Diário da Região

28/01/2003 - 00h15min

Unifesp

Pesquisa revela que pedalar na bicicleta prejudica ereção

Unifesp

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Quem pensa que andar de bicicleta é apenas benéfico, desconhece o teor de uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo. O trabalho constatou que quem pedala por longas horas pode ter a saúde sexual prejudicada, no caso dos homens. O estudo, que comparou a impotência entre homens que andam de bicicleta, homens que correm e homens que andam a cavalo, foi realizada pelo urologista Archimedes Nardozza Jr., do Setor de Disfunção Erétil do Departamento de Urologia da Universidade Federal de São Paulo -Unifesp. Ao lado deste estudo, um outro trabalho, realizado pela Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do Pé, acaba de comprovar que andar de bicicleta é uma atividade que requer muita atenção. O urologista Nardozza Jr. revela que a ereção pode ficar comprometida por causa do formato do banco da bicicleta. Segundo ele, em 40% dos 218 ciclistas pesquisados, com idade média de 37 anos, foi detectada alguma alteração. Já entre os cavaleiros e corredores apenas 22% apresentaram algum grau de disfunção. “Os bancos mais estreitos fazem uma pressão excessiva nos nervos responsáveis pela ereção, interrompendo o estímulo nervoso na região”, diz Nardozza Jr em artigo da universidade.

O estudo, realizado em 1998, teve como participantes da pesquisa integrantes do grupo dos “night bikers”, esportistas que fazem uso de bicicleta ergométrica em academias, corredores do parque Ibirapuera, em São Paulo, homens que fazem esteira em academias e cavaleiros que praticam o esporte no Jóquei Clube. A pesquisa foi apresentada, inclusive, no Congresso Americano de Urologia, por ser a primeira do gênero feita no mundo. “Estudos anteriores realizados em Boston já indicavam que ciclistas eram suscetíveis a problemas de disfunção erétil, porém nunca se fez comparação”, diz o autor. Ao contrário do que o pesquisador imaginava, os resultados demonstraram que andar a cavalo não altera de maneira importante a função erétil. Apenas 2,9% dos cavaleiros foram classificados no quadro de disfunção de leve para moderada, enquanto no grupo dos ciclistas, 6,9% se enquadraram nessa categoria. Ciclista profissional há muitos anos, o dinamarquês Peter Ahm, diretor do Germanos Team America, de Campinas, garante que há anos pratica o esporte e nunca teve problemas no aspecto sexual. Mas confessa que conhece um outro estudo, realizado pela universidade da Noriega, que também fez um prova especial com ciclistas e revelou uma grande porcentagem de profissionais com problemas na vida sexual. “O estudo concluiu que o fato de o ciclista ficar muito tempo sentado faz com que sofra uma pressão forte nos músculos e osso da região próxima das nádegas”, conta.

Peter, que coordena uma prova de ciclismo para novembro, diz que seus principais problemas de saúde se relacionam com o excesso de treino. “Me preocupo muito com a hidratação. A água é fator importante para todo mundo, mas para nós corredores é muito mais, seja nos treinos ou não. Preciso beber de três a quatro litros de água por dia”, observa. O médico Nardozza Jr. aconselha que a melhor prevenção para quem não deseja sofrer conseqüência negativa por conta da prática do ciclismo é escolher bicicletas com assentos mais largos e macios, que distribuam o peso do corpo sobre o quadril e não apenas sobre a região entre as pernas. Foi o que fez o fotógrafo paulista J. V., de 31 anos, que anda de bicicleta cerca de duas horas por dia e respondeu ao questionário do médico. “O banco da minha bicicleta não é o original, troquei por outro mais confortável logo que a comprei porque o primeiro era muito duro”, disse o fotógrafo que, examinado, não apresentou problema. Além de ter efetuado a substituição, ele conta que não fica o tempo todo apoiado no banco da bicicleta. “Como o percurso que eu faço tem muita subida, durante a maior parte do trajeto eu pedalo em pé”, explica.

Evite assaduras:

- Ao pedalar longas horas, é comum o aparecimento de assaduras ou irritação na área de contato com o selim. S

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