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Diário da Região

13/12/2017 - 11h20min

PREVIDÊNCIA SOCIAL

Quem precisa de perícia, vai esperar mais

PREVIDÊNCIA SOCIAL

Guilherme Baffi Fábio Bonfim Lira precisa passar por perícia médica para receber benefício, mas terá de esperar
Fábio Bonfim Lira precisa passar por perícia médica para receber benefício, mas terá de esperar

Os servidores do INSS voltam a atender amanhã, mas o pesadelo de quem espera uma perícia médica está longe de acabar. Mesmo com a abertura das agências, os médicos peritos de Rio Preto não vão atender porque continuam em greve. A classe cruzou os braços no último dia 4 e ainda não há previsão para que retornem ao trabalho. Os médicos peritos são responsáveis por metade dos atendimentos em Rio Preto. Ou seja, já são pelo menos 17 mil atendimentos que deixaram de ser realizados.

Sem o trabalho deles, quem depende de serviços como licença médica, entre outros atendimentos que exigem a perícia, continuará prejudicado. “São duas greves distintas. Começamos a greve no mês de setembro, dia 4. Já fizemos 17 ofícios e estamos aguardando para negociar com o governo. Até lá, não vamos atender”, afirmou Luiz Argolo, diretor sindical da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social, em Brasília.

A classe reivindica jornada de trabalho com 30 horas semanais, fim da terceirização das perícias médicas, incorporação de gratificações e reposição salarial de 27% no máximo em duas parcelas anuais, além de outras melhorias nas condições de trabalho.

“A pauta (de reivindicações) dos servidores do setor administrativo não nos representava. Então não tinha porque fazer movimento único”, afirmou Argolo. Enquanto o impasse não é resolvido, o INSS vai atender apenas pedidos de aposentadorias, pensão, maternidade, benefícios que não dependem da perícia.

Os servidores prometem mutirão para desafogar os atendimentos que não foram realizados. “Vamos organizar hoje o retorno ao trabalho e depois, em forma de mutirão, agilizar os atendimentos que deixaram de ser feitos durante os quase três meses de greve”, afirmou Eduardo Aparecido Franco, diretor da regional de Rio Preto do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev).

Porém, quem depende de um médico do INSS ainda terá de aguardar. É o caso do pintor Fábio Bonfim Lira, 25 anos. Ele passou por cirurgia e realizou a primeira perícia há um mês. Agora, precisa passar novamente pelo perito. “Peguei atestado de 15 dias e o médico me deu mais 30 dias. Preciso de nova perícia. Estava marcada para hoje (anteontem), mas cheguei aqui (no INSS) e estava tudo fechado”, disse.

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