Diário da Região

23/08/2013 - 05h22min

É fogo

Queimadas castigam saúde do rio-pretense

É fogo

Guilherme Baffi Brisa Levy mostra pano sujo por fuligem; marido contraiu pneumonia
Brisa Levy mostra pano sujo por fuligem; marido contraiu pneumonia

A intoxicação provocada pela fumaça e fuligem devido aos seguidos incêndios na área do antigo IPA (Instituto Penal Agrícola) - seis focos nos últimos três meses que consumiram 233 hectares - tem provocado sérios problemas de saúde em moradores de bairros vizinhos à extinta unidade prisional. Semana passada o empresário Marcelo Levy, 53 anos, foi internado após ter uma pneumonia agravada.


“Chegamos em casa por volta das 17h, a gente não conseguia nem respirar direito. Tive que sair às pressas e levá-lo correndo para o hospital”, afirma a esposa de Marcelo, a fisioterapeuta Brisa Paizan Levy, 50 anos. Além de problemas respiratórios, segundo ela, a residência no Jardim Tarraf 2 sofre diariamente com a fuligem das queimadas. “Na semana passada o chão ficou preto, uma camada tão grossa que não dava para ver o piso”, lembra.


Na residência da dona de casa Isabel Cristina de Oliveira, 41 anos, no Gonzaga de Campos, outro bairro próximo ao IPA, a situação é parecida. Ontem ela lavava toda roupa acumulada nos últimos dias. “Por causa da fumaça fico tudo fedido quando seca. Tem que aproveitar quando não tem incêndio.”


Morando há mais de duas décadas no mesmo bairro, a aposentada Dulcinéia Augusta Oliveira da Silva, 71, afirma que este é o pior ano das queimadas. “Tem de lavar tudo todo dia, senão fica preto”. Segundo ela, na semana retrasada o seu neto teve problemas respiratórios e precisou ir ao médico.


Agressor natural


O pneumologista Rafael Musolino diz que a fumaça proveniente das queimadas é um agressor natural do sistema respiratório humano e nesta época do ano as pessoas devem tomar alguns cuidados básicos. “Principalmente aquelas que já têm doenças como bronquite, asma que podem se agravar mais.”


Atitudes como abrir a janela e molhar o piso e umidificar o ambiente (com panos ou aparelhos), diz o médico, são medidas paliativas. Segundo ele, como a purificação do ar é difícil, uma das orientações é tentar ventilar ao máximo o ambiente. “Como não tem como evitar que a fumaça entre, se for possível deixar o local é melhor.”

Guilherme Baffi Isabel, do Gonzaga, aproveitou trégua de incêndios para lavar roupas

Depois de danos ambientais, segurança chega

Rondas e investimentos. Enfim, após seis incêndios e 233 hectares devastados, a região do antigo IPA passa a contar com policiamento 24h da Guarda Municipal para tentar prevenir novas queimadas. As rondas com motos e carros começaram ontem. Além disso, nos próximos dias o Estado deve liberar, através da Secretaria de Meio Ambiente, cerca de R$ 222 mil para contratar seguranças e reforçar a vigilância em caráter emergencial.Também ontem técnicos da secretaria estadual estiveram na área e analisaram os danos causados pelo fogo. Segundo o responsável pelo Instituto Florestal de Rio Preto, Narciso Santos Costa, 50, o governo está finalizando o edital para compra dos equipamentos de combate a incêndios. Ele confirmou ainda que outra verba, em torno de R$ 120 mil de programas de compensação ambiental, deve ser liberada nos próximos dias e será usada para cercar e instalar portões de segurança em parte da área.De um total de 600 hectares, o Instituto Florestal é responsável por três glebas que somadas representam 131,8 hectares. Segundo apurou o Diário, cerca de 85% da área está sob a guarda do Estado e suas autarquias como a Unesp e Fatec, além do desmembramento do Parque Ecológico e Instituto de Zootecnia. Já a Prefeitura é responsável por apenas 15% do lugar e ontem o secretário de Meio Ambiente, Ademir Perez, disse que o município já tomou todas as providências para evitar novas queimadas, além de estar investigando possíveis casos criminosos.“Tudo que nos foi pedido pela Cetesb, como fazer aceiros e a limpeza da área, além das rondas e fiscalização, já está está sendo feito”, disse. Perez disse ainda que vai procurar o Estado para ações conjuntas. A reportagem percorreu ontem a região devastada pelos incêndios. Encontrou motos da Guarda Municipal rondando o perímetro. Segundo o guarda Leandro Lustoza Moren, até por volta das 16 horas nenhuma incêndio havia sido registrado. Quer ler o jornal na íntegra? >> Acesse aqui o Diário da Região Digital

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