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Diário da Região

14/12/2017 - 21h10min

Fraude

Polícia caça quadrilha que frauda passagens de ônibus no Facebook

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Arquivo Aumento na passagem de 8,88% autorizado pela Artesp vale a partir da zero hora de hoje
Aumento na passagem de 8,88% autorizado pela Artesp vale a partir da zero hora de hoje

A Polícia Civil de Rio Preto caça uma quadrilha de cibercriminosos que está fraudando o sistema on-line de venda de passagens rodoviárias. O prejuízo de uma empresa da cidade chega a R$ 40 mil por mês. O golpe é feito pelas redes sociais, por meio de anúncios com promoções de passagens pela metade do preço. A quadrilha pede para que o cliente mande mensagem no inbox do Facebook ou para um número de WhatsApp com a solicitação da compra.

Após o pedido, os fraudadores solicitam ao cliente um depósito no valor da passagem. O comprador recebe um bilhete verdadeiro, porém, comprado por meio ilícito. A quadrilha realiza a compra no site da empresa de transporte utilizando cartões clonados, ou seja, o prejuízo fica para a empresa. A Expresso Itamarati tem registrado um prejuízo mensal entre R$ 30 mil e R$ 40 mil. “Utilizam cartões clonados, roubados.

O verdadeiro proprietário do cartão entra em contato com a operadora e solicita o cancelamento da compra, então ficamos sem receber”, disse Glauciene Costa, da Expresso Itamarati. De acordo com ela, a fraude tem acontecido há pelo menos um ano, mas nos últimos seis meses a quantidade de golpes aumentou consideravelmente, o que levou a empresa a acionar a polícia.

O Diário apurou que a Polícia Civil de Rio Preto tem pelo menos vinte registros desse tipo de crime só neste ano. Um dos casos é de um homem de 25 anos de idade. Ele comprou o bilhete de ida e volta de Rio Preto para São Paulo pelo valor de R$ 120, metade do preço original. “O rapaz falava que era funcionário da Itamarati em São Paulo. Vi um anúncio em um grupo (no Facebook) de Rio Preto e muitas pessoas falaram que o serviço dele era bom e também curtiam a página dele”, afirmou.

 

Arte - Fraude na compra de passagem - 05052017 clique na imagem para ampliar

A vítima foi abordada antes de entrar no coletivo, em Rio Preto. “Fiquei sem passagem e tive de ir à delegacia. Tivemos de viajar de carro porque não conseguimos embarcar no ônibus”, disse. Outro que comprou passagem, um homem também de 25 anos de idade, afirmou que a negociação foi feita via WhatsApp.

“Até achei estranho o cara trabalhar na empresa e pedir para fazer depósito, mas acreditei que ele tivesse algum tipo de desconto por ser funcionário. Quando vi a polícia na porta do ônibus não entendi nada. Nunca tinha ido a uma delegacia, sempre agi de maneira correto”, disse. Os dois jovens pediram para não serem identificados por medo de serem taxados como criminosos e porque ainda não prestaram depoimento. Os casos estão sob investigação do delegado José Luis Chaim, que não quis falaram com a reportagem nesta quinta-feira, dia 4.

Abordagem é feita antes do embarque

A fim de chegar aos criminosos e prender a quadrilha, os policiais passaram a abordar os passageiros antes de entrarem no coletivo, ainda em Rio Preto. A Expresso Itamarati consegue identificar esses passageiros, já que geralmente os fraudadores utilizam um mesmo cartão para comprar várias passagens. 

A empresa informa à polícia quais são os passageiros e eles estão sendo abordados e levados à delegacia para realizarem um boletim de ocorrência. Cerca de vinte casos foram parar na polícia, porém ninguém foi preso, já que a polícia está com dificuldades de chegar aos criminosos, que usam sistemas para não terem seus computadores rastreados.

Orientação

A Expresso Itamarati afirmou que está implantando um sistema antifraude em parceria com uma operadora de cartões de crédito. A empresa ainda orienta seus clientes a só efetuarem a compra de passagens pessoalmente, ou pelo telefone (17) 3122-8558, ou pelo site da empresa. A Itamarati afirma que não realiza venda por rede social.

 

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