Diário da Região

08/09/2013 - 17h01min

“Rituais de Fé”

Repórter participa de ritual da era dos Maias

“Rituais de Fé”

Fotos: Guilherme Baffi Repórter Bruno Ferro concentrado no calor da tenda onde foi realizado o ritual de Temazcal: pedras quentes e água para evaporar
Repórter Bruno Ferro concentrado no calor da tenda onde foi realizado o ritual de Temazcal: pedras quentes e água para evaporar

A população de Rio Preto é majotariamente católica, evangélica ou espírita. Apenas 2,9% dela, ou, para ser preciso, 11.975 rio-pretenses, seguem outras doutrinas. Nesta fatia que a princípio parece ser pequena há dezenas de manifestações religiosas, muitas desconhecidas e misteriosas que tentam buscar nos elementos da natureza, nos nossos ancestrais, em santos e até em extraterrestres explicações que dão sentido à vida.


Para tentar desmistificar, ou pelo menos torná-las menos misteriosas, o Diário inicia a partir de hoje a série “Rituais de Fé”, que será publicada aos domingos. Serão vivências nos rituais mais intensos, alguns exigem resistência física, mental e são indicados geralmente aos mais experientes. A série começa com um ritual da era dos astecas e maias, chamado “Temazcal” e realizado pela comunidade de xamanismo gnóstico Céu de Capella, em uma chácara na Vila Azul, em Rio Preto.


Foram 38 horas de atividades intensas, de sexta-feira a domingo, em um final de semana com temperatura em torno dos 10ºC. O ritual incluiu o contato com a ayahuasca (bebida endeógena, também conhecida como Santo Daime e que é considerada sagrada), alimentação a base de mandioca sem sal e o amargo chá de carqueja, além da ausência de comunicação por fala ou gestos e a permanência em uma barraca fechada, escura e quente, a fim de que, suando, o participante eliminasse todas as impurezas.


Cerca de cem pessoas frequentam o Céu de Capella em Rio Preto. Aproximadamente 30 participaram dessa celebração, em busca de purificação do corpo e do espírito. “É um ritual muito intenso e todos os presentes já conheciam há algum tempo a ayahuasca,” disse o padrinho (como o grupo chama o coordenador do Céu de Capella), Alexandre Tadeu Ignácio Barbosa. A única exceção era o repórter Bruno Ferro, do Diário, que emagreceu três quilos (de 61kg para 58kg) durante o ritual.


“O xamanismo não é propriamente uma religião. É a busca pelo autoconhecimento. Onde houver pessoas debruçando-se sobre si mesmas neste trabalho de perscrutar os interiores de sua alma, aí há xamanismo,” diz Barbosa. Por isso, pessoas de diferentes religiões podem participar de qualquer celebração.


Limpar impurezas


O Temazcal é um dos rituais mais longos do xamanismo. Consiste em uma tenda plástica redonda, com um buraco no centro onde são depositadas pedras quentes, que são molhadas para produzir vapor. Maias e astecas utilizavam para higiene e cura de doenças de pele, nervosa, picadas venenosas e até febre.


Mas a entrada na tenda é apenas parte do ritual. Antes disso, são realizadas as etapas preliminares e mais pesadas. A primeira delas é o contato com a ayahuasca. A bebida é produzida através de duas plantas: um cipó, bannisteriopsis caapi, e uma folha, psycotria viridis (parente do café). A criação é atribuída aos povos incas. A bebida também é utilizada em outras religiões, como o Santo Daime. Nela, a bebida é utilizada para cura, inclusive de vícios.


No ritual realizado pelo Céu de Capella, o objetivo era a cura - independente de qual - pela expansão da consciência em busca do autoconhecimento. “Enquanto não conhecemos todos os nossos conflitos, o máximo que conseguimos fazer é mascarar a realidade”, disse Barbosa. O Céu de Capella funciona em uma área ampla, com um vasto gramado onde são acendidas fogueiras e um templo de madeira com medidas aproximadas de 20 por 20 metros. Durante as atividades homens ficam de um lado e mulheres do outro.


Encostado em uma das paredes, há um altar com objetos religiosos e, ao lado esquerdo, onde as mulheres ficaram, uma imagem de Maria. À direita, lado dos homens, a imagem de Cristo. No centro do barracão, uma mesa com uma vela acesa. O contato com a ayahuasca ocorre durante a noite de sexta-feira. Dorme-se no templo e em colchonetes estendidos no chão. Pela manhã, realiza-se algumas atividades, incluindo alongamento e a leitura de runas antigas. Logo após, vem o café da manhã. Apenas um copo de chá de carqueja e um prato de mandioca, sem tempero algum.


No almoço, repete-se o cardápio. “O objetivo é fazer com que o participante saia da zona de conforto, atinja um grau de sensibilidade que consiga enxergar o que normalmente não percebe,” disse Barbosa. À tarde, ocorre a entrada na tenda. Primeiro, apenas as mulheres, depois os homens. O ritual prossegue com a distribuição de uma sopa revigorante e palestras. Na manhã de domingo, ocorre o encerramento, com o ritual do cachimbo sagrado. Confira abaixo detalhes de cada etapa do ritual.


‘Saí renovado e fortalecido’


Bruno Ferro, 24, repórter do Diário da Região: foi uma experiência intensa, mas satisfatória e positiva. Acredito que saí renovado desse ritual, dando valor a pequenas coisas e ainda mais às grandes – como a minha família. É importante frisar, como os próprios participantes do ritual me disseram, que cada pessoa sente o primeiro contato com a ayahuasca de forma diferente. No meu caso, o primeiro passo em busca do autoconhecimento foi lidar com meus medos, alguns que nem sabia que possuía.


Alguns momentos foram desesperadores, porque eu tentei lutar contra o que estava acontecendo e não tinha o controle da situação. Talvez a intensidade da primeira vez tenha bloqueado muitas das coisas que eu poderia ter visto, mas vi muito mais do que imaginava que poderia ver. Depois de tudo, me sentia fortalecido e limpo. E, pelo menos eu acho, com um pouco mais de conhecimento sobre mim mesmo.


CRONOLOGIA DO RITUAL


(horário estimado, já que não havia relógio)


SEXTA-FEIRA

   
21h - CURIOSIDADE: assim que cheguei cumprimentei algumas pessoas e entrevistei duas para saber das expectativas sobre o ritual. Eu não estava com medo, estava ansioso e curioso. Um deles perguntou se era a primeira vez que tomaria a ayahuasca, eu disse que sim, e ele ficou surpreso, deu risada, e me deixou preocupado. Todos disseram que o resultado é diferente para cada um. A curiosidade só aumentou.








   
*21h30 - SILÊNCIO: todos se separaram de objetos eletrônicos. Ficamos apenas com a roupa do corpo, cobertor, toalha, produtos de higiene pessoal, um short e, no meu caso, caderno e caneta. Iniciamos tomando um chá de hortelã oferecido pela madrinha Cida (madrinha e padrinho são quem comandam o ritual). Segundo ela, a bebida é revigorante. A partir daquele momento, não poderíamos falar sequer uma palavra, nem se comunicar por gestos, até o domingo.









   
*22h - PRIMEIRA DOSE: entramos no templo e nos sentamos em cadeiras plásticas, colocadas em círculo. De um lado os homens, do outros as mulheres. O ritual foi comandado pelo padrinho Flávio, que fez uma explicação geral sobre o ritual.Depois, pediu que formássemos uma fila para tomarmos a primeira dose de ayahuasca.











   
*22h30 - SENSAÇÕES: as mulheres tomaram primeiro. Achei que o sabor lembra vinho. Foi um copo plástico de 100ml cheio, que tomei de uma vez só, seguindo o que os outros faziam. Após a bebida, voltamos para nossos lugares. As luzes comuns se apagaram e ficaram acesas apenas quatro luzes negras. O som de músicas, que me pareceram indígenas, começou. Bastante alto. Sem letras, apenas instrumentos. Muitos tambores e flautas.








   
23h - ÂNSIA: Passaram-se os minutos e eu nada percebia de diferente. Via muita gente entrando e saindo do templo. Depois comecei a ouvir o som de gente vomitando lá fora. Eu sentia uma leve ânsia, mas nada com que me preocupar. Percebi que o rapaz ao meu lado esquerdo estava muito mal, porque havia se levantado várias vezes da cadeira e saído.








   
23h40 - RISO: cerca de 40 minutos depois da primeira dose começaram alguns sinais de alteração. Uma crise de riso intensa me invadiu. Qualquer coisa era motivo para graça. Desde as pessoas que estavam dançando atrás das próprias cadeiras, até as que estavam ajoelhadas rezando. Foi o maior “barato” que já senti na vida. O começo foi muito intenso e, de certa forma, gostoso. Tudo era colorido, brilhava, girava e era engraçado. A minha ânsia continuava leve. As músicas alternavam ritmos, até que ficaram muito rápidas. Quando eu fechava os olhos, tinha as primeiras visões. Pensamentos que eu não controlava mais. A sensação era de que estava completamente chapado.




SÁBADO

   
00h - SEGUNDA DOSE: de repente, a música parou e as luzes se acenderam. Era hora da segunda dose de ayahuasca. O padrinho fez o mesmo cumprimento inicial e pediu para que formássemos novamente uma fila. as luzes vontaram a se apagar e, a partir de então, tenho apenas flashes do que aconteceu. Me lembro de ter sentado normalmente e não conseguir mais ficar de olho aberto. Até então, mantinha o controle da situação quando eles estavam abertos. Com os olhos fechados, não consegui mais controlar os pensamentos. E eles eram variados, misturados, sem uma sequência lógica. Iam desde memórias de infância (que eu nem sei se eram verdadeiras), a medos que eu nem sabia que sentia. Foi no meio disso tudo que aconteceu. De uma hora para outra, sem dar sinais (pelo menos eu não os vi) comitei. Minha calça ficou ensopada e quase atingi o rapaz que estava à direita. Fui retirado do templo por um dos ajudantes, que me conduziu até o muro destinado ao vômito. Um lado era para as mulheres, o outro ais homens. Não vi o lado das mulheres. No lado os homens, haviam alguns também vomitando.

   
*0h30 - DESESPERO: achei que fosse melhorar depois de ter vomitado, mas foi o contrário. As visões tornavam-se cada vez mais reais e eu vivenciava o que estava vendo. Me lembro de ter corrido pelo gramado, até um ajudante me pedir para voltar. Me ofereceram água, bebi e voltei para o lugar dentro do templo. Sem saber como, estava no muro novamente, vomitando, correndo, tentando me livrar da ajuda. Tudo isso deve ter acontecido em minutos, mas pareceram horas, dias, anos. Não acabava mais e era desesperador. Eu queria sair daquele estado. Sabia que devia parar e me recompor, mas não tinha forças para tal. Me senti dopado. No fundo, sabia que não era louco e tentava ter consciência disso, mas não conseguia. Eu queria ajuda, mas a sensação era de que ninguém ouvia. Na verdade não conseguia falar. Era um conflito comigo mesmo.



   
1h - VISÕES: não coordenava ideias e foi quando o mais desesperador aconteceu. Comecei a ter visões que começavam e terminavam e começavam novamente. Se repetiam exaustivamente. Sempre com o mesmo começo, meio e fim. Eram sempre situações incômodas em que eu estava (e me sentia) como um fracassado. Eu pedia ajuda e ninguém me escutava. Nem minha mãe, nem qualquer outro amigo ou parente. E eu morri. Morri algumas vezes durante as visões porque a mesma situação aconteceu mais de uma vez. E morri porque eu escolhi morrer. Chegava um momento em que duas opções eram oferecidas: morrer ou repetir o que tinha ocorrido (estar num hospício como um louco ou na sarjeta como um noia) e escolhi a morte, sem dúvida. Mas não adiantava, assim que renascia a situação se repetia. Me levaram de novo ao meu lugar. Me lembro de algum ajudante me perguntando se eu queria me deitar. Disse que sim. Deitei, mas levantei novamente. Dessa vez fiquei menos tempo vomitando no muro. Voltei para o lugar e deitei novamente. Mesclava momentos em que cochilava, com visões e rápidos retornos de consciência. Já não conseguia ouvir a música. Até que dormi.

   
*2h - RECUPERAÇÃO: Acho que foi um sono muito rápido. Quando acordei, ainda muito alterado, entendia mais a música. Vi que meu vizinho da esquerda estava se deitando no chão, descoberto. E estava muito frio. De repente, como se fosse combinado, a música diminuiu o ritmo e uma voz falava sobre Deus. Sem religião, apenas falava sobre Deus e era um Deus de solidariedade. Ainda deitado, olhei para trás e vi que estava aos pés da cruz, olhei para o lado e vi que o meu vizinho estava descoberto. Vi que havia uma coberta na cadeira dele. Nesse momento percebi que o meu Deus, o Deus da solidariedade, estava me mandando uma mensagem. Reuni forças e peguei a coberta e cobri o rapaz. Dormi de novo.





   
4h - FRIO: nem me importava - ou melhor, lamentava, mas não podia fazer nada – com a minha calça toda suja. Acordei com a música muito mais calma. Agora com letras, que pareciam fazer muito sentido. Mas confesso que não consigo me lembrar de nenhuma. Estava com frio, mas perdi o sono. Fiquei com uma vontade imensa de escrever. Peguei o caderno e relatei o que tinha vivido, algumas das visões, algumas das conclusões em que cheguei. Uma delas foi a de que vivenciei vários medos porque quis lutar contra o efeito da bebida. Voltei a me deitar.







   
*5h - HORA DE ACORDAR: quando acordamos, fizemos um alongamento. Lemos sobre runas antigas e fizemos um saudação ao sol (o astro rei), baseados nas runas. Limpamos o templo e o quintal, inclusive o muro sujo de vômito. Estava com uma leve dor de cabeça, que foi aumentando durante a manhã.









   
*7h - MAIS MANDIOCA: tomamos o café da manhã: mandioca cozida, sem tempero algum. Eram três pedaços médios, mas pareciam gigantes. Comi dois deles e um pouco do terceiro. Depois tomamos um chá de carqueja, planta que, segundo o padrinho, é boa para o fígado. O sabor é ruim demais, amargo. Dormi mais um pouco, ainda com a cabeça doendo.










   
10h - AUTOCONHECIMENTO: o silêncio foi quebrado por alguns instantes (duas horas, na verdade) para um diálogo em grupo com o padrinho Alexandre Tadeu Ignácio Barbosa sobre o autoconhecimento. Ele começou perguntando o que queríamos e, de acordo com as respostas, elaborou uma conversa sobre a busca por felicidade, amor, desejo, status, ser desejado, que foi desencadeada com a discussão sobre medos. A conclusão é que todos os nossos medos sempre são “de algo”, estão “no tempo”, sempre é “de algo conhecido”, e sempre são criações do pensamento.







   
12h - ALMOÇO: tomamos outra dose de carqueja e almoçamos. Outra vez mandioca. Dessa vez, tanto um quanto o outro desceram com um pouco menos de dificuldade. Mesmo assim, não comi tudo. Frase que li ao lavar o prato: “Quem olha para o lado de fora, sonha. Quem olha para o lado de dentro, desperta” Karl Jung.












   
14h - TEMAZCAL: as mulheres foram primeiro para o Temazcal. Permaneci deitado enquanto isso. A cabeça ainda doía. O padrinho deixou bem claro que aquilo não era uma competição e que quem não estivesse bem poderia sair a qualquer momento.











   
*15h - VEZ DOS HOMENS: depois de um tempo, que pareceu muito longo, foram os homens. Poderíamos entrar apenas de short ou sunga na tenda. Mas primeiro era preciso tomar mais uma dose de ayahuasca. Tomei menos de um copo. Estava com medo do que ele poderia me causar. Também pintamos o corpo e o rosto com urucum. Entramos um a um na tenda. De joelhos. Cada um sentou em um lugar. Éramos em uns 15 homens dentro da barraca e um bebê, que acompanhava o pai. Quando fecharam a “ porta”, Tudo ficou muito escuro. Pouco dava para enxergar. E era quente. Muito quente. Uma sauna com temperatura mais elevada e clima muito menos aconchegante. Mas não fiquei com sensação de claustrofobia.




   
*15h20 - RESISTÊNCIA: as músicas da noite anterior voltaram a ser tocadas. Comecei a suar muito. Rezei, pedi ajuda a Cristo para aguentar. Vez em quando alguém gritava, como forma de incentivo. Uns cantavam também. Quando pediram para colocar mais pedras, cerca de 20 minutos depois, dois rapazes desistiram. Eu estava tão suado que pingava . Como ameaçava entrar no olho, fechei-os e não abri mais.








   
*15h40 - RECUPERAÇÃO: Passados mais uns vinte minutos, outro rapaz saiu. Colocaram mais pedras, cantei, bati palmas e entendi uma frase que havua ouvido em algum momento (não lembro qual): seja a força. Quando consegui abrir os olhos, enxergava pouco, mas consegui ver que tinha gente deitada, outros cantavam e gritavam. Resolvi sair (acho que permaneci na tenda por uns 40 ou 50 minutos). Estava todo sujo de terra, como nunca devo ter ficado. Acho que nem quando criança. Da cabeça aos pés. Me recuperei do lado de fora da tenda, tomando um pouco de água e fiquei acompanhado dos que já tinham desistido e das mulheres, que já haviam passado por aquele ritual. Me sentia bem, a cabeça já não doía, até dancei ao som das músicas. Tive certeza de que já era o suficiente.



   
17h - FIM: assim que acabou o ritual, os que ficaram até o final comemoravam o sucesso, a resistência. Todos se cumprimentaram com um abraço. Nos lavamos tomando jatos de água de uma borracha. Assim que tive a oportunidade, conversei com o padrinho Flávio e disse que havia chegado ao limite e gostaria de ir embora. Terminei de me limpar, peguei minhas coisas e fui embora. Limpo e com uma sensação de leveza e de autoconhecimento.








Rituais, cursos e palestras

O Céu de Capella realiza rituais periódicos de xamanismo gnóstico e também oferece palestras e cursos que vão de autoconhecimento a agricultura biodinâmica.

Serviço:
O Céu de Capella fica na rua do Cedro, número. 451, Estância Santa Inês, Rio Preto.
Site: www.ceudecapella.com.br



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