais para que a relação dê certo.”


Elas são mais desconfiadas que eles


A desconfiança de traição faz com que homens e mulheres gastem até R$ 30 mil para investigar o parceiro. O valor inclui um mês de investigação, logística e uso de tecnologia. O custo mínimo do discreto serviço é R$ 350. Por mês, são investigados pelo menos 25 casos em Rio Preto por sete profissionais do setor.


Em 98% das vezes, a suspeita inicial procede. É o que afirma o detetive particular e consultor Edson Lima. O especialista afirma que a traição é confirmada trabalho de campo. O profissional comprova o fato, documenta com fotos e vídeos e produz relatório. O tempo médio para resolver um caso é dez dias. “O valor do serviço varia de acordo com os dias trabalhados e complexidade. É necessário ser profissional e ético para não passar informação distorcida. As provas devem ser contundentes.”


Para ter sucesso, o trabalho é realizado com a máxima discrição. As mulheres contratam 65% dos serviços, um indício de que o homem trai mais. “Geralmente a gente é procurado quando um dos parceiros muda o comportamento. Isso gera desconfiança. Esse mercado está aquecido em Rio Preto.”

   

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