Diário da Região

12/03/2003 - 03h12min

Recuperação

Obras na BR-153 voltam após chuvas

Recuperação

Arquivo Parte da verba será utilizada para a recuperação das estradas
Parte da verba será utilizada para a recuperação das estradas
Somente após o fim das chuvas é que os 347,7 quilômetros da rodovia Transbrasiliana (BR-153) que cortam toda região oeste paulista voltarão a ser recuperados. As obras na pista tiveram início no dia 18 de janeiro, porém foram paralisadas por causa das constantes chuvas. A obra para tapar os buracos, limpar o matagal do acostamento e recuperar a sinalização de placas, prevista no Programa de Recuperação e Manutenção das Estradas Federais, anunciado no fim de fevereiro pelo Ministério dos Transportes e que vai disponibilizar R$ 700 milhões ao longo do ano para recuperar rodovias federais, continua a ser realizada pela Conser Construtora, de Bauru. A empresa tem prazo de três meses para concluir a operação. No entanto, existe a possibilidade de o prazo ser prorrogado, devido às chuvas.

Apesar das precipitações constantes e do tráfego intenso de veículos de carga pesada contribuírem para o aumento dos buracos existentes e para o surgimento de novos, a assessoria de imprensa do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) afirma que o valor da conservação e restauração não poderá sofrer reajuste. A reforma dos 347,7 quilômetros foi orçada em R$ 150 mil. Ainda estão inclusos no programa do Ministério dos Transportes 53,6 quilômetros da rodovia Rio-Santos (BR-101) e outros 32,1 quilômetros da BR-459, que corta o Vale do Paraíba, além dos 90 quilômetros da rodovia Fernão Dias (BR-381), que liga Belo Horizonte a São Paulo, e 300 quilômetros das rodovias Régis Bittencourt e Dutra (BR-116). O governo paulista está negociando com o governo federal a transferência da malha rodoviária da União que corta o Estado de São Paulo. Com a possível transferência, existe a possibilidade de construção de praças de pedágio, inclusive na BR-153.

A incorporação do trecho faz parte do Plano Diretor de Desenvolvimento do Transporte, da Secretaria de Estado dos Transportes. A BR-153 é um dos corredores rodoviários mais importantes do Brasil, apesar dos problemas de infra-estrutura. Para adotar as estradas federais, o Estado receberia uma verba proporcional à quilometragem. Segundo o secretário de Estado dos Transportes Dario Rais Lopes, a possível administração da rodovia BR-153 pode gerar maiores investimentos, além de melhorar as condições da estrada. Ainda não há um prazo para a estadualização das estradas federais. O secretário de Transportes lembra que o governo federal já está entregando aos governos estaduais diversas vias. Em dezembro de 2002, a União transferiu aos governos de Goiás e do Amazonas o total de 849 quilômetros de rodovias.

O governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), 70 anos, tinha a pretensão de transferir 16.340 quilômetros de rodovias federais para os Estados até 2006. Com a troca de governo federal e a nomeação de um novo ministro dos Transportes, Anderson Adauto, o processo está sendo revisto. No fim de janeiro, o Diário percorreu 50 quilômetros da BR-153, entre Rio Preto e José Bonifácio, e constatou incontáveis buracos, mato alto no acostamento e má sinalização. Na semana do Carnaval, a reportagem percorreu novamente o trecho e observou o crescimento do problema.

Investimento total será de R$ 750 mi
Dos 56 mil quilômetros de rodovias federais pavimentadas, 42 mil quilômetros vão passar pelo processo de conservação e outros 16 mil vão ser restaurados, conforme informações do Ministério dos Transportes. Serão investidos R$ 750 milhões ao longo deste ano com o Programa de Recuperação e Manutenção de Rodovias Federais. O anúncio das obras foi feito na semana que antecedeu o Carnaval pelo ministro da pasta, Anderson Adauto. ?Sabemos que os recursos não são suficientes para solucionar os problemas da malha rodoviária brasileira, mas são o que está ao alcance no momento?, diz. O valor injetado no programa é maior que a média investida nos últimos quatro anos, quando foram aplicados R$ 434 milhões na conservação e na restauração de rodovias federais.

A liberação dos editais, assim como a contratação de algumas obras, seguiu critérios técnicos de prior

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