Diário da Região

02/11/2011 - 01h50min

A doença de Lula

Região registra 210 novos casos de câncer de laringe por ano

A doença de Lula

Arquivo O ex-presidente Lula teve a doença diagnosticada no último sábado
O ex-presidente Lula teve a doença diagnosticada no último sábado

A cada ano, a região de Rio Preto e Barretos registra 210 novos casos de câncer de laringe - doença diagnosticada no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último sábado. O número mostra que por mês 17,5 pessoas desenvolvem o problema. Ocasionada principalmente pelo consumo em excesso de álcool e cigarro, a doença mata uma pessoa por mês na região. Segundo o DataSus, banco de dados do Sistema Único de Saúde (SUS), 48 pessoas morreram devido a esta doença, no período entre janeiro de 2008 e agosto deste ano. No mesmo período foram 488 internações.


Dos óbitos registrados na região, 44 são do sexo masculino e em 31 casos as vítimas tinham mais de 50 anos. “Os homens são mais afetados porque consomem mais bebida alcoólica e cigarro, produtos que possuem substâncias cancerígenas e principais causadores do câncer de laringe”, diz o oncologista Gustavo Colagiovanni Giroto, responsável pelo tratamento de quimioterapia do Hospital de Base (HB), de Rio Preto. O médico explica que, com o passar do tempo, o uso de tabaco e álcool aumentam os riscos. Mas, além disso, o câncer pode surgir devido a questões genéticas.


As chances de cura variam de acordo com a evolução de cada pacientes, portanto vão de 20% a 90%. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a possibilidade de tratamento. Os principais sintomas são dor na garganta, rouquidão, dificuldade de engolir e falta de ar. “A chance de cura dependente de qual o estágio a doença se encontra. Além do diagnóstico, é preciso saber o lugar exato de onde o tumor está”, diz o cirurgião André Lopes Carvalho, especialista nos procedimentos de cabeça e pescoço, do Hospital do Câncer de Barretos. “Quando o tumor fica maior, o paciente fica com dificuldade de engolir e pode provocar engasgo, além de sentir falta de ar.”


Mesmo com o diagnóstico tardio, o aposentado Osvaldo Longo, 66 anos, conseguiu se curar da doença por um tempo, mas o problema voltou neste ano. Os primeiros sintomas apareceram no final de 2009, mas a descoberta foi em janeiro de 2010. Longo foi submetido a sessões de radioterapia e ficou curado. No começo deste ano a doença voltou. “Meu marido achou que estava curado e voltou a beber e fumar, por isso ficou doente de novo”, diz a aposentada Aparecida Longo, 65 anos. O paciente faz quimioterapia no HB. “Nunca mais vou colocar uma gota de álcool ou cigarro na boca. Bebia pouco, geralmente depois do trabalho, mas não imaginava que isso pudesse me trazer todo esse problema.”

   

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